Iúna

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Município de Iúna
Bandeira de Iúna
Brasão de Iúna
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 11 de novembro de 1890 (127 anos)
Gentílico iunense
Prefeito(a) Weliton Virgilio Pereira (Coronel Welinton) (PV)
(2017–2020)
Localização
Localização de Iúna
Localização de Iúna no Espírito Santo
Iúna está localizado em: Brasil
Iúna
Localização de Iúna no Brasil
20° 20' 45" S 41° 32' 09" O20° 20' 45" S 41° 32' 09" O
Unidade federativa  Espírito Santo
Mesorregião Sul Espírito-santense IBGE/2008[1]
Microrregião Alegre IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Irupi, Ibatiba, Muniz Freire, Ibitirama, Alto Caparaó,Martins Soares, Alto Jequitibá, Manhumirim, Durandé, Lajinha
Distância até a capital 180 km
Características geográficas
Área 460,522 km² [2]
População 29 896 hab. estimativa IBGE/2017[3]
Densidade 64,92 hab./km²
Altitude sede: 670 m
Clima Tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,666 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 230 038,852 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 8 764,05 IBGE/2008[5]
Página oficial

Iúna é um município do brasileiro do estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Iúna" é um termo oriundo da língua tupi, significando "rio preto", através da junção dos termos 'y (água, rio)[6] e un (preto)[6]. É uma tradução para o tupi do antigo nome do município: "Rio Pardo".[7]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2017 era de 29.896[3] habitantes. O município de Iúna é localizado a quinze km da BR-262 e a 180 km da capital do estado, Vitória.

O município tem parte de sua área no Parque Nacional do Caparaó, embora o Pico da Bandeira (ponto culminante do estado) fique no município de Ibitirama. No município de Iúna. fica o Pico do Colosso, com 2 849 metros.

Clima[editar | editar código-fonte]

Sede

Temperatura média anual: 16,8 °C, mínima no Inverno: 8,8 °C máxima no verão: 26 °C, amplitude térmica diária: dez graus centígrados.

Parque Nacional do Caparaó

Temperatura média anual: 11,8 °C, mínima no Inverno: 4,3 °C máxima no Verão 22 °C, amplitude térmica diária: 10 °C.

História[editar | editar código-fonte]

O território que hoje corresponde ao Município de lúna era, antigamente, totalmente coberto pela Mata Atlântica e habitado por diversas tribos indígenas da nação puri. Os puris eram de estatura mediana, de cor morena e cabelos pretos e lisos. Andavam nus, se alimentavam da caça e da pesca, cultivando alguns produtos agrícolas. A história da região do Caparaó pode ser contada a partir da vinda da família real, em 1808. Em 1814, o príncipe regente João, filho de dona Maria I, determinou que as remessas de ouro, pedras preciosas ou madeira fossem feitas obrigatoriamente pelo Rio de Janeiro. Para tanto, o governador da província, Francisco Alberto Rubim, recebeu ordens para construir uma estrada ligando Minas Gerais ao Espírito Santo. Vários povoados se formariam futuramente nesse caminho, em volta dos postos militares então instalados.

Um desses foi o povoado de "São Pedro de Alcântara do Rio Pardo", erguido em volta da capela erguida em 1855 em terreno doado pelo fazendeiro Joaquim Ferreira Val.[8] O povoado foi primeiro subordinado a Vitória e, depois, a Cachoeiro de Itapemirim. Em 1816, o governador Francisco Alberto Rubim, valendo-se da Carta Régia do Príncipe Regente, dom João, ordenou a construção da Estrada São Pedro de Alcântara, que ligava Vitória a Vila Rica, em Minas Gerais. O responsável pela construção em território capixaba foi o Comandante Duarte Carneiro. Para a manutenção da estrada foram estabelecidos quartéis de três em três léguas para que os viajantes pudessem descansar e encontrar proteção contra os constantes ataques das feras e índios, que viam no homem branco um invasor de suas terras.

