Edu Krieger

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Edu Krieger
Edu Krieger
Informação geral
Nome completo Eduardo Lyra Krieger
Nascimento 5 de fevereiro de 1974 (43 anos)
Origem Rio de Janeiro, RJ
País Brasil Brasil
Gênero(s) MPB
Período em atividade 1993presente
Página oficial http://www.edukrieger.com.br

Eduardo Lyra Krieger (nome artístico Edu Krieger, Rio de Janeiro, 05 de fevereiro de 1974) é um compositor, instrumentista e cantor brasileiro, reconhecido como um dos mais talentosos da atual geração da música popular brasileira[1]. Possui canções gravadas por cantoras como Maria Rita (“Ciranda do mundo”, “Maria do Socorro”, “Novo amor”), Ana Carolina (“Pra tomar três”, "Combustível", "Pole Dance", "Resposta da Rita", "Libido", todas compostas em parceria com a cantora), Maria Gadu (“No pé do vento”, parceria de Edu com Gadu) [2], Roberta Sá (“Novo amor”), Teresa Cristina (“Guardo em mim”, composta em parceria com a sambista), Aline Calixto (“Saber ganhar”)[3], entre várias outras, além de uma parceria com o arquiteto Oscar Niemeyer, no samba “Tranquilo com a vida”[4]. Outros intérpretes de suas canções são Pedro Luís e a Parede, Pedro Miranda, Ryta de Cássia, Moyseis Marques (com quem compôs vários sambas), Trio Nordestino, Ara Ketu, Bangalafumenga, Falamansa e Rastapé[5].

Seu primeiro disco, lançado em 2006, foi premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte na categoria “revelação da MPB”, além de indicado ao Prêmio Rival Petrobras de Música na categoria artista revelação e listado entre os dez melhores álbuns do ano pelo jornal O Globo[5]. Já o segundo CD, intitulado “Correnteza”, contou com participações especiais de João Donato e Rildo Hora. Atualmente, prepara o lançamento de um novo disco inspirado na junção do funk com a MPB[6].

Vida[editar | editar código-fonte]

Filho do compositor erudito e maestro Edino Krieger, iniciou a carreira musical aos sete anos de idade, cantando no Coro Infantil do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, sob regência de Elza Lakschevitz. Estreou como compositor no teatro, quando passou a criar trilhas sonoras para inúmeras montagens dirigidas por nomes como Tim Rescala e Pedro Paulo Rangel, entre outros[7]. Assinou a direção musical do espetáculo "Mãe Coragem", de Bertold Brecht, em 1993, com direção geral de Mônica Alvarenga, vencedor do prêmio de melhor espetáculo do III Festival Carioca de Novos Talentos.

No ano seguinte, foi diretor musical e pianista da peça "A Geração Trianon", de Anamaria Nunes, com direção geral de Djalma Thürler, indicada para o prêmio de Melhor Trilha Sonora do VIII Festival de Teatro de Blumenau. Venceu em 1995 o prêmio de Melhor Trilha Sonora Original no XVIII Guarnicê de Cine-Vídeo do Maranhão, com o curta-metragem "Geraldo Voador". Destacou-se no cenário artístico em 1998 ganhando outro prêmio, o Shell de Melhor Trilha Sonora, por suas composições para a peça "O Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna, dirigida por Antônio Abujamra[7].

Fez parte, como baixista e compositor, da banda de forró Paratodos, com a qual excursionou ao lado de artistas como Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo. Tocando baixo elétrico, violão de sete cordas e cavaquinho, participou do CD "Cantando a História", lançado em 2003 pelo grupo vocal Garganta Profunda. Também nesse ano, participou do CD "Estação Brasil", de Zé Ramalho, tocando violão de sete cordas.

Atualmente, após o lançamento de dois discos solo, Edu Krieger tem se voltado basicamente para o trabalho de compositor e realizando shows com canções de sua autoria. Ficou também conhecido no meio carnavalesco após alcançar o bicampeonato do Concurso Nacional de Marchinhas Carnavalescas da Fundição Progresso, em 2009, com “Bendita baderna”, e 2011, com “Nossa fantasia”. As canções foram proclamadas vencedoras após votação popular promovida pelo Programa Fantástico, da TV Globo. Em 2013 e 2012 foi um dos jurados do concurso.

Discografia [8][editar | editar código-fonte]

  • (2009) Correnteza (Edu Krieger), Biscoito Fino
  • (2006) Edu Krieger (Edu Krieger), Independente

Obra [9][editar | editar código-fonte]

  • A Escada
  • A Lua é Testemunha
  • A Mais Bonita de Copacabana
  • Amor de São João
  • Batendo
  • Ciranda do Mundo
  • Clareia
  • Como Plural (com Roberta do Recife)
  • Correnteza
  • Desafio
  • Desculpe, Neymar[10]
  • Desestigma
  • Deus Conserve Para Sempre Meu Bom Senso Temperado a Pitadas de Loucura
  • Ela entrava
  • Ela Mora Longe
  • Feira Livre (com Raphael Gemal)
  • Flor
  • Galileu
  • Graziela
  • Linha da Fé
  • Maria do Socorro
  • Novo Amor
  • Passarinho Cantador (com Accioly Neto)
  • Quando Ela Jurou
  • Quando Ela Ri
  • Rosa de Açucena
  • Saber Ganhar
  • Serpentina (com Marcelo Caldi)
  • Sobre as mãos (com Zé Paulo Becker)
  • Temporais (com Geraldo Azevedo)
  • Vai Me Dizer
  • Volta para Você

Bibliografia crítica [11][editar | editar código-fonte]

ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006. AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008. 2ª ed. Esteio Editora, 2010.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]