Floresta paludosa

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Constituem florestas paludosas ou matas paludosas a vegetação que se caracteriza pela presença dos chamados solos hidromórficos, ou seja, solos com alta concentração de água entre as partículas que o constituem. Apresentam biodiversidade relativamente baixa em comparação a outros tipos de vegetação brasileiros[1]. Sua distribuição geográfica é ampla, podendo ser encontrada em vastas extensões do Brasil. Em São Paulo, as florestas paludosas são especialmente comuns, sendo popularmente conhecidas por caixetais, em virtude da predominância da árvore caixeta (Tabebuia cassinoides) e pouca variedade de flora.[2][1]

Terminologia[editar | editar código-fonte]

De acordo com Rodrigues (1999),[3] a terminologia usada para a formação onde a influência da água é permanente no solo inclui:

  • florestas paludosas sensu lato (Lindman, 1906, Fernandes e Bezerra, 1990), que engloba as matas aluvionais fluviais e as matas de brejo[4][5]
  • floresta paludosa sensu stricto (Rodrigues, 1999)
  • florestas latifoliadas higrófilas com inundação quase permanente (Leitão Filho, 1982)[6]
  • floresta de várzea (Bertoni e Martins, 1987)[7]
  • floresta de formações pioneiras (IBGE, 1993)[8]
  • florestas de brejo (Torres et al., 1994; Ivanauskas et al. 1997)[9]
  • florestas higrófilas (Toniato et al., 1998)[10]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b EMBRAPA. Sistema de gestão territorial da ABAG/RP. Acesso em 19 dez. 2014.
  2. Pinto Sobrinho, F. A. Aspectos florísticos de uma floresta paludosa sobre a planície costeira do rio Guaratuba, Bertioga (SP). Anais do X Congresso de Ecologia do Brasil. 16 a 22 de Setembro de 2011. São Lourenço, MG.
  3. Rodrigues, R. R. 1999. A vegetação de Piracicaba e municípios do entorno. Circular Técnica IPEF, n. 189, p. 1-17, [1].
  4. Lindman, C.A.M. (1906). A Vegetação no Rio Grande do Sul (Brasil Austral). Trad. de A. Loefgren. Porto Alegre: Universal.
  5. Fernandes, A.G. & Bezerra, P. (1990). Estudo fitogeográfico do Brasil. Stylus Comunicações, Fortaleza, [2].
  6. Leitão Filho, H.F. Aspectos taxonômicos das florestas do Estado de São Paulo. Silvicultura em São Paulo, v.16A, parte 1, p. 197-206, 1982.
  7. Bertoni, J.E.; Martins, F.R. Composição florística e estrutura fitossociológica de uma floresta ripária na Reserva Estadual de Porto Ferreira, SP. Acta Botanica Brasilica, v.1, n.1, p.17-26, 1987.
  8. IBGE. Mapa de vegetação do Brasil. Rio de Janeiro, 1993, [3].
  9. Torres, R.B.; Matthes, L.A.F.; Rodrigues, R.R. Florística e estrutura do componente arbóreo de uma mata de brejo em Campinas, SP. Revista brasileira de botânica, v.17, n.2, p.189-194, 1994.
  10. Toniato, M.T.Z; Leitão Filho, H.F.C.; Rodrigues, R.R. Fitossociologia de um remanescente de floresta higrófila (mata de brejo) em Campinas, SP. Revista brasileira de botânica, v.21, n.2, p.197-210, 1998.


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