Em território riopardense, existiam três quartéis: a) Quartel de Chaves, que logo recebeu o nome de Quartel do Rio Pardo, por situar-se às margens de um rio de águas pardas; b) Quartel de Santa Cruz e Quartel do Príncipe. Com o passar dos anos, ao redor do Quartel do Rio Pardo, surgiu a pequena povoação denominada "Arraial de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo". No decorrer do ano de 1845, o missionário capuchinho frei Paulo de Casanova construiu, com o auxílio dos índios puris, a Capela de São Pedro de Alcântara, inaugurada com a presença do Barão de Itapemirim e benzida pelo seu idealizador.

No ano de 1855, o alferes José Joaquim Ferreira Valle doou 42 alqueires de terra para a construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora Mãe dos Homens e expansão do arraial que se formava às margens do Rio Pardo. Contudo, em 1858, Frei Bento di Gênova liderou a construção da capela, que foi inaugurada e dedicada a Nossa Senhora da Pureza. Em 1859, o arraial foi elevado a distrito de Vitória, como nome de Freguesia de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo. Posteriormente, o distrito passou a pertencer ao município de Viana e, em 1867, foi anexado ao recém-criado Município de Cachoeiro de Itapemirim. Em 14 de julho de 1859, o povoado foi elevado à condição de paróquia; em 24 de outubro de 1890, obteve a emancipação de Cachoeiro de Itapemirim. O município foi criado em 11 de novembro de 1890 e instalado em 3 de março de 1891, com o nome de "Rio Pardo".[8] O nome de "Iúna" seria adotado em 1943. Significa "águas pardas", em língua tupi.[9]

Com o crescimento da freguesia, Frei Bento di Gênova construiu a Capela e o Cemitério de São Miguel Archângelo, no qual foi sepultado no dia 2 de janeiro de 1862, pois falecera sentado na Pedra do Pecado, na Água Santa, no dia 1. No período compreendido entre 1865 e 1870, chegaram, à freguesia de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo, diversas famílias de origem portuguesa, remanescentes da Guerra do Paraguai e que receberam, de Sua Majestade Imperial, dom Pedro II, sesmarias no "Sertão do Norte", como era conhecida a extensa região que compunha o distrito de Rio Pardo, abrangendo os territórios que hoje correspondem aos municípios de Castelo, Conceição de Castelo, Venda Nova do Imigrante, Muniz Freire, Ibatiba, Irupi, no Espírito Santo e Lajinha, Chalé, Ipanema, Conceição de Ipanema e Mutum, em Minas Gerais.

Dentre os remanescentes da Guerra do Paraguai, podemos citar: Vicente Antônio da Silveira Leite, Capitão João Ignácio de Almeida, Capitão Quincas Nunes, Tenente Ambrósio Leite, Capitão Francisco Antônio Rodrigues Justo. Ainda no século passado chegaram outras famílias de origem portuguesa, vindas de Minas Gerais: Ferreira Valle, Ferreira da Costa (Felisbino) Ferreira Viana (Laje), Mariano Antônio Pereira (Mariano/Ricarte), Osório Pereira e Osório de Mattos, Maximiniano José de Lima, Trindade, Almeida, Ribeiro de Almeida, Ribeiro Leite, Barbosa, Gonçalves, Castro, Barros, Florindo de Freitas, Machado, Goulart de Almeida, Roberto de Moraes, Gomes, Amorim, Ferreira de Almeida, Ferreira de Amorim (Tebas), Ferreira Rios, Ribeiro Leal, Bernardo, Faria, Teixeira, Fonseca, Oliveira, Souza (Flora).

Também se fixaram em Rio Pardo, no final do século XIX e início do século XX, famílias de outras nacionalidades: a família Lamy - de origem francesa; as famílias Hubner de Miranda, Emerick, Eller, Heringer, Von Randow - de origem alemã. Montenor, Rocen de Poncem - de origem suíça, e a partir da década de 1920, do século atual, os libaneses: Amim, P. Alcure, Fadlalah, Antônio (Mansur Amar), Chequer Bou-Habib, Tanure, Abikahir, Cade, Bechepeche.

