Ibatiba

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Ibatiba
  Município do Brasil  
Vista parcial de Ibatiba a partir da BR-262
Vista parcial de Ibatiba a partir da BR-262
Símbolos
Bandeira de Ibatiba
Bandeira
Brasão de armas de Ibatiba
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Capital Capixaba dos Tropeiros"
Gentílico ibatibense
Localização
Localização de Ibatiba no Espírito Santo
Localização de Ibatiba no Espírito Santo
Mapa de Ibatiba
Coordenadas 20° 21' S 41° 31' 50" O
País Brasil
Unidade federativa Espírito Santo
Municípios limítrofes Lajinha, Mutum, Irupi, Iúna, Brejetuba, Muniz Freire
Distância até a capital 160 km
História
Fundação 7 de novembro de 1981 (39 anos)
Aniversário 7 de novembro de 1981
Administração
Prefeito(a) Luciano Miranda Salgado (Republicanos, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1] 240,278 km²
População total (est. IBGE/2019[1]) 26 082 hab.
Densidade 108,5 hab./km²
Clima tropical de altitude (CWA)
Altitude 740 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 29395-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010 [2]) 0,647 médio
PIB (IBGE/2008[3]) R$ 152 996,089 mil
PIB per capita (IBGE/2011[3]) R$ 9 593,88
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Rosário
Sítio ibatiba.es.gov.br (Prefeitura)
ibatiba.es.leg.br (Câmara)
Brasão de Ibatiba

Ibatiba é um município brasileiro do estado do Espírito Santo situado na mesorregião Sul Espírito-Santense. Foi fundado em 7 de novembro de 1981 e localiza-se a 160 quilômetros da capital do estado, Vitória. Sua população estimada em 2019 foi de 26.082 habitantes e uma área de 240,278 km².[1] Sua principal atividade econômica é a agricultura, representada pelo cultivo do café, iniciado ainda no século XIX.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

Ibatiba, segundo Gonçalves Dias, é vocábulo tupi que significa pomar. De ybá: árvore, porém com mais propriedade fruta; e tyba: sítio onde há muita abundância de alguma coisa.

História[editar | editar código-fonte]

A história de Ibatiba começa na segunda metade do século XIX, quando agricultores mineiros e cariocas migraram para a região do Rio Pardo e lá se estabeleceram com suas famílias e também alguns escravos. Surgiram assim, as primeiras propriedades rurais da região. No final do século XIX uma doação de terras feitas pelo Sr. Manoel da Silveira à Igreja Nossa Senhora do Rosário, deu origem ao povoado que passou a se chamar Vila do Rosário pertencendo ao município de Rio Pardo, hoje Iúna. Aos primeiros colonizadores seguiram imigrantes provenientes do Líbano, que se estabeleceram por volta de 1908. A vila foi promovida à categoria de distrito em 1918.

Monumento ao Tropeiro

Em 1944, por determinação do IBGE, a Vila do Rosário passou a se chamar Vila de Ibatiba. O nome “Ibatiba” é um vocábulo da língua tupi-guarani que segundo algumas versões significa fruta-doce, mas outras versões sugerem que o significado real é pomar.

No fim da década de 1940 chegou a notícia de que uma nova rodovia federal seria construída e cortaria a região, passando por Ibatiba, mas somente na década de 1950 foram feitas as primeiras demarcações da nova rodovia e mais tarde em 1963 foram iniciadas as obras de construção.

Com a inauguração da BR-262 em 1969, o Distrito de Ibatiba passou a ter mais acesso a comercialização de produtos variados e a receber maior número de migrantes. Tal fato fez com que o distrito se desenvolvesse rapidamente em poucos anos, o que despertou o desejo de emancipação política e administrativa de seus moradores.

Com a criação de um movimento pró-emancipação na década de 1970, a população de Ibatiba conseguiu a emancipação em 7 de novembro de 1981, garantida pela Lei nº 3.430, que criou o município de Ibatiba, desmembrado do de Iúna. Sua instalação se deu em 31 de janeiro de 1983.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

  • Horto Florestal Municipal: Esta reserva ambiental que em 1992 foi apresentada ao mundo como a segunda maior floresta urbana heterogênica do país (a maior floresta destes moldes é a Floresta da Tijuca no Rio de Janeiro), sendo exibida em um documentário no encontro ambiental Rio-92. Segundo Dr. Renato Moreira de Jesus (Floresta Rio-Doce) para a Revista Guia Estradas 2004.

