Carlos Babo

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Carlos Babo nasceu na Freguesia de Figueiró São Tiago, Amarante, mas viria a ser um importante político nacional, durante o conturbado período de transição da Monarquia para a República, em Portugal, no início do século XX e posteriormente no processo da consolidação da Primeira República.

«Carlos Babo, nasceu a 4 de Setembro de 1882, no lugar da Corredoura, freguesia de S. Tiago de Figueiró, Concelho de Amarante.

Filho de Eduardo Pinto dos Santos Teixeira e de Isabel Cândida Teixeira Babo, nascida no Rio de Janeiro, de pais naturais de Amarante, ambos proprietários e com rendimentos no Brasil. Os Babo eram família vinda da Idade Média, de Herzegovina, que se fixaram em entre Douro e Minho. Eduardo Teixeira, um homem educado e culto. Carlos Babo ingressou, em 1898, na Faculdade de Direito, em Coimbra, e concluiu em 1904 a sua formatura.»[1]

Aos 22 anos, incompletos, saiu da Universidade de Coimbra, formado em direito. Era vulgar entre os novos manifestarem-se republicanos durante o tempo de estudante e, mal chegavam ao fim da formatura, mostrarem-se logo acomodados às circunstâncias. Ele, porém, republicano de antes e depois, escapou-se conscientemente àquela transigência.

Breve Biografia[editar | editar código-fonte]

Carlos Babo (1882-1957), Jurista, Escritor, Republicano, Maçon, casado com a artista plástica Elsa Peixoto e Pai do igualmente Escritor Alexandre Babo.

Em 1898 ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tendo concluído o curso em 1904. Em 1903 aderiu ao Partido Republicano.  Após a conclusão do curso, tentou advogar em Amarante, montando um escritório juntamente com o seu amigo Teixeira de Pascoaes. Torna-se um dos membros da Comissão Municipal Republicana de Amarante, a par do Dr. António Cerqueira CoimbraJosé Pereira da Silva, Dr. Lago Cerqueira, Dr. Romão da Cruz, entre outros.

Tratava-se de um trabalhador incansável, que passava horas e horas no seu escritório a escrever. A 6 de Outubro aceitou o cargo de chefe de Gabinete no Ministério do Interior que acumulava com o da Instrução. Intervêm na Repartição Pedagógica da Instrução Primária e foi Secretário-geral do Ministério da Instrução que foi iniciado em 1913.

Carlos Babo abandonou Amarante com muito pesar de todos os seus amigos, se bem que tendo sofrido a animadversão das classes chamadas gradas, onde até havia correlegionários seus – alguns republicanos transigentes ou timoratos – que fugiam dele para não caírem no desagrado dos monárquicos

Atividade como jurista[editar | editar código-fonte]

[2]«Terminado o seu Curso de Direito em Coimbra advogou na então Vila Amarante, em sociedade com o famoso escritor amarantino, Teixeira de Pascoaes.

Em 1915 esteve em São Tomé, exercendo interinamente o cargo de chefe dos Serviços da Curadoria Geral dos Serviçais, tendo desempenhado durante cerca de 5 meses, cumulativamente, as funções de juiz interino de uma das Varas Judiciais. E, neste último cargo, distinguiu-se por algumas sentenças importantes e, sobretudo, por ter feito, em polícias e processos correcionais, aplicação da Lei do trabalho aos indígenas de São Tomé. Deste sistema de repressão resultou o rareamento do crime, é claro, e, portanto, um bem, embora, por isso mesmo, os indígenas, certamente por mal compreenderem o uso legítimo e oportuno de uma legislação, cuja eficácia só redundara em melhoria social da própria raça, - tivessem chegado a fundar um ou dois jornais para o combaterem… Esta fase da vida de Carlos Babo pode ver-se desenvolvida no folheto «Pela colónia de S. Tomé», a que adiante se alude».

[2]Comentários – Originalidades judiciais:[editar | editar código-fonte]

«Comentário ao julgamento do "Arquivo Republicano", defendido por Carlos Babo.

Considera-se que o julgamento evidenciara que a monarquia estava disposta a sujeitar-se a qualquer crítica histórica, excepto no que respeitava ao pai do rei, D. Carlos

Atividade como publicista[editar | editar código-fonte]

[3]Carlos Babo foi o único publicista português que tomou parte no concurso literário do Chile, quando do centenário de Fernão de Magalhães, em 1920. A sua memória sobre este navegador foi enviada para Punta-Arenas tendo sido coroada com uma medalha de honra.

