Iúna

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Disambig grey.svg Nota: Para pelo o jogo, veja Iúna (capoeira).
Iúna
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Iúna
Bandeira
Brasão de armas de Iúna
Brasão de armas
Hino
Gentílico iunense
Localização
Localização de Iúna no Espírito Santo
Localização de Iúna no Espírito Santo
Mapa de Iúna
Coordenadas 20° 20' 45" S 41° 32' 09" O
País Brasil
Unidade federativa Espírito Santo
Municípios limítrofes Irupi, Ibatiba, Muniz Freire, Ibitirama, Alto Caparaó,Martins Soares, Alto Jequitibá, Manhumirim, Durandé, Lajinha
Distância até a capital 180 km
História
Fundação 11 de novembro de 1890 (129 anos)
Administração
Prefeito(a) Weliton Virgilio Pereira (PV, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 460,522 km²
População total (estimativa IBGE/2018[3]) 29 030 hab.
Densidade 63 hab./km²
Clima Tropical de altitude (Cwa)
Altitude 670 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 29390-000 a 29394-999[1]
Indicadores
IDH (PNUD/2010 [4]) 0,666 médio
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 230 038,852 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 8 764,05
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora Mãe dos Homens
Sítio www.iuna.es.gov.br (Prefeitura)
www.camaraiuna.es.gov.br (Câmara)

Iúna é um município do brasileiro do estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 29 030[3] habitantes.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Iúna" é um termo oriundo da língua tupi, significando "rio preto", através da junção dos termos 'y (água, rio)[6] e un (preto)[6]. É uma tradução para o tupi do antigo nome do município: "Rio Pardo".[7]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Iúna é localizado a quinze km da BR-262 e a 180 km da capital do estado, Vitória, fazendo parte de sua área no Parque Nacional do Caparaó, embora o Pico da Bandeira (ponto culminante do estado) fique no município de Ibitirama. No município fica o Pico do Colosso, com 2 849 metros.

Clima[editar | editar código-fonte]

Sede

Temperatura média anual: 16,8 °C, mínima no Inverno: 8,8 °C máxima no verão: 26 °C, amplitude térmica diária: dez graus centígrados.

Parque Nacional do Caparaó

Temperatura média anual: 11,8 °C, mínima no Inverno: 4,3 °C máxima no Verão 22 °C, amplitude térmica diária: 10 °C.

História[editar | editar código-fonte]

A história da região do Caparaó pode ser contada a partir da vinda da família real, em 1808. Em 1814, o príncipe regente João, filho de D. Maria I, determinou que as remessas de ouro, pedras preciosas ou madeira fossem feitas obrigatoriamente pelo Rio de Janeiro.

Para tanto, o governador da província, Francisco Alberto Rubim, recebeu ordens para construir uma estrada ligando Minas Gerais ao Espírito Santo. Vários povoados se formariam futuramente nesse caminho, em volta dos postos militares então instalados.

Um desses foi o povoado de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo, erguido em volta da capela erguida em 1855 em terreno doado pelo fazendeiro Joaquim Ferreira Val[8]. O povoado foi primeiro subordinado a Vitória, e depois a Cachoeiro de Itapemirim.

Em 14 de julho] de 1859, esse povoado é elevado à condição de paróquia; em 24 de outubro de 1890, obtém a emancipação de Cachoeiro de Itapemirim. O município foi criado em 11 de novembro de 1890, e instalado em 3 de março de 1891, com o nome de Rio Pardo.[9]

O nome de Iúna foi adotado em 1943, que significa "águas pardas", em língua tupi.[10]

Economia[editar | editar código-fonte]

As principais plantações da cidade são as de pinheiros de eucaliptos e de café.[carece de fontes?]Com a implantação do centro comercial que foi citado em projetos anteriores, o município de Iúna tem grandes chances de alavancar sua economia com a adaptação de indústrias. Este projeto, se colocado em prática, ajudará muito no crescimento da economia, criando empregos e desafogando os polos cafeicultores.[carece de fontes?]

Principais datas comemorativas[editar | editar código-fonte]

1816 -Abertura da Estrada São Pedro de Alcântara.

1845 - Construção da Capela de São Pedro de Alcântara.

1855 - Doação dos terrenos para Nossa Senhora Mãe dos Homens.

1858 - Construção da Capela de Nossa Senhora da Pureza.

1859 - Criação do Distrito de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo.

1860 - Inauguração do Cemitério de São Miguel Archângelo.

1862 - Morte de frei Bento di Gênova na Pedra do Pecado, em Água Santa.

1865/1870 - Chegada dos remanescentes da Guerra do Paraguai.

1872 - Chegada dos primeiros italianos em Rio Pardo.

1879 - Construção da Matriz de Nossa Senhora Mãe dos Homens.

1881 - Instalação do correio.

