Dorothy Gale

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Dorothy Gale
Personagem de série Oz
Dorothy com os sapatos de prata (ilustração de W.W.Denslow)
Origem Kansas  Estados Unidos
Sexo Feminino
Características Aventureira
Princesa de Oz
Amigo(s) Princesa Ozma
Totó
Billina
Jack Cabeça de Aboborá
Glinda
Espantalho
Homem de Lata
Leão Covarde
Tigre Faminto
Jellia Jamb
Betsy Bobbin
Bruxa Boa do Norte


Inimigo(s) Bruxa Malvada do Oeste
Rei Nome
Criado por L. Frank Baum
Romance(s) Livros de Oz
Projecto Literatura  · Portal Literatura

Dorothy Gale é um personagem fictício, heroína nos Livros de Oz escritos pelo autor americano L. Frank Baum. Dorothy aparece pela primeira vez no clássico infantil de Baum The Wonderful Wizard of Oz (1900) e reaparece em muitas outras seqüências. Ela também é a protagonista no clássico filme de 1939, uma adaptação do livro.

Em livros posteriores, Oz torna-se mais familiar para ela do que sua terra natal do Kansas. Dorothy, eventualmente, vai morar em um apartamento no palácio das Cidade das Esmeraldas, mas apenas depois de sua Tia Em e Tio Henry irem morar em uma fazenda nos arredores, por serem incapazes de pagar a hipoteca de sua casa no Kansas. A melhor amiga de Dorothy, Princesa Ozma, oficialmente faz dela uma princesa de Oz quando ela se muda em The Emerald City of Oz (1910).

Os livros clássicos[editar | editar código-fonte]

Nos livros de Oz, Dorothy Gale é uma órfã criada pela sua Tia Em e Tio Henry, na paisagem desolada do Kansas. Qual dos tios é o parente de sangue da Dorothy não é claro. Tio Henry faz referência à mãe de Dorothy em The Emerald City of Oz, possivelmente uma indicação de que Henry é o parente de sangue de Dorothy. Junto com seu cão preto pequeno Totó, Dorothy é levada por um tornado para a Terra de Oz e, assim como Alice de Alice no País das Maravilhas, eles entram em um mundo alternativo cheio de criaturas falantes. Seu vestido azul e branco icônico é admirado pelos Munchkins, porque azul é a sua cor favorita e branco é usado apenas por bruxas boas e feiticeiras, o que indica a eles que Dorothy é uma bruxa boa.

Dorothy tem uma personalidade franca e corajosa, exibindo nenhum medo quando ela bateu no Leão Covarde, e organizou uma missão de resgate para seus amigos em Winkie quando eles foram desmembrados pelos macacos alados. Ela não tem medo de irritar a Bruxa Malvada do Oeste: quando a bruxa roubou um dos sapatos de Dorothy, e em retaliação, Dorothy lançou um balde de água sobre ela, não sabendo que água foi fatal para a bruxa. Ela bate de frente e rejeita a ameaça da princesa Langwidere de levar sua cabeça para sua coleção. Este aspecto da sua personalidade foi um pouco diminuído quando ela virou companheira de Ozma, e Baum prefereiu representar ela com maior nível de sabedoria e dignidade.

Dorothy tem vários outros animais, incluindo seu gatinho branco/rosa/roxo, Eureka. Popular nas palavras cruzadas é vaca de Dorothy, Imogene, presente no musical de 1902, implicitamente, embora sem nome, no filme de 1910. O romance de Eric Shanower, The Giant Garden of Oz, apresenta uma vaca chamada Imogene.

No sexto livro de Oz por Baum, The Emerald City of Oz (1910), quando o tio Henry e tia Em são incapazes de pagar a hipoteca da nova casa construída no final de O Mágico de Oz, Dorothy leva-los para viver em Oz; a trama apresenta um passeio na terra utópica de Oz, onde escapam dos problemas no Kansas. Ela torna-se princesa de Oz e "companheira" de Ozma, essencialmente se casando com a rainha.[1]

Dorothy, seu primo Zeb Hugson e Eureka em ilustração de Dorothy and the Wizard in Oz (1908)
Dorothy Gale por John R. Neill, seu retrato de Dorothy loira é constante nos livros. Diferente da versão inicial de William Wallace Denslow que ficou famosa no filme de 1939.