Dentre as famílias italianas que imigraram em 1879, podemos citar: Amigo, Bazzarella, Canabarro, Carlomagno, Catalano, Chrispim, Conde, De Biase, Labanca, Lofêgo, Finamore, Galotti, Gioia, Madeira, Mastrotti, Miglioni, Oggioni, Pagani, Pevidor, Poncio, Rossi, Scardini, Scussulini, Vivacqua, Tiengo. E, a partir deste século os Coletta, Campagnaro, Salotto, Bertholini, Quarto, Cassini, Henriques (Juca Italiano), Prottes, Fardim, Tomazzi (Thomaz), Vimercati,Pollastrelli e Finotti.

Em 1879, foi construída a Igreja Matriz de Nossa Senhora Mãe dos Homens, criadas as escolas masculina e feminina da Vila e em 1881 foi instalado o correio. No dia 11 de junho de 1888 foi realizado, na Freguesia de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo, o primeiro casamento civil da província do Espírito Santo, antes mesmo da Proclamação da República.

No dia 24 de outubro de 1890, os moradores de Rio Pardo decidiram pedir à Assembleia Constituinte a criação do município, visando ao crescimento sócio-econômico da extensa região. Com efeito, no dia 11 de novembro de 1890, quando da promulgação da primeira Constituição Republicana do estado do Espírito Santo, os Deputados Constituintes aprovaram o desmembramento do distrito de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo, então pertencente ao Município de Cachoeiro de Itapemirim, criando o Município da Villa do Rio Pardo, com sede na antiga Freguesia de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo e tendo como distritos: Santa Cruz e São Manoel do Mutum.

Em consequência do desmembramento do Município de Cachoeiro de Itapemirim, no dia 3 de março de 1891, foi instalado o primeiro Conselho de Intendência Municipal, composto pelos cidadãos: Wenceslau Carvalho de Oliveira, Tenente Coronel Gabriel Norberto da Silva, Capitão João Osório Pereira, José Maria de Amigo e Antônio Carlos Rodrigues. A Comarca do Rio Pardo foi criada em 1890, teve como pioneiros os Magistrados: Cassiano Cardoso Castello, Augusto Afonso Botelho, Epaminondas Amaral. Na Promotoria, os pioneiros foram Waldemar Pereira (depois Juiz e Desembargador), Eurípedes Queiroz do Valle (depois Juiz e Desembargador).

O primeiro estafeta de Rio Pardo foi o Francisco Augusto de Castro (Chico Augusto), que, montado em sua mula, levava as malas do correio até Muniz Freire, de onde seguiam para Castelo e, daí, de trem, para Cachoeiro de Vitória. Chico Augusto trazia as malas destinadas a Rio Pardo e fazia a distribuição para os destinatários. O primeiro prefeito foi José Antônio Lofêgo, que tomou posse do cargo em 1914, porém, como já era Intendente, administrou o município de 1905 a 1920. Foi o criador da Banda de Música Carlos Gomes, do teatro, do primeiro Jornal "O Boatto" iluminou a rua principal da Vila com lampiões a querosene e construiu o prédio da Prefeitura, inaugurado em 1914 e que hoje abriga a Câmara Municipal, o Sub-Núcleo/Departamento Municipal de Educação e o Museu Histórico da Casa da Cultura.

No ano de 1917, foi fundado o primeiro time de futebol do município, denominado ainda hoje: "Rio Pardo Futebol Clube", com uniforme vermelho e branco. E ficando extinto após muitos anos e ainda Iúna ficou marcada com o famoso bingo vermelho e branco que atraia pessoas de várias cidades do Espírito Santo e Minas Gerais, mas o Rio Pardo Futebol Clube, não resistiu e ficou apenas nas lembranças daqueles que um dia fizeram parte de sua história.