1888 - Realizado o 1° casamento civil do Espírito Santo, em Rio Pardo.

1890 - Criação do Município da Villa do Rio Pardo.

1891 - Instalação do Conselho de Intendência Municipal.

1914 - Posse do 1° Prefeito: José Antônio Lofego e inauguração do Palacete Municipal.

1915 - Fundação do Rio Pardo F. C.

1922 - Chegada dos primeiros automóveis.

1924 - Instalação de energia elétrica.

1930 - Revolução.

1941 - Fundação do Grupo Escolar Henrique Coutinho pela prof. Terpinha Lacerda.

1943 - Mudança do nome para Iúna.

1952 - Fundação da Sociedade Civil Santa Casa de lúna.

1953 - Fundação do Olaria F. C.

1958 - Fundação do Ginásio de lúna pelo Pe. Armando Veiga Santos.

1963 - Fundação da Escola de Comércio ":Pedro J. de Souza", pelo Nagem Abikahir.

1968 - Instalação da Deita Maçônica "Filhos de Luz e Virtude".

1969/1970 - Construção da BR 262.

1970 - Inauguração da atual Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens.

1971 - Fundação do Lions Clube de lúna.

1980 - Fundação do lúna Campestre Clube.

1984 - Fundação da Casa da Cultura lunense.

1988 - Criação da Escola Municipal "Deolinda Amorim de Oliveira".

1990 - Comemoração do 1° Centenário de lúna.

1990 - Inauguração do Parque Municipal de Exposições.

1990 - Inauguração do Lar dos Velhinhos de lúna.

1990 - Inauguração da APAE.

1990 - Inauguração do Ginásio Poliesportivo "Prefeito Romeu Rios".

1991 - Criação da Loja Maçônica Fênix.

1992 - Criação do 1º Colégio particular "Porto Seguro".

1995 - Reabertura do Museu Histórico da Casa da Cultura lunense.

1996- Inauguração do complexo da Beira-Rio: Avenida Deputado João Rios; Praça Jonny Lamas, Rua Capitão João Ignácio de Almeida, Rua José Antônio Lofêgo, Terminal Rodoviário "Antônio Luíz de Castro", Centro Municipal de Saúde, Calçadão do Café, Monumento à Bíblia e Estacionamento da Rua de Lazer.

Histórico administrativo[editar | editar código-fonte]

Em 1890, quando promulgada a Constituição cada município era administrado por um Conselho, denominado "Conselho de Intendência", cujos membros eram titulados "Intendentes" ou "Governadores Municipais".

Cada Conselho elegia, dentre os seus membros, o seu Presidente, para o mandato de um ano. O Presidente do Conselho acumulava as funções legislativa e executiva.

De 1891, quando foi instalado o primeiro Conselho de Intendência da Vila do Rio Pardo, até 1913, quando foi eleito o primeiro Prefeito, administraram o município:

1891 - Wenceslau Carvalho de Oliveira.

1891 - Tiburcio Ribeiro Vellasco.

1891 - Capitão João Osório Pereira.

1892 - Wenceslau Carvalho de Oliveira.

1892 - Antônio Cãndido Lamy.

1893 - Vicentti Scardini.

1894 - Tenente-Coronel Gabriel Norberto da Silva.

1896 - Antônio Serapião da Trindade.

1899 - Major Joaquim Gregário da Fonseca.

1900 - Domingos Vivácqua.

1900 - Antônio Serapião da Trindade.

1901 - Coronel Francisco António Rodrigues Justo.

1905 - José Antônio Lofêgo.

1909 - José Antônio Lofêgo.

1913 - José Antônio Lofêgo.

Nas eleições realizadas em 1913, José Antônio Lofêgo, que administrava o município desde 1905, foi eleito o primeiro Prefeito de Rio Pardo, iniciando sua administração em 1914. Desta época em diante, é iniciado novo processo administrativo municipal. Pela reforma constitucional os representantes municipais passaram a ter mais autonomia. Os vereadores, compondo a Câmara Municipal, com funções legislativas.

Surge o cargo de Prefeito Municipal, cujas funções são executivas. Nesta época, o mandato do prefeito ainda era de dois anos; somente a partir do ano de 1953 passou a ser de quatro anos.

