Domenico Vandelli

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Domenico Vandelli
Biologia, Medicina
Diccionario dos termos technicos de historia natural, 1788
Nacionalidade Itália Italiano
Residência Portugal
Nascimento 8 de julho de 1735
Local Pádua
Morte 27 de junho de 1816 (80 anos)
Local Lisboa
Atividade
Campo(s) Biologia, Medicina
Instituições Universidade de Coimbra
Alma mater Universidade de Pádua
Tese Dissertationes tres: de Aponi thermis, de nonnullis insectis terrestribus et zoophytis marinis, et de vermium terrae reproductione atque taenia canis
Influenciado(s) Alexandre Rodrigues Ferreira

Domenico Agostino Vandelli (Pádua, 8 de julho de 1735Lisboa, 27 de junho de 1816) foi um naturalista italiano, com trabalhos fundamentais para o desenvolvimento da história natural e da química em Portugal nos finais do século XVIII e princípios do século XIX. Ele foi um dos fundadores e primeiro diretor do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra.[1]

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

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Estudou na Universidade de Pádua, onde obteve o seu doutoramento em medicina, com a tese Dissertationes tres: de Aponi thermis, de nonnullis insectis terrestribus et zoophytis marinis, et de vermium terrae reproductione atque taenia canis. Em 1761 iniciou uma prolongada correspondência com Carl von Linné (1707-1778), com uma carta sobre as holotúrias. Este dedicou-lhe em 1767 o género Vandellia da família das Scrophulariaceae.

Em 1764, foi inicialmente contratado para ensinar ciências químico-naturais em Lisboa, no Colégio dos Nobres, mas este ensino nunca chegou a ser implementado, pelo que regressou durante algum tempo à Itália. Em 1768 foi-lhe atribuída a incumbência de criar o Jardim Botânico da Ajuda, e em 11 de Setembro de 1772 foi nomeado lente de História Natural e Química na Universidade de Coimbra, onde fundou o jardim botânico. Na década de 1750 foi o criador do Jardim Botânico do Palácio do Monteiro-Mor.

Vandelli dirigiu as expedições filosóficas portuguesas de finais do século XVIII, levadas a cabo por Alexandre Rodrigues Ferreira e outros naturalistas que tinham sido alunos seus na Universidade de Coimbra. Segundo outros autores, porém, no que diz respeito a Rodrigues Ferreira, Vandelli seria apenas "supostamente o autor das instruções compostas para a ´Viagem Filosófica´" - é o que se lê, por exemplo, na página 58 da obra "Brasiliana da Biblioteca Nacional", Rio de Janeiro, 2001.

Publicou, em 1788, o Dicionário dos termos técnicos de história natural extraídos das obras de Lineu (Coimbra) assim como uma Florae lusitanicae et brasiliensis specimen (Coimbra). Baseando-se sempre na autoridade de Lineu, publicou no ano seguinte o Viridarium Grisley lusitanicum, Linnaeanis (Lisboa). Além destes, é autor de um grande número de memórias sobre temas científicos e económicos.

É certo que foi «um dos mais destacados colaboradores da Academia e, certamente, o autor que melhor interpretou o sentido reformador e ilustrado das medidas preconizadas na globalidade dos textos publicados por esta instituição», segundo a Introdução, pg 25, da obra Portugal como problema, volume dedicado a «A Economia como solução 1625-1820 - Do Mercantilismo à Ilustração», Público/Fundação Luso-Americana.

Principais publicações[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Domenico Vandelli: o primeiro diretor do Jardim» (pdf). Diário de Coimbra. 6 de setembro de 2013. Consultado em 6 agosto de 2016. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Battelli, Guido. Domenico Vandelli e il Giardino Botanico di Coimbra. Coimbra, 1929 (Sep. Biblos, 5).
  • Cardoso, J. L. "From Natural History to Political Economy: The Enlightened Mission of Domenico Vandelli in Late Eighteenth-Century Portugal". Studies in the History and Philosophy of Science. 34,4(2003)781-803.
  • Cardoso, J. L. "Introdução", in Memórias Económicas da Academia Real das Ciências de Lisboa, para o adiantamento da agricultura, das artes, e da indústria em Portugal, e suas conquistas (1789-1815). Lisboa: Banco de Portugal, 1990. vol. I, pp. XVII-XXXIII.
  • Cardoso, J. L. "Os escritos económicos e financeiros de Domingos Vandelli", Ler História. 13(1988) 31-51.
  • Carvalho, Rómulo. A história natural em Portugal no Século XVIII. Lisboa: ICLP, 1987.
  • Costa, A. M. Amorim. "Domingos Vandelli (1730-1816) e a cerâmica portuguesa". in História e desenvolvimento da ciência em Portugal. Lisboa: Academia das Ciências, 1986. vol. 1, p. 353-371 (Publicações do II centenário da Academia das Ciências de Lisboa).
  • Costa, A. M. Amorim. Primórdios da Ciência Química em Portugal. Lisboa, ICLP, 1984.
  • Cruz, Lígia. Domingos Vandelli: alguns aspectos da sua actividade em Coimbra. Coimbra, 1976 (Sep. Bol. Arq. Univ. Coimbra).
  • Marques, Adílio Jorge. "O professor do jovem Imperador. Um naturalista luso-brasileiro. Alexandre António Vandelli (1784-1862)". Rio de Janeiro, Editora Vieira & Lent, 2010.
  • Mendes, A. R. "O naturalista Domingos Vandelli: novos elementos para a sua biografia". Clio. 5(1986)99-105.
  • Palhinha, Rui T. Domingos Vandelli. Coimbra, 1945.
  • Serrão, J. V. "Introdução" in Domingos Vandelli. Aritmética Política, Economia e Finanças (1770-1804). Lisboa: Banco de Portugal, 1994 (Colecção de Obras Clássicas do Pensamento Económico Português).
  • Vandelli, D. Memórias de histórias natural. Introd. e coord. ed. José Luís Cardoso. Porto: Porto Editora, 2003. (Ciência e iluminismo).
  • Vandelli, D.; Brigola, João Carlos; Camargo-Moro, Fernanda; Kury, L., Pádua, J.A. " O gabinete de curiosidades de Domenico Vandelli". Rio de Janeiro: Dantes Editora, 2009.
  • Vandelli, D.; Linné, Carl von. " De Vandelli para Linneu. De Linneu para Vandelli : correspondência entre naturalistas. Rio de Janeiro: Dantes Editora, 2009.
  • Vandelli, D. "Dicionário de termos técnicos de História Natural e Memória sobre a utilidade dos jardins botânicos". Edição fac-similar do original de 1788. In caixa "coleção gabinete de curiosidades". Rio de Janeiro: Dantes Editora, 2009.

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