Portal:Paleontologia

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Kolihapeltis 01 Pengo.jpg
Trilobita (Kolihapeltis sp.), Devoniano Inferior (c. 400 milhões de anos atrás), Marrocos.

Paleontologia (do grego: παλαιό (palaio), "velho, antigo"; όν (on), "ser", e λόγος (logos), "estudo, pensamento") é o estudo das formas de vida pré-históricas na Terra por meio do exame dos fósseis. Isto inclui o estudo dos fósseis, traços (icnofósseis), tocas, fezes fossilizadas (coprólitos), palinomorfos e resíduos químicos.

A paleontologia moderna põe a vida antiga em seu contexto estudando como ao longo do tempo as mudanças físicas da geografia global (paleogeografia) e clima (paleoclima) afetaram a evolução da vida, como os ecossistemas têm respondido a essas mudanças e se adaptaram ao ambiente planetário, por sua vez, e como essas respostas mútuas afetam o padrão atual de biodiversidade. Por isso, a paleontologia se sobrepõe com geologia, bem como com a botânica, biologia, zoologia e ecologia - disciplinas que lidam com as formas de vida e suas interações.

As principais subdivisões da paleontologia incluem paleozoologia (animais), paleobotânica (plantas) e micropaleontologia (microfósseis). Paleozoólogos podem se especializar em paleontologia de invertebrados ou de vertebrados, incluindo os hominídeos fósseis (paleoantropologia). Micropaleontólogos estudam fósseis microscópicos, inclusive microfósseis com paredes orgânicas, cujo estudo se chama palinologia.

Há muitas especialidades em desenvolvimento, como paleobiologia, paleoecologia, icnologia (o estudo de trilhas e tocas) e tafonomia (estudo do que acontece com os organismos depois da morte). As principais áreas de estudo incluem a correlação de estratos de rochas com suas idades geológicas e o estudo da evolução das formas de vida.
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Dickinsonia costata, um organismo ediacarano de afinidade desconhecida.

A Biota Ediacarana eram formas de vida antigas que representam os primeiros conhecidos organismos multicelulares complexos. Vestígios fósseis destes seres têm sido encontrados em todo o mundo. Os antepassados da Biota Ediacarana têm a sua origem enquanto a Terra se debatia com as extensas glaciações do período Criogeniano, tendo surgido pela primeira vez há cerca de 580 Ma e florescido até ao seu desaparecimento quase completo durante o rápido aumento de biodiversidade conhecido como explosão cambriana, há 542 Ma atrás. Apesar de alguns fósseis raros que parecem representar sobreviventes destes seres terem sido datados tão recentemente como o Cambriano Médio (510-500 Ma), as comunidades fósseis primitivas desaparecem do registo no final do Ediacarano, deixando para trás apenas esporádicos fragmentos de outrora ricos ecossistemas. A maioria dos planos corporais atualmente existentes nos animais aparecem pela primeira vez nos registos fósseis do Cambriano, tendo a Biota Cambriana substituído completamente os organismos que dominavam o registo fóssil Ediacarano. Várias hipóteses tentam explicar o seu desaparecimento, incluindo amostragem polarizada, um ambiente em mudança, o advento de predadores e competição com outras formas de vida mais adaptadas.

A determinação do lugar destes organismos na árvore da vida tem-se demonstrado impossível. A maioria dos fósseis macroscópicos são morfologicamente diferentes de formas de vida mais recentes: assemelham-se a discos, tubos, sacos cheios de lama ou mantos acolchoados. Devido à dificuldade na dedução de relações evolucionárias entre estes organismos, alguns paleontólogos sugerem que estes representam linhagens completamente extintas que não se assemelham a nenhum ser vivo atual. Se de fato estes organismos enigmáticos não deixaram descendência, as suas estranhas formas podem ser vistas como uma experiência falhada da vida multicelular, com uma re-evolução posterior e independente do multicelularismo a partir de organismos unicelulares não relacionados.
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