Prefeitos em ordem cronológica[editar | editar código-fonte]

Mandato Prefeito
1914-1920 José Antônio Lofêgo
1920 Aníbal Freire
1922 Antônio Lofêgo
1924 Coronel Amynthas Osório de Mattos
1928 Coronel Pedro Scardini
1929 Alfredo Hubner
1930 Junta Governativa: Joaquim Cabral, Francisco Lofêgo Netto, Antônio Lacerda
1931 Antônio Lacerda
1932 Adilio Valadão
1936 Hermenegildo Hubner de Miranda
1937 Alfredo Antônio
1947 Jonas Menezes de Castro Lamas
1948 José Raposo
1951 José Roberto de Moraes
1951 João Rios (Checo)
1955 Welphani Machado
1955 José Prottes
1959 Paulo Expedicto Amaral
1963 João Rios
1967 Nahim Alcure
1971 Romeu Rios
1973 José Augusto de Oliveira
1977 Cantídio Roberto de Moraes
1981 Namir Ângelo Gonçalves
1982 Soniter Miranda Saraiva
1983 Lino Garcia
1989 Wellington Firmíno do Carmo
1992 Gumercino Gonçalves Vinand
1997-2000 Herivelton Faria
2001-2004 Lino Garcia
2005-2008 Rogério Cruz Silva
2009-2012 José Ramos Furtado
2013-2016 Rogério Cruz Silva
2017-2020 Weliton Virgílio Pereira

Cultura[editar | editar código-fonte]

Atualmente, a festa mais esperada todo ano é a Caçúcar Rodeio Show, que está em sua oitava edição no ano de 2008. A festa é organizada pela Associação Vida e Ação Zé Gallor e não tem vínculo com a prefeitura.

Ocorre também, em outubro, a festa de comemoração pelo aniversário da cidade.

A partir de 2006, foi incorporado à Programação da Festa de Emancipação Política do Município, o "Desfile Escolar" realizado pelas escolas de ensino público e privado, sob a batuta da Secretaria Municipal de Educação. O evento tem sido considerado uma vitrine cultural em razão da demonstração de criatividade e talento dos alunos e professores.

Artesanato[editar | editar código-fonte]

A palavra arte pode assumir várias significações na linguagem, falando-se da transformação da matéria bruta pelo homem, ela pode representar uma forma de produção quando se desenvolve na procura do útil; ou uma forma de expressão se se desenvolve na procura do belo.[11] O artesanato de Iúna é muito rico em variedade e qualidade. Os artesãos têm o capricho de produzir com muito carinho e apresentar seus trabalhos levando a todos a cultura e nome de Iúna.

Inicialmente tem o café, a maior riqueza do município, já torrado, moído e embalado artesanalmente, que é produzido em algumas propriedades rurais, relembrando a maneira como faziam os antepassados de muitos. A cidade possui uma Cafeteria que faz este trabalho artesanal no próprio espaço, dando a oportunidade de ser tudo observado e explicado pelos proprietários. Os alimentos, como doces de mamão em pedaços, ralado cozido com açúcar mascavo ou rapadura, de abóbora em pedaços e ralado puro ou com coco, doces de figo, goiaba, pêssego, carambola e jaca em calda; os bolos de laranja, milho, coco, as broas de fubá com melado, com erva-doce; os queijos frescal e curado; licores de sabores diversos, quentão; salgados diversos, enfim uma infinidade de guloseimas "da roça" que dão muita água na boca.

O artesanato em crochê com linha e com barbante, tricô, com fitas, bordados, marcados com ponto cruz e outros; pintura em tecido, pintura em telhas, em telas; quadros entalhados na madeira; "biscuit", bijuterias, plantas diversas, e muito mais.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Iúna é uma cidade rica em belezas naturais. Tem potencial para turismo de montanha, aventura, religião, ecológico e agroturismo. Dentre as cachoeiras mais belas, podemos citar a Cachoeira do Rio Claro, Poço das Antas, Cachoeira do Chiador. Em se tratando de aventura, a topografia proporciona a prática de esportes radicais como rapel, tracking e parapente.

O Santuário de Santa Luzia, localizado na Água Santa, local de turismo religioso, onde para aqueles que acreditam, nasce uma pequena fonte de água milagrosa, é palco de peregrinação, não tão intensa, mas que recebe turistas de várias regiões do Brasil, principalmente no dia 13 de dezembro, em que se comemoram os festejos de Santa Luzia. A Igreja Matriz da Paróquia de Nossa Senhora Mãe dos Homens, recentemente reformada, é uma das mais belas do estado.

Referências

  1. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 24 de outubro de 2018 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. a b Navarro, Eduardo de Almeida (1 de janeiro de 2006). Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. [S.l.]: Global Editora. ISBN 9788526010581 
  7. «CityBrazil - História da Cidade de Iúna - Espírito Santo». 4 de março de 2016. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  8. Página oficial do governo do Espírito Santo
  9. Página oficial do governo do Espírito Santo
  10. Revista Século Diário, março de 2001.
  11. «Arte & Artesanato». www.eba.ufmg.br. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  • «gazetaonline». acessado em 2 de dezembro de 2008. 
  • «nu.vitoria-es-brasil». acessado em 2 de dezembro de 2008. 
  • GOMES, Maria Sueli. Novo dicionário escolar português DEAC. Vila Velha: Acervo Cultural, 1996.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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