Sua origem se deu pelos problemas que ocorriam na área, já que está localizada na faixa batizada pelo geógrafo Aziz N.Ab´Saber de Mares de Morros, por seu relevo, clima e vegetação característicos, apresentava erosões profundas, perda de fertilidade dos solos, habitações irregulares entre outros problemas. Daí as encostas dos morros nos bairros Floresta, Brasil Novo e Novo Horizonte, receberam os primeiros plantios.

A decisão da implantação se deu entre a prefeitura municipal com o prefeito Sr. Soniter Miranda Saraiva e com o escritório local da EMATER-ES (atual Encaper), com a supervisão técnica dos senhores José Clério Morati Dalmonech técnico agrícola e Moisés Salomão de Faria Engenheiro Agrônomo. Como parceiros da implantação, contavam também com a Brigada Ecológica de Ibatiba, sob comando do cabo Almir Pellanda e o enfermeiro Wanderlei Salustiano. Não consta a presença da secretária de meio ambiente do município, já que este só veio a ser criado em administrações posteriores.

Com uma área total de 27 (vinte e sete) alqueires. Foram feitas pesquisas sobre de onde se poderiam encontrar mudas suficientes para reflorestar. Para a obtenção de mudas, a prefeitura firmou parcerias com a Aracruz Florestal, Fazenda Pindobas (Camilo Cola), ITCF (Instituto de Terras, Cartografia e Florestas - ES) e Floresta Rio Doce, que doaram mudas para o projeto da prefeitura municipal. 110.000 mudas entre nativas e exóticas Atualmente o Horto Florestal se encontra em processo parcial de abandono, parcial, pois quase não se fez nada para seu desenvolvimento ou preservação. Mesmo com alguns replantios nos últimos anos, o Horto está sendo devastado e esquecido. E infelizmente se tornou um local perigoso para se frequentar.

  • Pedra da Tia Barbara: Localizado na cabeceira do Córrego dos Perdidos, cerca de 9 KM da sede municipal, a pedra da tia bárbara é marcada pela beleza de sua formação rochosa bem como a vista privilegiada que se tem no topo. Além disso, o local é utilizado nas manifestações religiosas local.
  • Monumento aos Tropeiros: localizado às margens da BR 262, o monumento aos tropeiros faz menção aos trabalhadores atuantes no transporte e escoamento da produção cafeeira da região.
  • Museu do Tropeiro: Sediado em um casarão de arquitetura antiga e visa preservar as tradições tropeiras e a cultura local.

Política[editar | editar código-fonte]

Prefeitos[editar | editar código-fonte]

  • 1981-1988: José Alcure de Oliveira
  • 1989-1992: Soniter Miranda Saraiva
  • 1993-1996: José Alcure de Oliveira
  • 1997-2000: Leondines Alves Moreno
  • 2001-2004: Soniter Miranda Saraiva
  • 2005-2008: José Alcure de Oliveira
  • 2009-2012: Lindon Johnson Arruda Pereira
  • 2013-2016: José Alcure de Oliveira
  • 2017-2020: Luciano Miranda Salgado
  • 2021 - 2024: Luciano Miranda Salgado (atual)

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ibatiba se situa próximo às cidades de Lajinha, Mutum, Irupi, Iúna, Brejetuba e Muniz Freire

A maior parte da cidade é constituída pela presença de áreas Rurais. Possuí vários agricultures e Pecuaristas donos de fazendas que casualmente vendem produtos na zona urbana, o centro populacional de Ibatiba.

Escolas - IFES campus Ibatiba

Atualmente a cidade de Ibatiba conta com o segundo IFES (Instituto Federal de educação, ciência e tecnologia do Espírito Santo) da região. O Ifes Campus Ibatiba foi inaugurado no segundo semestre de 2010. Os curso escolhidos em audiência pública foram os cursos técnicos de Meio Ambiente e Guia de Turismo. No ano de 2011 começou a funcionar os cursos técnicos integrados ao Ensino médio. E em 2013 um novo curso foi posto a disposição dos aluno: Floresta. Em 2017 Ingressou a primeira turma de Engenharia Ambiental e atualmente o campus também oferece uma Pós Graduação Lato senso em Educação Ambiental e Sustentabilidade.

Referências

  1. a b c «IBGE Cidades - Panorama». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 24 de janeiro de 2020 
  2. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de agosto de 2013 
  3. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]