Em 1922, chegaram os primeiros automóveis na antiga Vila do Rio Pardo. Foram recebidos com festa. Integrava a comitiva o coronel Leôncio Vieira de Rezende e outras autoridades. Durante a administração do jovem prefeito Antônio Lofêgo, em 1924, foi construída a primeira usina que gerou a eletricidade para toda a Vila do Rio Pardo, pioneira no sul do Estado. Em 1930 aconteceu a Revolução, sendo deposto o então prefeito Alfredo Hybner e fechada a Câmara, presidida pelo Coronel Pedro Scardini.

A professora Terpsichore Felisberto Lacerda (dona Terpinha) agrupando as escolas feminina e masculina da Vila do Rio Pardo, fundou o Grupo Escolar "Henrique Coutinho", do qual foi a primeira Diretora, idealizadora e construtora do prédio, inaugurado dois anos depois e em funcionamento até os dias de hoje. Em 1943, existiam, no Brasil, três municípios com a denominação de "Rio Pardo": nos estados do Espírito Santo, em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul. Em virtude de lei federal, a duplicidade de nomes foi proibida. O Rio Pardo do Rio Grande do Sul, por ser mais antigo, permaneceu com o nome inalterado. O mineiro passou a denominar-se "Rio Pardo de Minas" e o capixaba foi denominado Iúna, numa homenagem aos primitivos habitantes, banidos de seu território, pois no idioma tupi, lúna significa "águas pardas".

A nova câmara municipal começou a ser construída na rua principal da cidade em um novo prédio moderno e amplo, logo depois de 2000.


Economia[editar | editar código-fonte]

As principais plantações da cidade são as de pinheiros de eucaliptos e de café.[carece de fontes?]Com a implantação do centro comercial que foi citado em projetos anteriores, o município de Iúna tem grandes chances de alavancar sua economia com a adaptação de indústrias. Este projeto, se colocado em prática, ajudará muito no crescimento da economia, criando empregos e desafogando os polos cafeicultores.[carece de fontes?]

Principais datas comemorativas[editar | editar código-fonte]

1816 -Abertura da Estrada São Pedro de Alcântara.

1845 - Construção da Capela de São Pedro de Alcântara.

1855 - Doação dos terrenos para Nossa Senhora Mãe dos Homens.

1858 - Construção da Capela de Nossa Senhora da Pureza.

1859 - Criação do Distrito de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo.

1860 - Inauguração do Cemitério de São Miguel Archângelo.

1862 - Morte de frei Bento di Gênova na Pedra do Pecado, em Água Santa.

1865/1870 - Chegada dos remanescentes da Guerra do Paraguai.

1872 - Chegada dos primeiros italianos em Rio Pardo.

1879 - Construção da Matriz de Nossa Senhora Mãe dos Homens.

1881 - Instalação do correio.

1888 - Realizado o 1° casamento civil do Espírito Santo, em Rio Pardo.

1890 - Criação do Município da Villa do Rio Pardo.

1891 - Instalação do Conselho de Intendência Municipal.

1914 - Posse do 1° Prefeito: José Antônio Lofego e inauguração do Palacete Municipal.

1915 - Fundação do Rio Pardo F. C.

1922 - Chegada dos primeiros automóveis.

1924 - Instalação de energia elétrica.

1930 - Revolução.

1941 - Fundação do Grupo Escolar Henrique Coutinho pela prof. Terpinha Lacerda.

1943 - Mudança do nome para Iúna.

1952 - Fundação da Sociedade Civil Santa Casa de lúna.

1953 - Fundação do Olaria F. C.

1958 - Fundação do Ginásio de lúna pelo Pe. Armando Veiga Santos.

1963 - Fundação da Escola de Comércio ":Pedro J. de Souza", pelo Nagem Abikahir.

1968 - Instalação da Deita Maçônica "Filhos de Luz e Virtude".

1969/1970 - Construção da BR 262.

1970 - Inauguração da atual Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens.

1971 - Fundação do Lions Clube de lúna.

1980 - Fundação do lúna Campestre Clube.

1984 - Fundação da Casa da Cultura lunense.

1988 - Criação da Escola Municipal "Deolinda Amorim de Oliveira".

1990 - Comemoração do 1° Centenário de lúna.

1990 - Inauguração do Parque Municipal de Exposições.