Atividade como cronista[editar | editar código-fonte]

[4] Escreveu centenas de crónicas e artigos em jornais que foram silenciados pelo salazarismo, algumas reunidas na sua obra "Espírito Errante (Memórias de um Diário), como por exemplo:

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

[5][6] Desde 1906 até 1932, Carlos Babo conta os seguintes trabalhos literários:

Atividade política[editar | editar código-fonte]

[7]«Carlos Babo, aos 22 anos, incompletos, saiu da Universidade de Coimbra, formado em direito. Era vulgar entre os novos manifestarem-se republicanos durante o tempo de estudante e, mal chegavam ao fim da formatura, mostrarem-se logo acomodados às circunstâncias. Porém, republicano de antes e depois, escapou-se conscientemente àquela transigência. Já na «Voz de Amarante» Carlos Babo deixava um nome e a afirmação dos princípios em que se tem mostrado sempre irredutível. Saiu da Universidade e foi direito tomar lugar na Comissão Municipal Republicana de Amarante, a par do Dr. António Cerqueira Coimbra, Alfredo Osório, José Pereira da Silva, Dr. Lago Cerqueira, Dr. Romão da Cruz, etc.

Aos esforços e cuidados deste intemerato partidário da República se deve em grande parte a constituição da 1.ª Comissão Municipal Republicana de Felgueiras.

Carlos Babo foi pouco depois, investido nas funções de advogado do Directório do velho partido republicano, do qual eram respectivamente presidente e secretário Bernardino Machado e António José d’Almeida. Daí para o futuro passou a consagrar-se àquelas funções, tendo renunciado à advocacia particular, por lhe ser impossível dispor de si, além dos serviços que a sua situação no Directório lhe impunha, absorvendo-lhe este dever partidário toda a sua energia. Carlos Babo defendeu com brilho e a maior solicitude todos os republicanos que os governos monárquicos acusavam de pertencerem às associações secretas.

Por diversas vezes se desempenhou de missões secretas de confiança política. A 3 de Setembro de 1910, estando no Rossio, à noite, a ouvir um concerto da banda dos marinheiros, foi detido pelo agente Branco, por alcunha o «Sota da Praça». Ao mesmo tempo era preso o estudante da Escola Médica, e agora médico, Dr. Manuel Bravo, que hoje pertence à comissão municipal da Aliança Republicana Socialista de Lisboa. Afinal só foi mantida a prisão de Manuel Bravo, que esteve preso até à proclamação da República. A Carlos Babo soltaram-no logo e sem mais preâmbulos. Mas, como correra a notícia da sua prisão, e depois o não viram solto, ficou-se na suposição, até ao dia seguinte, de que esta prisão se mantivera. Sobre a impressão causada pela convicção de que este republicano estava encarcerado, o almirante Cândido dos Reis, no Directório, indignou-se e desesperou-se, com dura vontade de revoltar tudo contra a monarquia, pois que, a detenção do advogado do directório representava uma provocação direta àquele corpo superior partidário. A prisão de Carlos Babo parece não ter passado afinal de uma experiência.

O escritor Carlos Babo, proclamada a República, foi investido no cargo de secretário particular do Dr. António José D’Almeida, Ministro do Interior. Nesta situação se conservou até que a necessidade o forçou a aceitar a chefia duma repartição da Direcção Geral do ensino primário e Normal; e, quando foi criado o Ministério da Instrução, em 1913, transitou para este novo organismo.

Foi proposto deputado à constituinte pelo Círculo do concelho do Dr. António José d’Almeida (Arganil). Escrúpulos particulares impediram-no de actuar dentro desta modalidade política.

Carlos Babo exerceu no Ministério da Instrução Pública, a contento de todos, por diversas vezes, as funções de secretário geral

Espólio[editar | editar código-fonte]

[1]«O espólio de Carlos Babo constituído por livros, manuscritos e correspondência trocada com Teixeira de Pascoaes e Raul Brandão foi doado à Câmara Municipal de Amarante encontrando-se em depósito na Biblioteca Municipal Albano Sardoeira

Referências:[editar | editar código-fonte]

  1. a b «Câmara Municipal de Amarante». www.cm-amarante.pt. 5 de maio de 2017. Consultado em 9 de novembro de 2015 
  2. a b Babo, Carlos (1944). Assistência judiciária. Porto: Liv. Latina Editora 
  3. «Carlos Babo Publicista» (PDF) 
  4. «Alma Nacional» 
  5. «Biblioteca Nacional de Portugal». porbase.bnportugal.pt. Consultado em 18 de agosto de 2015 
  6. lusoft. «livrariavieira.com/catalogo28Abr14.php». livrariavieira.com. Consultado em 21 de agosto de 2015 
  7. «10 de Dezembro de 1909 - Propaganda republicana no Barreiro | Centenário da República». centenariorepublica.pt. Consultado em 18 de agosto de 2015