Cambuquira

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Cambuquira
  Município do Brasil  
Fachada da Igreja Matriz de São Sebastião
Fachada da Igreja Matriz de São Sebastião
Símbolos
Bandeira de Cambuquira
Bandeira
Brasão de armas de Cambuquira
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Cambuka"
"Cidade Morena"
Gentílico cambuquirense
Localização
Localização de Cambuquira em Minas Gerais
Localização de Cambuquira em Minas Gerais
Cambuquira está localizado em: Brasil
Cambuquira
Localização de Cambuquira no Brasil
Mapa de Cambuquira
Coordenadas 21° 51' 30" S 45° 17' 28" O
País Brasil
Unidade federativa Minas Gerais
Região intermediária[1] Varginha
Região imediata[1] Três Corações
Municípios limítrofes Três Corações, Campanha, Lambari, Conceição do Rio Verde e Jesuânia
Distância até a capital 305 km
História
Fundação 12 de maio de 1911 (108 anos)
Administração
Prefeito(a) Fabricio dos Santos Simoni (PSL, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 246,380 km²
População total (estatísticas IBGE/2017[3]) 13 053 hab.
Densidade 52,98 hab./km²
Clima tropical de altitude (Cwb)
Altitude 950 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,699 médio
PIB (IBGE/2015[5]) R$ 225 018,61 mil
PIB per capita (IBGE/2015[5]) R$ 17 274,57

Cambuquira é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Sua população estimada em 2017 era de 13 053 habitantes.[3] Faz parte do Circuito das Águas de Minas Gerais.

Nome[editar | editar código-fonte]

"Cambuquira" é proveniente do termo tupi ka'aumbykyra, que significa "rabadilhas de folhas" (ka'a, folha + umbykyra, rabadilha, rabada, uropígio, cóccix),[6] "grelo de erva (especialmente de aboboreira, com o qual se faz um guisado típico)".[7]

Antigos nomes
  • São Sebastião de Cambuquira
  • Águas Virtuosas de Cambuquira

História[editar | editar código-fonte]

Até a chegada dos primeiros bandeirantes à região, no século XVI, o sul de Minas Gerais era habitado pelos índios puris.[8] A origem da atual cidade foi no atual Largo de São Francisco, onde existia uma fazenda, a Boa Vista, deixada como herança para os escravos pelas irmãs Ana, Joana e Francisca da Silva Goulart na primeira metade do século XIX.[9]

A descoberta de fontes de água mineral na propriedade atraiu muitas pessoas em busca de suas propriedades terapêuticas e, em 1861, a Câmara Municipal de Campanha efetuou a desapropriação das terras, considerando-as de utilidade pública. O local foi liberado para visitação, o que estimulou o desenvolvimento do povoado nos arredores.

Em 1872, fundou-se o Arraial de Cambuquira, erigido em distrito pertencente a Campanha. Em 1894, foi inaugurada a estrada de ferro, levando progresso e expandindo a população. Cambuquira foi decretada (Decreto Número 2 528) município no dia 12 de maio de 1909, tendo, como primeiro prefeito, Raul de Noronha Sá. Nas décadas seguintes, o turismo na cidade desenvolveu-se em ritmo intenso, levando-a ao título oficial de estância hidromineral em 1970.

Geografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[10] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Varginha e Imediata de Três Corações.[1] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de São Lourenço, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sul e Sudoeste de Minas.[11]

Economia[editar | editar código-fonte]

Sua economia baseia-se na cultura do café, pecuária, turismo e indústria de água mineral para exportação. Possui um observatório astronômico utilizado para pesquisas e estudos universitários.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Cambuquira foi uma das primeiras cidades projetadas do estado, com ruas largas, calçadas amplas e arborização selecionada - na primavera, as flores de centenas de árvores de magnólia perfumam a atmosfera da cidade e são uma atração à parte. As principais atrações da cidade são: o Parque das Águas, com seis fontes de água mineral (ferruginosa, alcalina, magnesiana, sulfurosa, gasosa e com lítio); as fontes do Marimbeiro e do Laranjal (nas cercanias da cidade); e o Pico do Piripau, a 1 300 metros de altitude, de onde decolam pilotos de parapente e asa-delta. Além de 2 cachoeiras na zona rural.

Imagens[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (15 de janeiro de 2013). «Áreas dos Municípios». Consultado em 1 de março de 2018. Cópia arquivada em 1 de março de 2018 
  3. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (30 de agosto de 2017). «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2017» (PDF). Consultado em 1 de março de 2018 
  4. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 15 de junho de 2015. Cópia arquivada (PDF) em 8 de julho de 2014 
  5. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2015). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2015». Consultado em 1 de março de 2018. Cópia arquivada em 1 de março de 2018 
  6. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 552.
  7. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 327.
  8. Bananal.net.br. Disponível em http://www.bananal.net.br/bananal/historia/85-puris-primeiros-habitantes-de-bananal. Acesso em 15 de março de 2014.
  9. Idas Brasil. Disponível em http://www.idasbrasil.com.br/idasbrasil/cidades/Cambuquira/port/historia.asp. Acesso em 14 de março de 2014.
  10. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 1 de março de 2018. Cópia arquivada em 1 de março de 2018 
  11. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Divisão Territorial Brasileira 2016». Consultado em 1 de março de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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