1990 - Inauguração do Lar dos Velhinhos de lúna.

1990 - Inauguração da APAE.

1990 - Inauguração do Ginásio Poliesportivo "Prefeito Romeu Rios".

1991 - Criação da Loja Maçônica Fênix.

1992 - Criação do 1º Colégio particular "Porto Seguro".

1995 - Reabertura do Museu Histórico da Casa da Cultura lunense.

1996- Inauguração do complexo da Beira-Rio: Avenida Deputado João Rios; Praça Jonny Lamas, Rua Capitão João Ignácio de Almeida, Rua José Antônio Lofêgo, Terminal Rodoviário "Antônio Luíz de Castro", Centro Municipal de Saúde, Calçadão do Café, Monumento à Bíblia e Estacionamento da Rua de Lazer.

Histórico administrativo[editar | editar código-fonte]

Em 1890, quando promulgada a Constituição cada município era administrado por um Conselho, denominado "Conselho de Intendência", cujos membros eram titulados "Intendentes" ou "Governadores Municipais".

Cada Conselho elegia, dentre os seus membros, o seu Presidente, para o mandato de um ano. O Presidente do Conselho acumulava as funções legislativa e executiva.

De 1891, quando foi instalado o primeiro Conselho de Intendência da Vila do Rio Pardo, até 1913, quando foi eleito o primeiro Prefeito, administraram o município:

1891 - Wenceslau Carvalho de Oliveira.

1891 - Tiburcio Ribeiro Vellasco.

1891 - Capitão João Osório Pereira.

1892 - Wenceslau Carvalho de Oliveira.

1892 - Antônio Cãndido Lamy.

1893 - Vicentti Scardini.

1894 - Tenente-Coronel Gabriel Norberto da Silva.

1896 - Antônio Serapião da Trindade.

1899 - Major Joaquim Gregário da Fonseca.

1900 - Domingos Vivácqua.

1900 - Antônio Serapião da Trindade.

1901 - Coronel Francisco António Rodrigues Justo.

1905 - José Antônio Lofêgo.

1909 - José Antônio Lofêgo.

1913 - José Antônio Lofêgo.

Nas eleições realizadas em 1913, José Antônio Lofêgo, que administrava o município desde 1905, foi eleito o primeiro Prefeito de Rio Pardo, iniciando sua administração em 1914. Desta época em diante, é iniciado novo processo administrativo municipal. Pela reforma constitucional os representantes municipais passaram a ter mais autonomia. Os vereadores, compondo a Câmara Municipal, com funções legislativas.

Surge o cargo de Prefeito Municipal, cujas funções são executivas. Nesta época, o mandato do prefeito ainda era de dois anos; somente a partir do ano de 1953 passou a ser de quatro anos.

Prefeitos em ordem cronológica[editar | editar código-fonte]

Mandato Prefeito
1914-1920 José Antônio Lofêgo
1920 Aníbal Freire
1922 Antônio Lofêgo
1924 Coronel Amynthas Osório de Mattos
1928 Coronel Pedro Scardini
1929 Alfredo Hubner
1930 Junta Governativa: Joaquim Cabral, Francisco Lofêgo Netto, Antônio Lacerda
1931 Antônio Lacerda
1932 Adilio Valadão
1936 Hermenegildo Hubner de Miranda
1937 Alfredo Antônio
1947 Jonas Menezes de Castro Lamas
1948 José Raposo
1951 José Roberto de Moraes
1951 João Rios (Checo)
1955 Welphani Machado
1955 José Prottes
1959 Paulo Expedicto Amaral
1963 João Rios
1967 Nahim Alcure
1971 Romeu Rios
1973 José Augusto de Oliveira
1977 Cantídio Roberto de Moraes
1981 Namir Ângelo Gonçalves
1982 Soniter Miranda Saraiva
1983 Lino Garcia
1989 Wellington Firmíno do Carmo
1992 Gumercino Gonçalves Vinand
1997-2000 Herivelton Faria
2001-2004 Lino Garcia
2005-2008 Rogério Cruz Silva
2009-2012 José Ramos Furtado
2013-2016 Rogério Cruz Silva
2017-2020 Wellington Virgílio Pereira

Cultura[editar | editar código-fonte]

Atualmente, a festa mais esperada todo ano é a Caçúcar Rodeio Show, que está em sua oitava edição no ano de 2008. A festa é organizada pela Associação Vida e Ação Zé Gallor e não tem vínculo com a prefeitura.

