As Viagens de Gulliver

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Gulliver's Travels
Travels ento Sevepal Remote Nations of the World. In Four Parts. By Lemuel Gulliver, First a Surgeon, and then a Captain of Several Ships
Primeira edição de Viagens de Gulliver
Autor(es) Jonathan Swift
Idioma Inglês
Género Sátira, Fantasia
Editora Benjamin Motte
Lançamento 1726

Gulliver's Travels (1726, alterado em 1735), oficialmente Travels into Several Remote Nations of the World. In Four Parts. By Lemuel Gulliver, First a Surgeon, and then a Captain of Several Ships e traduzido para o português como As Viagens de Gulliver, é um romance satírico do escritor irlandês Jonathan Swift. É o trabalho mais conhecido de Swift, e também um clássico da literatura inglesa.

Lilliput é uma ilha fictícia do romance "As Viagens de Gulliver". Swift apresentou-a como parte de um arquipélago, juntamente com a ilha de Blefuscu, algures no Oceano Índico. O livro também relata que as duas ilhas são inimigas.

Nessa ilha, a personagem principal deparou-se com a população de pessoas minúsculas (com menos de seis polegadas de altura, cerca de 15 centímetros), chamadas liliputeanos, que o tomaram por gigante.

Blefuscu e Liliput são sátiras, respectivamente, da França e Inglaterra no começo do século XVIII. Enquanto o povo de Liliput agiu de forma traiçoeira contra Gulliver, o povo de Blefuscu foi honesto e direito, mostrando a má vontade de Swift em relação a seus conterrâneos.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Parte I: Uma Viagem a Lilliput[editar | editar código-fonte]

4 de Maio de 1699

A viagem começa com um curto preâmbulo onde Lemuel Gulliver dá um breve resumo da sua vida antes das suas viagens.

Durante sua primeira viagem, após escapar de um naufrágio, Gulliver é aprisionado por uma raça de pessoas minúsculas, com menos de 15 centímetros de altura, que são os habitantes da ilha de Lilliput. Depois de promessas de bom comportamento, ele passa residir em Lilliput e vira um favorito da corte local, e o rei lhe dá permissão para andar pela cidade desde que ele não machuque seus súditos.

Inicialmente, os Lilliputeanos são hospitaleiros com Gulliver, mas eles também têm receio da ameaça que seu tamanho representa a eles. Os Lilliputeanos logo se mostram um povo que gosta de exibições de autoridade e poder, e propenso a dar grande ênfase a questões triviais. Por exemplo, qual lado de um ovo que uma pessoa deve quebrar vira a base de uma divisão política profunda dentro da nação. Gulliver ajuda os Lillipputeanos a subjugar seus vizinhos da ilha de Blefuscu ao roubar seus navios. Porém, ele se recusa a reduzir Blefuscu a uma província de Lilliput, desagradando o rei e sua corte.

Gulliver é acusado de traição, por, dentre outros crimes, urinar na capital quando ele estava apagando um incêndio e salvando várias vidas, é declarado culpado e é sentenciado a ser cegado. Com a ajuda de um amigo na corte, ele foge para Blefuscu. Lá, ele encontra um barco abandonado, e é avistado por um navio que o leva para casa.

Parte II: Uma Viagem a Brobdingnag[editar | editar código-fonte]

20 de Junho de 1702 - 3 de Junho de 1706

Depois de algum tempo, Gulliver retorna aos mares. Quando seu navio se perde após uma tempestade e é forçado a navegar para terras mais próximas para obter água fresca, Gulliver é abandonado pela sua tripulação em uma península na costa oeste da América do Norte.

A grama nestas terras é tão alta quanto uma árvore. Então, ele é encontrado por um fazendeiro de aproximadamente 22 metros de altura, que o leva para sua casa, onde sua filha Glumdalclitch cuida dele. O fazendeiro trata Gulliver como uma curiosidade e cobra para exibi-lo. Os shows constantes deixam Gulliver doente, e o fazendeiro lhe vende à rainha de Brobdingnag. Glumdalclitch, que acompanhou o pai enquanto ele exibia Gulliver, é empregada pela rainha para continuar cuidando dele. Como Gulliver é pequeno demais pra usar seus utensílios, a rainha de Brobdingnag ordena que uma casa pequena seja construída pra ele para que ele possa ser carregado nela; esta é referida como sua "caixa de viagem".

Entre aventuras pequenas como luta contra uma vespa gigante e ser levado ao teto por um macaco, Gulliver discute o estado da Europa com o rei de Brobdingnag. Em uma viagem à praia, sua caixa de viagem é roubada por uma águia gigante, que larga Gulliver e sua caixa no mar, onde ele é resgatado por alguns marinheiros, que o levam de volta à Inglaterra.

Parte III: Uma Viagem a Laputa, Balnibarbi, Luggnagg, Glubbdubdrib e Japão[editar | editar código-fonte]

5 de Agosto de 1706 - 16 de Abril de 1710

Indo ao mar de novo, o navio de Gulliver é atacado por piratas e ele é abandonado em uma ilha rochosa perto da Índia. Ele é resgatado pela ilha voadora de Laputa, um reino devotado às artes musicais, matemáticas e astronômicas, mas incapazes de usá-las para fins práticos. O costume de Laputa de jogar pedras em cidades rebeldes no solo pressagia o uso de ataques aéreos em guerras.

