Nossa Senhora Aparecida (Manaus)

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Nossa Senhora Aparecida
  Bairro do Brasil  
Localização
Localização do bairro Nossa Senhora Aparecida no mapa geográfico urbano de Manaus.
Localização do bairro Nossa Senhora Aparecida no mapa geográfico urbano de Manaus.
Zona Sul
Município Manaus
História
Criado em 1888
Características geográficas
Área total 66,85
População total (2010) 6 996 hab.
Densidade 10.465,22 hab./km²
Outras informações
Limites Centro, Presidente Vargas, São Raimundo e Glória.
Fonte: Não disponível

O Aparecida é um bairro de Manaus, capital do estado brasileiro do Amazonas. Situa-se na zona sul da cidade.[1] É um dos bairros mais antigos da cidade, tendo surgido ainda no século XVII, além de possuir o IPTU mais caro da Zona Sul. Em média, cada residência da região tem a responsabilidade de pagar R$ 89,97 de IPTU.[2]

Possui uma área de 66,85 quilômetros quadrados e uma população de 6 996 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

O período da fase áurea da borracha contribuiu para o surgimento do bairro, que se confunde com a própria história da cidade de Manaus, Nossa Senhora Aparecida. Localizado na área central da cidade, o tradicional bairro de formação religiosa ostenta, hoje, o progresso do ciclo da borravha mas também da Zona Franca de Manaus (ZFM). Diferente do passado, hoje, no bairro Aparecida, são poucas as distribuidoras que permanecem na ativa, já não existem mais as conhecidas serrarias. Já o comércio varejista, com estivas e miudezas em geral, atua com grande veracidade, sobrevivendo ao advento da industrialização e expansão do comércio por toda Manaus.

Um bairro de muitos nomes[editar | editar código-fonte]

O bairro Aparecida mudou de nome várias vezes ao decorrer dos tempos, esses nomes marcam períodos vividos no bairro, atribuições urbanas ou paisagísticas ou com o fim de homenagear ou se remeter a algo ou alguém.

Assim, o bairro chamou-se Cornetas, Cajazeiras, Saco do Alferes, Vista Alegre, Rafael, Plano Inclinado, Operários, bairro dos Tócos, até passar a ser bairro Nossa Senhora Aparecida em 7 de maio de 1946, dentre outros.[3]

Cultura, Personalidades e Curiosidades[editar | editar código-fonte]

No Bairro uma das famílias mais proeminentes: a família Miranda Corrrêa foi a que doou o terreno para a Instalação da antiga capela hoje o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, a referida além de outros empreendimentos também era proprietária da fábrica de "Gelo Crystal", fundada em 1903 e a Cervejaria Amazonense XPTO, inaugurada em 1910, o prédio inclusive é o primeiro da cidade se não do Brasil a possuir elevador elétrico, ambas sediadas no bairro.

Outro importante prédio conhecido pelos populares como: Casa dos Padres, atualmente Universidade Federal do Amazonas de Ciências da Saúde e Farmácia, permeia a história do bairro, o prédio permanece conservado, revelando a importância das missões religiosas na Amazônia dado a necessidade de aquisição de um prédio que pra época teve um alto custo e serviu a Ordem Eclesiástica dos Redentoristas, importantíssima no contexto sócio-cultural do bairro, por isso podemos afirmar que a religiosidade envolve a fundação do bairro.

Os padres americanos Redentoristas chegaram a Manaus na época da Segunda Grande Guerra, segundo os antigos moradores até chegou-se a cogitar que eles eram espiões da guerra, dado o período conturbado que o mundo vivia. A Igreja mantinha vários serviços dentre eles o coro da Igreja que era formado pelas moças do bairro e era regido pelo Pe. Norman Muckermann, a princípio, a igreja funcionou em duas salas num chalé que pertencia a família Miranda Corrêa, depois apoiado pelos fiéis deram início à construção da Igreja de Nossa Senhora Aparecida, inaugurada em 1946.[4]

Havia um complexo de casas, do lado esquerdo na Rua Xavier de Mendonça, conhecida pelos antigos moradores como “As Treze Casas”, trata-se de um conjunto de casas todas iguais que pertenciam a Marinha Mercante antes de serem vendidas a particulares.

Importante mencionar a criação do primeiro corpo de bombeiros da cidade "Os Bombeiros Voluntários" que exerceram papel ímpar na cidade até sua trágica extinção. Também mencionar a existência das serrarias que eram comuns no bairro.

Tradicionalmente era popular entre as famílias antigas as quermeces, as festas juninas, o hábito de sentar "à tardinha" na porta de casa para conversar, o Boi, até surgir a Escola de Samba Aparecida de fronte ao Vista del Rio.

Roberto Bessa em seu livro menciona que do bairro saiu vários nomes que ao longo da história da cidade e do Estado tiveram papel importante, a quem chamamos de célebres do bairro (Moacir Andrade - escritor, Zanny dos Reis - médico, Jefferson Péres - senador, Omar Azziz - governador/senador, Amazonino Mendes - governador/prefeito, Carlos Zamith - jornalista/radialistas, Gilberto Mestrinho - prefeito, dentre outros)[5]

Atualidade[editar | editar código-fonte]

No bairro Aparecida, os moradores dispõem, ainda, do Fórum dos Juizados Especiais - Desr. Mário Verçosa, SINTRAM (Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Manaus), consultórios odontológicos, oftalmológicos, a 3ª Unidade de energia elétrica da Manaus Energia e uma unidade da Águas do Amazonas.

Por não ser um bairro do subúrbio, Aparecida possui bons índices sociais comparados aos demais bairros da capital do Amazonas. Seu maior problema assim como o de toda a capital amazonense é em relação a poluição de seus igarapés e lagoas. Localiza-se ao lado do Centro da cidade.

A padroeira do bairro é Nossa Senhora Aparecida e o bairro possui uma escola de samba chamada Mocidade Independente de Aparecida.

Dados do bairro[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Secretaria Especial para Articulação de Políticas Públicas[ligação inativa]. Prefeitura de Manaus. Página visitada em 13/11/08.
  2. «Valores de IPTU dos bairros de Manaus» (PDF). Prefeitura de Manaus. Consultado em 19 de junho de 2009. Arquivado do original (PDF) em 19 de março de 2009 
  3. NEVES, J. L. (2014). Espaço e Memória nas vozes alheias: A (RE)construção da história do bairro de Aparecida em Manaus/AM. Manaus: Monografia (Universidade do Estado do Amazonas -Escola Normal Superior -Departamento de Geografia). p. 45 
  4. «O Coro da Igreja de Aparecida». 2015. Consultado em 26 de outubro de 2020 
  5. NEVES, J. L. (2014). Espaço e Memória nas vozes alheias: A (RE)construção da história do bairro de Aparecida em Manaus/AM. Manaus: Monografia (Universidade do Estado do Amazonas). pp. 45–69 

Ver também[editar | editar código-fonte]