Dorothy é um personagem regular, tendo pelo menos uma participação especial nos treze dos quatorze livros de Oz escritos por L. Frank Baum (enquanto ela não aparecer em The Marvelous Land of Oz, ela é mencionada várias vezes pela história, como era suas ações em o Mágico de Oz, que levou aos eventos da sequência) e é uma figura frequente nos livros de Ruth Plumly Thompson, recebendo pelo menos uma participação especial em todos, exceto o Captain Salt in Oz (em que nem Oz e qualquer de seus habitantes aparecer, embora eles são mencionados). As principais aparições subsequentes por Dorothy no "Quarenta Famosos" estão em The Lost Princess of Oz, Glinda of Oz, The Royal Book of Oz, Grampa in Oz, The Lost King of Oz, The Wishing Horse of Oz, Ozoplaning with the Wizard of Oz, e The Magical Mimics in Oz. A maioria dos outros livros se concentrar em diferentes crianças protagonistas, alguns Ozites ou outros reinos vizinhos, e como tal, suas aparições tornaram-se cada vez mais limitado. Em The Magical Mimics in Oz (1946), Ozma coloca Dorothy no trono de Oz, enquanto ela está longe visitando as fadas da rainha Lurline.

A mágica de Oz mantém Dorothy jovem. Em The Lost King of Oz (1925), um Caminho do Desejo transporta Dorothy a um set de filmagens em Hollywood, Califórnia. Ela começa a envelhecer muito rapidamente chegando perto do fim de seus vintes anos. O Caminho do Desejo a leva de volta para Oz e restaura-la para seu eu mais jovem, mas ela descobre então que seria imprudente para ela nunca mais voltar para o mundo exterior. Baum nunca afirma a idade de Dorothy, mas em The Lost Princess of Oz, ele diz que Dorothy é um ano mais novo que Betsy Bobbin, e um ano mais velha do que Trot, cuja idade foi especificada como 10 por Ruth Plumly Thompson em The Giant Horse of Oz.

Os livros de Thompson mostram uma certa intolerância em Dorothy. Em The Cowardly Lion of Oz, Notta Bit More, um palhaço de circo, chega na Cidade das Esmeraldas "disfarçado" como uma bruxa tradicional, e sem que ele provoque Dorothy começa a despejar baldes de água nele (embora ela reagiu dessa maneira na suposição de que a "bruxa" Notta era seu velho inimigo, a Bruxa Malvada do Oeste). Em The Wishing Horse of Oz, ela faz comentários desagradáveis ​​sobre a pele escura de Gloma e seus súditos, e assume que eles estão se disfarçando. Este comportamento não é característico de Dorothy nos livros de Baum. Em The Patchwork Girl of Oz, ela é gentil e educada com os negros Tottenhots e aceita que os seus caminhos sejam diferentes daqueles que habitam na Cidade das Esmeraldas.

As sequelas autorizadas da Sherwood Smith, The Emerald Wand of Oz e Trouble Under Oz, centram sobre as crianças Dori e Em, que vivem com a sua tia Susan. Todos os três são descendentes indiretos de Dorothy, embora a sua relação específica com ela não é clara.

Os filmes de 1910 e de 1914[editar | editar código-fonte]

Em 1910 L. Frank Baum adaptou seu livro The Wonderful Wizard of Oz em um filme, sendo o primeiro a mostrar a personagem Dorothy Gale, interpretada pela atriz Bebe Daniels. Em 1914 L. Frank Baum adaptou seu livro The Patchwork Girl of Oz em um filme dirigido por J. Farrell MacDonald. Dorothy foi representada no filme pela atriz Mildred Harris, que tinha apenas treze anos de idade.

O filme de 1939 - um clássico[editar | editar código-fonte]

Judy Garland como Dorothy

Levado às telas em 1939, nos primórdios do cinema a cores, o filme The Wizard of Oz inicia-se em preto-e-branco e, a partir da chegada de Dorothy em Oz, as cores surgem.

A adaptação comete algumas "infidelidades" com o livro, a exemplo dos sapatinhos prateados que Dorothy passa a usar em Oz. Mágicos, eles pertenciam à Bruxa Malvada do Leste, morta quando a casa cai-lhe sobre a cabeça: no filme, assumem a cor rubra, de forma tão marcante que passaram a ser símbolo de Oz, de Dorothy e da própria série. O homem de lata era um lenhador transformado pela bruxa que acabara perdendo todos os membros em acidentes em seu trabalho - tendo cada parte do corpo então substituída por outra feita de lata. Ele diz ser um homem de lata feito por um lenhador para trabalhar na floresta.

Dorothy é interpretada por Judy Garland. Shirley Temple chegou a ser cogitada para fazer o papel, mas a grande popularidade de Garland, bem como a sua semelhança com a personificação dada à pequena menina da roça pelo ilustrador William Wallace Denslow (compare as duas imagens deste verbete), fizeram com que esta fosse a escolhida.

Judy Garland recebeu um Óscar especial por esse trabalho.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. Jack Zipes, When Dreams Came True: Classical Fairy Tales and Their Tradition, p 178-9 ISBN 0-415-92151-1