Besouro

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Como ler uma caixa taxonómicaColeoptera
Coleoptera collage.png

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Hexapoda
Classe: Insecta
Subclasse: Pterygota
Infraclasse: Neoptera
Superordem: Endopterygota
Ordem: Coleoptera
Linnaeus, 1758
Sub-ordens

Os coleópteros (Coleoptera) constituem uma ordem de insetos popularmente conhecidos como besouros[1] ou besoiro, mas também escaravelhos, joaninhas, gorgulhos entre outros. A palavra Coleoptera vem do grego κολεός, koleos (estojo) e πτερόν, pteron (asas), como uma referência a uma importante característica dos besouros: um par de asas anteriores rígidas, conhecidas como élitros, que protegem como um "estojo" as asas posteriores, que são membranosas e delicadas.[2] O nome besouro por sua vez provém do castelhano abejouro por intermédio do português antigo "abesouro", aumentativo de abeja (abelha).[3]

A ordem Coleoptera possui o maior número de espécies dentre todos os seres vivos — cerca de 350 mil — sendo portanto o grupo animal mais diversificado existente.[4] Dentre os seus representantes mais conhecidos estão as joaninhas, os besouros-rinocerontes, os gorgulhos, os escaravelhos, os besouros-serra-pau, os vaga-lumes, os salta-martins e os potós. A maior família dentro da ordem coleoptera (e também dentre todo o reino animal) é a família Curculionidae, com mais de 50.000 espécies diferentes, que caracterizam-se pelo rostro comprido que possuem.[5]

Os coleópteros apresentam uma enorme diversidade morfológica. Ocupam praticamente qualquer habitat, incluindo os de água doce, embora a sua presença em ambientes marinhos seja mínima. São na grande maioria animais fitófagos, o que torna alguns besouros verdadeiras pragas de culturas, como é o caso de certos besouros-da-cana, por exemplo.[6] Outros, como as joaninhas, são vorazes predadores de afídeos (pulgões) e, portanto, desempenham um papel importante no combate a estas pragas.[7]

Morfologia externa[editar | editar código-fonte]

Os besouros são geralmente caracterizadas por um rígido exoesqueleto, bem como por rígidos élitros. O exoesqueleto do besouro é composto por numerosas camadas de placas de quitina, chamadas de escleritos, que são separadas por suturas finas. Estas características possibilitam uma espécie de defesa blindada mas que não afeta sua flexibilidade. Em geral a anatomia de um besouro é bastante uniforme, embora certos órgãos específicos e apêndices possam variar muito em aparência e função entre as muitas famílias na ordem. Como todos os demais insetos, os corpos dos besouros são divididos em três seções: cabeça, tórax e abdômen.

Cabeça[editar | editar código-fonte]

Cicindela sylvicola02.jpg

Geralmente do tipo prógnato; consta de diversos escleritos que estão delimitados por suturas e que formam um conjunto sólido denominado de cápsula cefálica, na qual pode ser diferenciado as seguintes regiões: vértice, fronte, genas, clípeo e o labro. Possuem um par de olhos compostos, com exceção de algumas espécies endógenas e cavernícolas. Em geral não possuem ocelos, exceto em alguns Staphylinidae e Dermestidae.

Antenas[editar | editar código-fonte]

Antenas inseridas nos lados da cabeça, sendo muito variável em comprimento e forma, mas quase sempre apresentam 11 segmentos.

Peças bucais[editar | editar código-fonte]

Peças bucais do tipo mastigador, raramente modificados para absorver líquidos;

  • Mandíbulas robustas, em forma de pinça, com frequência providas de dentículos na margem interna. Em alguns lucanídeos alcançam um tamanho desmesurado, enquanto que alguns Scarabaeoidea coprófagos são reduzidas à delgadas lâminas membranosas.
  • Maxilas formadas pelo cardo, estipe, gálea e lacínia e estão provistas de palpos maxilares de 3 a 5 artículos.
  • Lábio, peça ímpar, resultado da fusão de um par de apêndices que cobre ventralmente as maxilas. Está subdividido em mento e sub-mento. Na zona anterior existe um lóbulo, a lígula e ambos os lados as paraglosas. O lábio também possui um par de palpos labiales, de 1 a 3 artículos.

Tórax[editar | editar código-fonte]

É onde sustem as asas e as patas, sendo composto por três segmentos, protórax, mesotórax e metatórax.

Protórax[editar | editar código-fonte]

Bem desenvolvido e quase sempre livre, ao contrário da maiorias das ordens de insetos, onde é reduzido e estreitamente ligado ao mesotórax.

