Crítica ao Microsoft Windows

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As várias versões do sistema operacional da Microsoft, o Windows, receberam muitas críticas desde sua criação, em 1985.

Patch time[editar | editar código-fonte]

Em 2004, Tavis Ormandy, um engenheiro da Google, criticou a Microsoft por demorar a corrigir uma vulnerabilidade de segurança no Virtual DOS Machine (VDM) do Windows, por ele informada, a qual permaneceu conhecida da empresa durante sete meses até sua correção.[1] Marc Maiffret, diretor chefe de hacking para pesquisa de segurança da empresa eEye Digital Security também criticou a Microsoft por saber sobre uma vulnerabilidade por 200 dias até disponibilizar um patch.[2]

Gestão de direitos digitais[editar | editar código-fonte]

Logo após o lançamento do Windows Vista, o cientista da computação Peter Gutmann criticou a gestão de direitos digitais (GDD)(DRM em inglês) incluída no sistema que permitia aos fornecedores restringir a reprodução de certos tipos de mídia. Segundo Gutmann:[3]

  • O GDD poderia inadvertidamente desabilitar funcionalidades.
  • O requerimento para executar escaneamento em dispositivos[nota 1] poderia potencialmente incapacitar hardware de código aberto.
  • A arquitetura de hardware tornava drivers unificados impossível.
  • Alguns drivers eram defeituosos.
  • Na descoberta da fragilidade de algum driver, permitindo a saída de conteúdo digital, a Microsoft poderia remotamente inabilitar aquele driver para todos os computadores a utiliza-lo, levando a ataques de negação de serviço (DoS Attack).
  • O GDD diminuía a fiabilidade do sistema e aumentava o custo em hardware.
  • Desenvolvedores de software tinham que licenciar desnecessários métodos sob propriedade intelectual de terceiros, aumentado o custo de seus drivers.
  • O GDD consumia muito tempo de processamento da CPU e recursos dos dispositivos.

Sua análise obteve resposta da Microsoft,[4] a qual afirmou que alguns dos recursos do GDD já estavam presentes no Windows XP, e desta forma provaram não ser problemáticos para seus clientes e que estes recurso seriam apenas ativados quando requeridos pelo conteúdo a ser tocado/executado.. Outras respostas vieram de George Ou[5][6] e Ed Bott da ZDNet.[7] Ed Bott publicou também uma réplica em três partes[8][9][10] das afirmações de Gutmann na qual detalhou uma série de erros factuais na sua análise e criticou sua dependência em fontes questionáveis (posts em bloques pessoais, evidência de amigos, pesquisas no Google) e que Gutmann nunca testou ele mesmo suas teorias.

Integração do Internet Explorer no Windows[editar | editar código-fonte]

Windows é criticado por ter integrado o navegador Internet Explorer ao Windows a partir do Windows 98. Anteriormente o navegador era fornecido separadamente.[11] Como o Internet Explorer não era facilmente substituível pelo produto de outro fornecedor, isto feria os direitos do consumidor.[12] Esta questão levantou suspeitas de práticas monopolísticas por parte da Microsoft, resultando no caso judicial United States v. Microsoft Corporation, o qual foi eventualmente resolvido fora dos tribunais.

Outra questão com a integração era que vulnerabilidades de segurança no Internet Explorer criava também vulnerabilidades no Windows, o qual poderia permitir a um invasor atacar o sistema operacional por meio da execução de códigos arbitrários.[13]

Em janeiro de 2009, a Comissão Europeia começou a investigar a integração, afirmando:[14] "Microsoft's tying of Internet Explorer to the Windows operating system harms competition between web browsers, undermines product innovation and ultimately reduces consumer choice". A Comissão Europeia e a Microsoft eventualente chegaram a um acordo no qual a Microsoft concordou que incluiria uma tela de seleção de navegadores aos usuários do Windows no Espaço Económico Europeu, feito pelo domínio BrowserChoice.eu.[15]

Windows rot[editar | editar código-fonte]

Google criticou o Windows por se tornar mais lento e menos confiável com o uso a longo prazo.[16]

Adrian Kingsley-Hughes, da ZDNet, escreve que a diminuição do desempenho ao longo do tempo[17] é devido ao carregamento dum número excessivo de software, carregamento duplicado de software, a instalação de muitos programas beta/free/trial, a utilização de drivers velhos, desatualizados ou incorretos, a instalação de novos drivers sem desinstalar os antigos e também devido a malwares e spywares.[18]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. No inglês: Hardware functionality scan é um método patenteado pela Microsoft cuja função é verificar se um dispositivo (hardware) é realmente o que afirma ser.

Referências

  1. «Microsoft confirms 17-year-old Windows bug» (em inglês). 21 de janeiro de 2010 
  2. «200 days to fix a broken Windows» (em inglês). 13 fevereiro de 2004 
  3. «A Cost Analysis of Windows Vista Content Protection» (em inglês). Consultado em 24 de january de 2011  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. «Windows Vista Content Protection - Twenty Questions (and Answers)» (em inglês). Microsoft. Consultado em 20 de novembro de 2011 
  5. George Ou. «Does DRM really limit Vista?» (em inglês). ZDNet. Consultado em 20 de novembro de 2011 
  6. George Ou. «Claim that Vista DRM causes full CPU load and global warming debunked!» (em inglês). ZDNet. Consultado em 20 de novembro de 2011 
  7. «Busting the FUD about Vista's DRM» (em inglês). ZDNet. Consultado em 20 de novembro de 2011  Parâmetro desconhecido |autro= ignorado (ajuda)
  8. Ed Bott. «Everything you've read about Vista DRM is wrong (Part 1)» (em inglês). ZDNet. Consultado em 20 de novembro de 2011 
  9. Ed Bott. «Everything you've read about Vista DRM is wrong (Part 2)» (em inglês). ZDNet. Consultado em 20 de novembro de 2011 
  10. Bott, Ed. «Everything you've read about Vista DRM is wrong (Part 3)». Everything you've read about Vista DRM is wrong (em inglês). ZDNet. Consultado em 20 de novembro de 2011 
  11. Karp, David A. Windows 98 Annoyances. [S.l.]: O'Reilly Media, Inc. p. 326. ISBN 978-1-56592-417-8 
  12. Rajiv Chandrasekaran e Elizabeth Corcoran (21 de outubro de 1997). «U.S. Says Microsoft Violates Antitrust Pact» (em inglês). Washington Post. Consultado em 27 de janeiro de 2012 
  13. Manion, Art (9 de junho de 2004). «Vulnerability Note VU#713878» (em inglês). US-CERT. There are a number of significant vulnerabilities in technologies relating to the IE domain/zone security model, local file system (Local Machine Zone) trust, the Dynamic HTML (DHTML) document object model (in particular, proprietary DHTML features), the HTML Help system, MIME type determination, the graphical user interface (GUI), and ActiveX. … IE is integrated into Windows to such an extent that vulnerabilities in IE frequently provide an attacker significant access to the operating system. 
  14. «Microsoft is accused by EU again». BBC News. 17 de janeiro de 2009. Consultado em 14 de julho de 2011 
  15. «Microsoft Statement on European Commission Decision» (em inglês). 16 de dezembro de 2009. Consultado em 10 de janeiro de 2012 
  16. Greg Keyzer (2011). «Google's Top Five Jabs at Microsoft» (em inglês). PC World. Consultado em 27 de janeiro de 2012 
  17. «Optimize Windows 7 for better performance» (em inglês). Consultado em 16 de março de 2012 
  18. «Windows bit-rot - fact or fiction?» (em inglês). 12 de janeiro de 2009