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Antonio Marcello Barberini

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Para o cardeal criado em 1627 pelo Papa Urbano VIII, Arcebispo de Reims, Camerlengo da Câmara Apostólica e Arcipreste da Basílica de Santa Maria Maior, veja Antonio Barberini.
Antônio Barberini, Sênior
Cardeal da Santa Igreja Romana
Penitenciário-mor
Bibliotecário Apostólico
Prefeito da Sagrada Congregação da Residência dos Bispos
Info/Prelado da Igreja Católica
Atividade eclesiástica
Ordem Ordem dos Frades Menores Capuchinhos
Diocese Diocese de Roma
Nomeação 3 de outubro de 1633
Predecessor Francesco Cardeal Barberini
Sucessor Orazio Cardeal Giustiniani, C.O.
Mandato 1633 - 1646
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 1592
Nomeação episcopal 26 de janeiro de 1625
Ordenação episcopal 2 de fevereiro de 1625
por Laudivio Zacchia
Cardinalato
Criação 7 de outubro de 1624
por Papa Urbano VIII
Ordem Cardeal-presbítero
Título Santo Onofre (1624-1637)
São Pedro Acorrentado (1637-1642)
Santa Maria em Trastevere (1642-1646)
Brasão
Dados pessoais
Nascimento Florença
18 de novembro de 1569
Morte Estados Papais Roma
11 de setembro de 1646 (76 anos)
Nome religioso Frei Antonio Barberini
Nome nascimento Marcello Barberini
Nacionalidade italiano
Progenitores Mãe: Camila Barbadori
Pai: Antonio Barberini
Sepultado Santa Maria della Concezione dei Cappuccini
dados em catholic-hierarchy.org
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Antônio Barberini, dito o Sênior[1], nascido Marcelo Barberini (Florença, 18 de novembro de 1569 - Roma, 11 de setembro de 1646) foi um cardeal italiano, cardeal-sobrinho, Penitenciário-mor e Bibliotecário Apostólico.

Biografia

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Nascido da tradicional família Barberini, era o filho mais novo de Antonio Barberini e Camila Barbadori; assim, era irmão de Maffeo Barberini, mais tarde Papa, e tio dos cardeais Francesco Barberini, sênior e Antonio Barberini. Era ascendente dos cardeais Carlo Barberini e Francesco Barberini, iuniore.[2]

Após uma juventude infeliz, decidiu ingressar na vida religiosa, sendo recebido na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos em 1592, mudando seu nome de batismo, Marcello, para Antonio. Fez o noviciado em Cortona. Nomeado guardião do convento de San Gimignano, em Florença. Chamado a Roma por seu irmão, o novo papa em 1623, viajou durante a noite e a pé, acompanhado apenas de outros frades da sua ordem.[2]

Cardinalato

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Foi criado cardeal no consistório de 7 de outubro de 1624 pelo seu irmão, Papa Urbano VIII, recebendo o barrete cardinalício e o título de cardeal-presbítero de Santo Onofre em 13 de novembro. Na ausência de seu sobrinho, o Cardeal Antonio atuou como secretário de Estado e dos cuidados para os assuntos relativos ao governo da Igreja.[2]

Episcopado

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Eleito bispo de Senigália, em 26 de janeiro de 1625, foi consagrado num domingo, 2 de fevereiro, na capela particular de Sua Santidade, no Palácio Vaticano, pelo Cardeal Laudivio Zacchia, bispo de Montefiascone e Corneto, assistido por Antonio Diaz, bispo de Caserta, e por Lorenzo Azzolini, bispo de Ripatransone. Em agosto de 1626, presidiu o capítulo geral de sua ordem no convento de Santa Maria in Aracoeli, Roma. O papa ordenou que ele ficasse em Roma e governasse sua diocese através de vigários gerais. Nomeado prefeito da Sagrada Congregação dos Bispos e Regulares antes de 14 de junho de 1628; renunciou ao cargo em dezembro de 1633. Renunciou ao governo da diocese antes de 11 de dezembro de 1628. Foi nomeado Secretário da Sagrada Congregação Suprema da Inquisição Romana e Universal, em 1629, renunciando ao posto em 1633. Camerlengo do Sacro Colégio dos Cardeais, de 19 de janeiro de 1632 a 16 de fevereiro de 1632.[2]

É nomeado Penitenciário-mor em 3 de outubro de 1633, cargo que exerceu até sua morte. No mesmo ano, foi nomeado Bibliotecário da Santa Igreja Romana, em 13 de dezembro, após a renúncia de seu sobrinho, o Cardeal Francesco; também ocupou o cargo até sua morte. Prefeito da Sagrada Congregação da Residência dos Bispos de 28 de março de 1635 até sua morte. Camerlengo do Sacro Colégio dos Cardeais, de 7 de janeiro de 1636 a 12 de janeiro de 1637. Pró-vigário geral de Roma, entre 1636 e 1640. Pró-prefeito da Sagrada Congregação dos Bispos e Regulares de 1636 até 1643, durante a ausência do Cardeal Marzio Ginetti.[2]

Passou para o título de São Pedro Acorrentado, em 7 de setembro de 1637. Continuou a ser conhecido como o cardeal de San Onofrio. Passou para o título de Santa Maria em Trastevere em 26 de maio de 1642. Viveu discretamente e em privado como um religioso e, por isso, não esteve envolvido no colapso de sua família que se seguiu à morte do Papa Urbano VIII.[2]

Faleceu em 11 de setembro de 1646, perto das nove horas, no Palácio Barberini, em Roma. Ele foi enterrado na Igreja de Santa Maria della Concezione dei Cappuccini de Roma, mais conhecida como Igreja dos Capuchinhos, fundada por ele.[2]

Conclaves

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Referências

  1. ↑ Dito o Sênior em contraposição a Antonio Barberini, seu homônimo sobrinho, chamado de O Menor, também cardeal.
  2. 1 2 3 4 5 6 7 «The Cardinals of the Holy Roman Church - Biographical Dictionary - Consistory of October 7, 1624». cardinals.fiu.edu. Consultado em 17 de setembro de 2026. Cópia arquivada em 8 de setembro de 2025

Ver também

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Ligações externas

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Precedido por
Francesco Barberini, sênior
Cardeal
Cardeal-padre de Santo Onofre

1624 — 1637
Sucedido por
Orazio Giustiniani, C.O.
Precedido por
Antaldo degli Antaldi

Bispo de Senigália

1625 — 1628
Sucedido por
Lorenzo Campeggi
Precedido por:
Scipione Caffarelli-Borghese

Penitenciário-mor da Penitenciaria Apostólica

1633 — 1646
Sucedido por:
Orazio Giustiniani, C.O.
Precedido por:
Francesco Barberini, sênior

Bibliotecário Apostólico

1633 — 1646
Precedido por
Laudivio Zacchia
Cardeal
Cardeal-padre de São Pedro no Cárcere

1637 — 1642
Sucedido por
Bernardino Spada
Precedido por
Cosmo de Torres
Cardeal
Cardeal-padre de
Santa Maria em Trastevere

1642 — 1646
Sucedido por
Federico Baldissera Bartolomeo Cornaro