Ocorre também, em outubro, a festa de comemoração pelo aniversário da cidade.

A partir de 2006, foi incorporado à Programação da Festa de Emancipação Política do Município, o "Desfile Escolar" realizado pelas escolas de ensino público e privado, sob a batuta da Secretaria Municipal de Educação. O evento tem sido considerado uma vitrine cultural em razão da demonstração de criatividade e talento dos alunos e professores.

Artesanato[editar | editar código-fonte]

A palavra arte pode assumir várias significações na linguagem, falando-se da transformação da matéria bruta pelo homem, ela pode representar uma forma de produção quando se desenvolve na procura do útil; ou uma forma de expressão se se desenvolve na procura do belo.[10] O artesanato de Iúna é muito rico em variedade e qualidade. Os artesãos têm o capricho de produzir com muito carinho e apresentar seus trabalhos levando a todos a cultura e nome de Iúna.

Inicialmente tem o café, a maior riqueza do município, já torrado, moído e embalado artesanalmente, que é produzido em algumas propriedades rurais, relembrando a maneira como faziam os antepassados de muitos. A cidade possui uma Cafeteria que faz este trabalho artesanal no próprio espaço, dando a oportunidade de ser tudo observado e explicado pelos proprietários. Os alimentos, como doces de mamão em pedaços, ralado cozido com açúcar mascavo ou rapadura, de abóbora em pedaços e ralado puro ou com coco, doces de figo, goiaba, pêssego, carambola e jaca em calda; os bolos de laranja, milho, coco, as broas de fubá com melado, com erva-doce; os queijos frescal e curado; licores de sabores diversos, quentão; salgados diversos, enfim uma infinidade de guloseimas "da roça" que dão muita água na boca.

O artesanato em crochê com linha e com barbante, tricô, com fitas, bordados, marcados com ponto cruz e outros; pintura em tecido, pintura em telhas, em telas; quadros entalhados na madeira; "biscuit", bijuterias, plantas diversas, e muito mais.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Iúna é uma cidade rica em belezas naturais. Tem potencial para turismo de montanha, aventura, religião, ecológico e agroturismo. Dentre as cachoeiras mais belas, podemos citar a Cachoeira do Rio Claro, Poço das Antas, Cachoeira do Chiador. Em se tratando de aventura, a topografia proporciona a prática de esportes radicais como rapel, tracking e parapente.

A Água Santa local religioso onde, para aqueles que acreditam, nasceria um pequeno córrego de águas milagrosas é palco de peregrinação, não tão intensa, mas que recebe turistas de várias regiões do Brasil. A Paróquia da Senhora Mãe dos Homens, recentemente reformada, é uma das mais belas do estado.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Estimativa populacional 2017 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 30 de agosto de 2017. Consultado em 31 de agosto de 2017 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. a b Navarro, Eduardo de Almeida (1 de janeiro de 2006). Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. [S.l.]: Global Editora. ISBN 9788526010581 
  7. «CityBrazil - História da Cidade de Iúna - Espírito Santo». 4 de março de 2016. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  8. a b PRODEST. «Governo ES». es.gov.br. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  9. Bigio, Marilza (25 de novembro de 2005). «lúna, capital do café: uma história de lutas, sonhos e conquistas - Sangue, suor, flores e bordados». Século Diário. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  10. «Arte & Artesanato». www.eba.ufmg.br. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  • gazetaonline acessado em 2 de dezembro de 2008.
  • nu.vitoria-es-brasil acessado em 2 de dezembro de 2008.
  • GOMES, Maria Sueli. Novo dicionário escolar português DEAC. Vila Velha: Acervo Cultural, 1996.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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