Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres

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Estádio do Inatel em Lisboa

O Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres (INATEL) MHM é a instituição que sucedeu, após a revolução de 25 de abril de 1974, à Fundação Nacional para Alegria no Trabalho (FNAT), que tinha sido criada, em 1935, pelo Decreto-Lei n.º 25 495, de 13 de junho[1].

Criada no seguimento dos modelos dos fascismos italiano e alemão, Dopolavoro e Kraft durch Freude, a FNAT, aprovada pelo então chefe do governo, António de Oliveira Salazar, tinha como objectivo o turismo social e o preenchimento dos tempos livres.

A FNAT foi pioneira num novo conceito de férias e lazer, ao encontro da recomendação de 1924 da Organização Internacional do Trabalho de "aproveitamento útil do tempo livre dos trabalhadores".

Entre 1941 e 1974, transmitiu, em conjunto com a Emissora Nacional, o Serão para Trabalhadores.

A 9 de junho de 2005 foi feito Membro-Honorário da Ordem do Mérito.[2]

Em 2008, através do Decreto-Lei n.º 106/2008, de 25 de junho[3] deixa de integrar a administração central do Estado, passando a fundação privada de utilidade pública - Fundação INATEL. É uma fundação portuguesa com carácter social, tutelada pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.

A acção do INATEL desenvolve-se em diversas áreas:

  • turismo social e sénior;
  • termalismo social e sénior;
  • organização dos tempos livres, da cultura e do desporto populares;

com profundas preocupações de humanismo e de qualidade.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • VALENTE, José Carlos. Estado Novo e Alegria no Trabalho: Uma História Política da FNAT (1935-1958). Lisboa: Edições Colibri e INATEL, 1999.ISBN 972-772-116-8
  • VALENTE, José Carlos, Para a História dos Tempos Livres em Portugal. Da FNAT à INATEL (1935-2010). Lisboa: Edições Colibri e INATEL, 2010. ISBN 978-989-689-054-4

Referências

  1. Decreto-Lei n.º 25 495, de 13 de junho.
  2. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "INATEL". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 6 de janeiro de 2013 
  3. Decreto-Lei n.º 106/2008, de 25 de junho.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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