Auroque

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaAuroque
Gravura encontrada no século XIX em Augsburg. Ela pode representar: um auroque; um cruzamento de boi com auroque; ou um boi com aparência de auroque

Gravura encontrada no século XIX em Augsburg. Ela pode representar: um auroque; um cruzamento de boi com auroque; ou um boi com aparência de auroque
Estado de conservação
Extinta
Extinta  (1627) (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Bovinae
Género: Bos
Espécie: B. primigenius
Nome binomial
Bos primigenius

O auroque (Bos primigenius) é um bovino extinto em 1627. Tratava-se de um animal de grandes dimensões e comportamento indócil. Seu habitat, em épocas pré-históricas, se estendia da Europa Ocidental à Península da Coreia e da Sibéria ao subcontinente indiano. Este animal teria sido caçado no sul e centro da Europa desde a pré-história, como relatam as pinturas rupestres encontradas nestes locais. Linhagens mais dóceis teriam sido selecionadas pelas populações locais, e teriam dado origem ao boi europeu (Bos taurus).

O auroque, no entanto, jamais viria a ser domesticado, e, após milénios sofrendo com a caça, o último indivíduo morreu em 1627, na floresta de Jaktorowka, na Polónia. Recentemente, tem-se discutido a separação do auroque como variedade distinta do boi doméstico, visto que estudos genéticos sugerem que pertenceram ambos à mesma espécie (Bos taurus), sendo, assim, o auroque seria a raça mais antiga (e também a original da qual a maioria das outras surgiram) de gado bovino.

Descrição[editar | editar código-fonte]

O antigo auroque alcançava uma altura de cerca de 1,8 metro e comprimento de cerca de 3 metros. Pesava talvez uns 950 quilos. Cada um dos seus dois chifres podia ter mais de 75 centímetros de comprimento.

Citações na literatura[editar | editar código-fonte]

O touro selvagem mencionado nos versículos 10 e 11 do capítulo 39 do Livro de Jó, na Bíblia, provavelmente era o auroque (em latim: urus).

Há dois mil anos, esses animais encontravam-se na Gália, e Júlio César fez a seguinte descrição deles:

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • American Heritage Dictionary of the English Language, 4th edition (AHD4). Houghton Mifflin, 2000. Headwords aurochs, urus, wisent.
  • Bunzel-Drüke, M. 2001. Ecological substitutes for Wild Horse (Equus ferus Boddaert, 1785 = E. przewalslii Poljakov, 1881) and Aurochs (Bos primigenius Bojanus, 1827). Natur- und Kulturlandschaft, Höxter/Jena, 4, 10 p. AFKP. Online pdf (298 kB)
  • C. Julius Caesar. Caesar's Gallic War. Translator. W. A. McDevitte. Translator. W. S. Bohn. 1st Edition. New York. Harper & Brothers. 1869. Harper's New Classical Library.
  • International Commission on Zoological Nomenclature. 2003. Opinion 2027 (Case 3010). Usage of 17 specific names based on wild species which are pre-dated by or contemporary with those based on domestic animals (Lepidoptera, Osteichthyes, Mammalia): conserved. Bull.Zool.Nomencl., 60:81–84.
  • Merriam-Webster Unabridged (MWU). (Online subscription-based reference service of Merriam-Webster, based on Webster's Third New International Dictionary, Unabridged. Merriam-Webster, 2002.) Headword aurochs. Accessed 2007-06-02.
  • Shaffer, Jim G. (1995). Cultural tradition and Palaeoethnicity in South Asian Archaeology. In: Indo-Aryans of Ancient South Asia. Ed. George Erdosy. ISBN 81-215-0790-1
  • Shaffer, Jim G. (1999). Migration, Philology and South Asian Archaeology. In: Aryan and Non-Aryan in South Asia. Ed. Bronkhorst and Deshpande. ISBN 1-888789-04-2.
  • Vuure, T. van. 2002. History, morphology and ecology of the Aurochs (Bos primigenius). Lutra 45-1. Online pdf (603 kB)
  • Vuure, C. van. 2005. Retracing the Aurochs: History, Morphology and Ecology of an Extinct Wild Ox. Pensoft Publishers. Sofia-Moscow.
  • Wilson, Don E. and DeeAnn M. Reeder: Mammals.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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