Gulliver passa por Balnibarbi, um reino governado por Laputa, e vê o estrago causado pela busca cega da ciência sem resultados práticos, uma sátira contra a burocracia e a Royal Society e seus experimentos. Na Grande Academia de Lagado, em Balnibarbi, muitos recursos e mão de obra são gastos na pesquisa de esquemas completamente absurdos, como extrair raios de sol a partir de pepinos, aprender como misturar tinta por cheiro, e desmascarar conspirações políticas examinando o excremento de pessoas suspeitas. Gulliver então, vai a Maldonada, o principal porto de Balnibarbi, esperar um comerciante que possa levá-lo ao Japão.

Enquanto esperando, Gulliver vai à ilha de Glubbdubdrib, a sudoeste de Balnibarbi. Em Glubbdubdrib, ele visita a casa de um mago e discute história com os fantasmas de Júlio César, Bruto, Homero, Aristóteles, René Descartes e Pierre Gassendi.

Na ilha de Luggnagg, ele encontra os struldbrugs, que são imortais. Eles não têm o dom da juventude eterna, sofrem as enfermidades da velhice e são considerados legalmente mortos ao completarem 80 anos.

Ao chegar ao Japão, Gulliver pede ao Imperador para lhe "eximir de executar a cerimônia imposta a meus compatriotas, de pisar no crucifixo", pedido concedido pelo Imperador. Gulliver volta pra casa, determinado a nunca mais voltar ao mar.

Parte IV: Uma Viagem ao país dos Houyhnhnms[editar | editar código-fonte]

7 de Setembro de 1710 - 2 de julho de 1715

Apesar de suas intenções anteriores de ficar em casa, Gulliver logo volta ao mar como capitão de um navio mercante, estando entediado com seu emprego de cirurgião. Devido à morte de vários membros da tripulação, ele é forçado a adquirir pessoal novo nas Ilhas de Barlavento. Os novos membros, em sua maioria ex-piratas, convencem o resto da tripulação a se amotinar. Depois de deixá-lo preso por algum tempo, eles resolvem deixar Gulliver no primeiro pedaço de terra que encontrarem e continuar a sua viagem como piratas. Ele é abandonado em um bote, e encontra uma raça de criaturas humanoides selvagens e deformadas a qual ele ganha uma antipatia violenta. Logo depois, ele encontra os Houyhnhnms, uma raça de cavalos falantes. Eles são os governantes, enquanto que os humanoides, chamados de Yahoos, são humanos na sua forma mais primordial.

Gulliver passa morar na casa de um dos Houyhnhnms, e passa a admirar e imitar a eles e ao seu estilo de vida, rejeitando a humanidade como Yahoos com um pouco de razão, que eles usam apenas para exacerbar os vícios dados a eles pela natureza. Porém, uma Assembleia de Houyhnhnms decreta que Gulliver é um perigo à sua civilização, e o expulsam. Gulliver então é resgatado por um navio português, e volta pra casa, onde ele se torna recluso, ficando em casa, evitando sua família e esposa, e passando várias horas por dia conversando com seus cavalos.

Adaptações[editar | editar código-fonte]

Música[editar | editar código-fonte]

  • O compositor alemão Georg Philipp Telemann fez uma suíte para violinos intitulada "Suíte de Gulliver". Os cinco primeiros movimentos são "Entrada", "Chacona Lilliputiana", "Giga Brobdingnagiana", "Devaneio dos Laputanos e seus acompanhantes", e "Loure dos bem-educados Houyhnhnms e dança selvagem dos indomáveis Yahoos". Telemann compôs essa suíte in 1728, apenas dois anos após a publicação do livro.[1] Em 2008, uma versão eclética dessa suíte foi composta e gravada pelo músico e produtor italiano Andrea Ascolini.
  • Uma das canções mais populares da banda No More Kings, Leaving Lilliput, é uma releitura da primeira viagem de Gulliver.
  • "Sereno", um álbum do cantor pop espanhol Miguel Bosé, tem uma música em referência a Gulliver intitulada "Gulliver".
  • A banda britânica de roque progressivo The Yellow Moon Band intitulou seu álbum de estreia Travels into Several Remote Nations of the World (2009) em uma referência ao livro de Swift e ao ecletismo de sons e influências no álbum. A banda do guitarrista Rudhy Carroll também comentou que ele vivia em uma casa chamada "Lilliput", quando ele era criança.

Filme, Televisão e Rádio[editar | editar código-fonte]

Gulliver's Travels foi adaptado várias vezes para filmes, televisão e rádio:

  • Gulliver's Travels (1992): Série de televisão animada.
  • Albhutha Dweepu (2005): Um filme malasiano baseado nas viagens de Gulliver, estrelando Prithviraj and Mallika Kapoor.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Texto online[editar | editar código-fonte]

Filmes[editar | editar código-fonte]