Mesotórax e Metatórax[editar | editar código-fonte]

Estão fundidos entresi e sua parte dorsal (mesonoto e metanoto) está oculta em baixo dos élitros, com exceção do escutelo, que pertence ao mesotórax, e que é quase sempre visível; mesosterno e metasterno são visíveis na parte ventral, assim como as mesopleuras e metapleuras nos lados, com seus respectivos episternos e epímeros. O metastero é bem desenvolvido e apresenta um endosternito simples.

Maybug.jpg

Asas[editar | editar código-fonte]

Os coleópteros como quase todos os outros insetos, possui dois pares de asas, sendo que o primeiro par, denominado de asas mesotorácicas ou anteriores é modificado em élitros, sendo mais ou menos endurecidos, rígidos, não dobráveis, desprovidos de venação, que cobre parcial ou totalmente as asa posteriores e o abdome e que quase sempre se reúne na linha mediana formando uma sutura reta, que se denomina sutura elitral. Enquanto que o segundo par de asas, denominadas de asas metatorácicas ou posteriores, quando desenvolvida, são membranosas, dobradas longitudinalmente e quase sempre transversalmente; e são as únicas reponsáveis pela propulsão do voo.

Pernas[editar | editar código-fonte]

São, no total 6 pernas, 3 em cada lado do besouro. Se inserem, em posição totalmente ventral, nas cavidades coxais, nas quais as coxas estão profundamente encaixadas. Na maioria dos outros insetos as coxas tendem a estar completamente expostas e situadas mais lateralmente. Consta de 6 juntas: coxa, trocânter, fêmur, tíbia, tarso (subdivido em vários segmentos, denominados tarsômeros),e pretarso.

Abdome[editar | editar código-fonte]

O abdomen geralmente consiste em 10 segmentos nos macho e de 9 nas fêmeas. Os tergitos estão pouco esclerotizados e cobertos pelos élitros (exceto nas famílias Staphylinidae e outras), exceto o último, que recebe o nome de pigídio. Em quase todos os coleópteros os esternitos 3 a 5 estão bem esclerotizados e são visíveis externamente; o esternito 1 está ausente, o 2 é com frequência só visível lateralmente e o 8 muitas vezes está retraído no segmento genital (9). Os esternitos visíveis externamente são denominados ventritos; assim, o ventrito 1 corresponde ao esternito 2 ou ao 3, segundo os grupos. O número de ventritos é geralmente 5 (esternitos 3 ao 7); é de 6 quando o esternito 2 é visível ou o 8 não está invaginado no ápice do abdome.

pênis de um leiodídeo.

Genitália[editar | editar código-fonte]

O aparelho copulador masculino é denominado de edeago (aedeagus). Consta de três partes: o tégmen, por sua vez é composto de falobase ou peça basal e um par de paramere (lóbulos laterais); o pênis ou lóbulo médio, normalmente envolto no tégmen; e o endophallus, principalmente membranoso, mas que pode estar armado de espículas e, às vezes de um flagelo (flagellum) largo e esclerotizado. O edeago esta envolto pelo segmento genital (9º segmento abdominal) que desenvolve-se em alguns grupos um largo e estreito esclerito denominado spiculum gastrale.

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. LIMA, A. da C. Insetos do Brasil - 7º Tomo Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro: Rio de Janeiro, 1952. Acesso em 7 de novembro de 2012.
  2. Página de Entomologia da "Universidade Federal de Viçosa", no artigo: "Resumo", abaixo do sub-tópico: "Coleóptera - Besouros". Acessado em 26 de Agosto de 2011.
  3. «Pesquisa global - Infopédia». Consultado em 2014-04-08. 
  4. Página da "Universidade Federal de Pelotas", no resumo do projeto: "DIVERSIDADE DE COLEÓPTEROS NA PRAIA DA CAPILHA, LAGOA MIRIM, RS, BRASIL". Acessado em 26 de Agosto de 2011.
  5. VANIN, Sergio Antônio. Tratado: "Curculionidae", abaixo do sub-tópico: "1. Características gerais" na página 135. Link acessado em 26 de Agosto de 2011.
  6. Página de Biotecnologia, no documento: "Pragas de Cana de Açúcar X métodos alternativos de controle", abaixo do sub-tópico: "(broca-da-cana-de-açúcar)" na página 14. Link acessado em 26 de Agosto de 2011.
  7. Página da "Embrapa", no artigo: "As joaninhas predadoras, aliadas do produtor no combate às pragas". Acessado em 26 de Agosto de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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