Besouro

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Como ler uma caixa taxonómicaColeoptera
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Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleoptera
Sub-ordens
Adephaga

Archostemata
Myxophaga
Polyphaga
Protocoleoptera

Os coleópteros (Coleoptera) constituem uma ordem de insetos popularmente conhecidos como besouros[1] ou besoiro, mas também escaravelhos, joaninhas, gorgulhos entre outros. A palavra Coleoptera vem do grego κολεός, koleos (estojo) e πτερόν, pteron (asas), como uma referência a uma importante característica dos besouros: um par de asas anteriores rígidas, conhecidas como élitros, que protegem como um "estojo" as asas posteriores, que são membranosas e delicadas.[2] O nome besouro por sua vez provém do castelhano abejouro por intermédio do português antigo "abesouro", aumentativo de abeja (abelha).[3]

A ordem Coleoptera possui o maior número de espécies dentre todos os seres vivos — cerca de 350 mil — sendo portanto o grupo animal mais diversificado existente.[4] Dentre os seus representantes mais conhecidos estão as joaninhas, os besouros-rinocerontes, os gorgulhos, os escaravelhos, os besouros-serra-pau, os vaga-lumes, os salta-martins e os potós. A maior família dentro da ordem coleoptera (e também dentre todo o reino animal) é a família Curculionidae, com mais de 50.000 espécies diferentes, que caracterizam-se pelo rostro comprido que possuem.[5]

Os coleópteros apresentam uma enorme diversidade morfológica. Ocupam praticamente qualquer habitat, incluindo os de água doce, embora a sua presença em ambientes marinhos seja mínima. São na grande maioria animais fitófagos, o que torna alguns besouros verdadeiras pragas de culturas, como é o caso de certos besouros-da-cana, por exemplo.[6] Outros, como as joaninhas, são vorazes predadores de afídeos (pulgões) e, portanto, desempenham um papel importante no combate a estas pragas.[7]

Morfologia Externa[editar | editar código-fonte]

Os besouros são geralmente caracterizadas por um rígido exoesqueleto, bem como por rígidos élitros. O exoesqueleto do besouro é composto por numerosas camadas de placas de quitina, chamadas de escleritos, que são separadas por suturas finas. Estas características possibilitam uma espécie de defesa blindada mas que não afeta sua flexibilidade. Em geral a anatomia de um besouro é bastante uniforme, embora certos órgãos específicos e apêndices possam variar muito em aparência e função entre as muitas famílias na ordem. Como todos os demais insetos, os corpos dos besouros são divididos em três seções: cabeça, tórax e abdômen.

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Besouro
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Coleoptera

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. LIMA, A. da C. Insetos do Brasil - 7º Tomo Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro: Rio de Janeiro, 1952. Acesso em 7 de novembro de 2012.
  2. Página de Entomologia da "Universidade Federal de Viçosa", no artigo: "Resumo", abaixo do sub-tópico: "Coleóptera - Besouros". Acessado em 26 de Agosto de 2011.
  3. Pesquisa global - Infopédia. Página visitada em 2014-04-08.
  4. Página da "Universidade Federal de Pelotas", no resumo do projeto: "DIVERSIDADE DE COLEÓPTEROS NA PRAIA DA CAPILHA, LAGOA MIRIM, RS, BRASIL". Acessado em 26 de Agosto de 2011.
  5. VANIN, Sergio Antônio. Tratado: "Curculionidae", abaixo do sub-tópico: "1. Características gerais" na página 135. Link acessado em 26 de Agosto de 2011.
  6. Página de Biotecnologia, no documento: "Pragas de Cana de Açúcar X métodos alternativos de controle", abaixo do sub-tópico: "(broca-da-cana-de-açúcar)" na página 14. Link acessado em 26 de Agosto de 2011.
  7. Página da "Embrapa", no artigo: "As joaninhas predadoras, aliadas do produtor no combate às pragas". Acessado em 26 de Agosto de 2011.
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