Bicho-pau

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Bicho-pau.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Phasmatodea

Bicho-pau é o nome comum dado aos insetos da ordem Phasmatodea, também denominada Phasmida,[1] Phasmatoptera ou Phasmodea,[2] que mimetizam pedaços de madeira ou gravetos. Existem 13 famílias, 523 gêneros e 2.822 espécies de bichos-pau, sendo 591 encontradas na América do Sul.[3]

É um inseto herbívoro, totalmente inofensivo, não morde, não transmite doenças[4] e não prejudica a agricultura. Se multiplica através da reprodução ovípara, que pode ser sexuada ou assexuada, através da partenogênese. Seus ovos, que se assemelham a sementes, são lançados pela fêmea em várias direções, assim os recém-nascidos podem se dispersar em várias regiões para longe da mãe. O ovo leva de 100 a 150 dias para eclodir. Quando nascem, vivem de 18 a 30 meses.[carece de fontes?]

Habitat[editar | editar código-fonte]

Habita todo o Brasil e são predominantes em regiões tropicais e onde há florestas. Atualmente existe 216 espécies descritas para o território do Brasil.[5] Podem ser facilmente encontrados em goiabeiras, pitangueiras e pés de eucalipto, por se alimentarem principalmente desses tipos de planta.[6]

Anatomia[editar | editar código-fonte]

As fêmeas são maiores, podendo chegar a 22 cm de comprimento, os machos são menores e possuem asas.[4]

Uma das suas estratégias de defesa é o mimetismo, sendo confundido com os galhos de onde se encontra por apresentar uma forma corporal aproximada com a de objetos que estão no meio em que vive.[7] Por andarem de forma vagarosa e oscilante, seus possíveis predadores, como lagartos e aves, não os veem. Algumas espécies do gênero Paraphasma, quando irritados, expelem um líquido leitoso de odor desagradável para afastar seus predadores.[8][5]

Suas patas possuem pequenas garras na extremidade para se segurar nos galhos. Pode regenerar suas pernas caso perca alguma, mas somente quando jovem.[9]

Percepção humana[editar | editar código-fonte]

Um estudo feito em Santa Catarina em 2009, com moradores de Ribeirão da Ilha, constatou que dos 50 entrevistados, 74% tinham uma visão negativa quanto ao inseto, 18% o consideravam neutro e nenhum dos entrevistados tinha uma visão positiva sobre o bicho pau.[10]

Contudo, esse inseto é bastante abordado em algumas escolas no ensino fundamental. Há propostas para aprendizado sobre sua alimentação, partes do corpo, muda, diferença entre fezes e ovos, e entre macho e fêmea.[11]

O escritor e pesquisador Ângelo Machado escreveu um livro de divulgação científica chamado "O Dilema do Bicho-pau". A história conta as dúvidas do bicho-pau sobre ser um animal ou um graveto. Ao longo das aventuras na floresta, e com vários predadores o seguindo, ele vai se descobrindo e entendendo como funciona sua camuflagem.[12][13]

Referências

  1. DA COSTA LIMA, Ângelo Moreira (1938). «Insetos do Brasil» (PDF). Capítulo XI, página 189. 
  2. NETO, Eraldo M. Costa; LAGO, Ana Paula A.; MARTINS, Camila da Cruz; JÚNIOR, Paulo Bareto. «O "louva-a-deus-de-cobra", Phibalosoma sp. (Insecta, Phasmida), segundo a percepção dos moradores de Pedra Branca, Santa Terezinha, Bahia, Brasil.» (PDF). Primeiro parágrafo da Introdução. 
  3. Kumagai, Alice Fumi; Fonseca, Nilson Gonçalves da (2009). «A new species of Cladomorphus Gray, 1835 (Phasmatidae, Cladomorphinae) from Minas Gerais, Brazil». Revista Brasileira de Entomologia. 53 (1): 41–44. ISSN 0085-5626. doi:10.1590/S0085-56262009000100011 
  4. a b «O Bicho-Pau | NDC - UFMG». www.ufmg.br. Consultado em 31 de julho de 2017 
  5. a b «Phasmida do Brasil». Phasmida do Brasil 
  6. Ferreira, R. B.; Auad, A. M.; Sálvio, G. M.M.; Amaral, R.L.; Souza, L.S.; Braga, A.L.F.; Oliveira, S.A. (2007). «Aspectos biológicos de Phibalosoma philinum (GRAY, 1835) (Phasmatodea: Phasmatidae) alimentados com folhas de goiaba e eucalipto.» (PDF) 
  7. Vargas, Nathália Coelho; Silva, Ana Teresa César; Matta, Paula de Lima Florentino; Francisco, Renata Pacheco (29 de agosto de 2016). «Biologia de Phibalosoma phyllinum (Phasmatodea) em cativeiro». REVISTA CIENTÍFICA DA FAMINAS. 4 (3). ISSN 1807-6912 
  8. «bicho-pau -- Britannica Escola». escola.britannica.com.br. Consultado em 31 de julho de 2017 
  9. «Na Onda da Vida - UFMG. Bicho-pau» 
  10. Ulysséa, Mônica Antunes; Hanazaki, Natalia; Lopes, Benedito Cortês (1 de janeiro de 2010). «Percepção e uso dos insetos pelos moradores da comunidade do Ribeirão da Ilha, Santa Catarina, Brasil». Biotemas. 23 (3): 191–202. ISSN 2175-7925. doi:10.5007/2175-7925.2010v23n3p191. Tabela 2 
  11. MEIRELES, Samantha Maia; MUNFORD, Danusa; CAMARGOS, Tatiana Cristina Cândido; STARLING, Cláudia; SOUTO, Kely Cristina Nogueira (outubro de 2014). «O bicho-pau na sala de aula: construindo uma proposta investigativa com crianças de seis anos.» (PDF) 
  12. Monteiro), Machado, Angelo B. M. (Angelo Barbosa (1997). O dilema do bicho-pau. Rio de Janeiro, RJ, Brasil: Editora Nova Fronteira. ISBN 9788520908396. OCLC 41368067 
  13. «FNLIJ - Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - O dilema do bicho-pau». www.fnlij.org.br. Consultado em 14 de outubro de 2017. Cópia arquivada em 14 de outubro de 2017 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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