Ibitirama

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Município de Ibitirama
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 15 de setembro
Fundação 1988 (28–29 anos)
Gentílico ibitiramense
Prefeito(a) Javan de Oliveira Silva (PSD)
(2009–2012)
Localização
Localização de Ibitirama
Localização de Ibitirama no Espírito Santo
Ibitirama está localizado em: Brasil
Ibitirama
Localização de Ibitirama no Brasil
20° 32' 27" S 41° 40' 01" O20° 32' 27" S 41° 40' 01" O
Unidade federativa  Espírito Santo
Mesorregião Sul Espírito-santense IBGE/2008[1]
Microrregião Alegre IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Iúna (norte), Alto Caparaó (oeste), Dores do Rio Preto, Divino de São Lourenço, Guaçuí e Alegre (sul) e Muniz Freire (leste)
Distância até a capital 222,5 km
Características geográficas
Área 329,451 km² [2]
População 9 393 hab. IBGE/2014[3]
Densidade 28,51 hab./km²
Altitude 770 m
Clima Tropical de Altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,622 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 66 052,685 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 7 146,24 IBGE/2008[5]
Página oficial
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Ibitirama (desambiguação).

Ibitirama é um município do estado do Espírito Santo, no Brasil.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

"Ibitirama" é um vocábulo tupi que significa "montanha promissora", a partir da junção dos termos ybytyra ("montanha") e ram ("promissor")[6].

História[editar | editar código-fonte]

No ano de 1820, o capitão-mor Manoel João Esteves partiu de Mariana, sede do bispado criado em 1745, que possuía o domínio eclesiástico sobre toda região. Após vários dias de caminhada, encontrou a Serra do Caparaó. Prosseguiu viagem subindo o Rio Itapemirim, desbravando e distribuindo terras aos seus companheiros. Desta forma, foram sendo formados diversos povoados que, mais tarde, se transformariam nos distritos de Alegre. O capitão ficou nas cercanias do Caparaó, denominando a região Fazenda Santa Marta, onde permaneceu até 1855, ano de seu óbito, aos 77 anos. A região continuou a ser povoada por agricultores, formando-se, então, o povoado conhecido como Arraial de Santa Bárbara.

No ano de 1892, chegou à região de Itaipava Augusto Teixeira Alves Correa, oficial do registro civil que, no dia 10 de Fevereiro do mesmo ano, realizou o primeiro casamento da região, sendo contraentes Antônio Albino de Souza e Maria Jozefa Bragança. Nesta mesma época, a vila deixou de pertencer a Itaipava e passou a ser denominada Distrito do Caparaó.

Em 1899, Honório Barbosa Lima vendeu uma propriedade a Joaquim Pereira e Maria Rita de Jesus, sendo eles um dos primeiros colonizadores da região.

Cândida Maria de Assis, nora de José Joaquim Pereira, por ocasião do falecimento de seu marido Silvério José Pereira, herdou a propriedade e, em 20 de março de 1917, assinou o auto-de escritura pública de doação ao Bispado de Cachoeiro de Itapemirim.

A partir de 1917, aproximadamente, começaram a chegar à região imigrantes italianos, portugueses,, libaneses, suíços e espanhóis.

Em 1964, em Ibitirama, ocorreu a Guerrilha do Caparaó, movimento formado por dezessete pessoas que visava a combater a ditadura militar brasileira. Depois de seis meses, após serem delatados por um farmacêutico da cidade de Espera Feliz aos policiais do destacamento local e esses policias terem comunicado o fato ao comando do Batalhão da Polícia Militar em Manhuaçu, chegaram ao Caparaó soldados da Polícia Militar de Minas Gerais. Em 30 de abril de 1967, foram presos. sem resistência, Amaranto Rodrigues, João da Silva, Nilton Soares de Castro, Edivaldo Mello, Jorge José da Silva, Arakem Vaz Galvão, Avelino Capitani e o comandante da guerrilha Amadeu Felipe.

No ano de 1965, com a política de erradicação dos cafeeiros e desativação do ramal ferroviário (Carangola – Cachoeiro de Itapemirim, passando por Guaçuí e Alegre – antiga Leopoldina), que propiciava o escoamento dos produtos da região até o porto de Barra de Itapemirim, com o impulso da inúustria automobilística, a abertura de novas frentes de trabalho nas siderúrgicas nacionais, o então Distrito de Santa Bárbara foi vítima do êxodo rural. Com isso, uma parada brusca se deu em seu desenvolvimento e em sua economia, havendo, desde então, um grande retrocesso.

Em 31 de dezembro de 1973, pelo Decreto-lei Estadual 15 177, o Distrito de Santa Bárbara do Caparaó passou a denominar-se Ibitirama.

O fluxo migratório começa a ser contido em 1978, devido à reativação da produção cafeeira, à instalação de novas escolas de primeiro e segundo graus, à ação do Instituto Capixaba de Pesquisas, e da Assistência Técnica e Extensão Rural, à ação da Igreja Católica e de igrejas evangélicas, à instalação de uma agência da fazenda estadual, do Banco do Estado do Espírito Santo e de unidades sanitárias.

Ibitirama nasceu às margens do Rio Braço Norte Direito, o mais importante da região. Possui uma área de 325,6 km², equivalente a 0,73 por cento do território estadual. Limita-se ao norte com Iúna, ao sul com Alegre e Guaçuí, a leste com Muniz Freire e a oeste com Dores do Rio Preto e Divino de São Lourenço.

Coroada de êxito, uma luta iniciada ainda na década de 1970, por Antônio Lemos Júnior, prefeito de Alegre, levou o distrito a conseguir sua emancipação política. A soma de esforços dos ibitiramenses, confiantes no potencial da região, aliado à determinação do então deputado estadual Paulo Lemos, foram decisivos na luta da emancipação que ocorreu em 15 de setembro de 1988, com o governador do estado Max de Freitas Mauro sancionando a Lei 4 161 de emancipação de Ibitirama à condição de município.

Logo após a emancipação, o então prefeito Luciano Duarte governou o município de Ibitirama durante o ano de 1989. Eleito pelo voto direto, assumiu, em janeiro de 1990, Geraldo Gomes de Carvalho, que governou durante três anos.

Apesar de ser um município jovem, pode-se observar que sua história política foi conflituosa, pois, em apenas dezessete anos, Ibitirama está no seu sétimo prefeito, sendo eles: 1° Prefeito - Geraldo Gomes de Carvalho - 1990/1992 2° Prefeito - José Mataveli Neto - 1993 3° Prefeito - João Soares de Azevedo - Interventor - Abril a Junho de 1993 4° Prefeito - Sebastião Gonçalves da Silva - Junho de 1993/1996 5° Prefeito - Geraldo Gomes de Carvalho – 1997/2000 6° Prefeito - Paulo Lemos Barbosa - 2001/2004 7° Prefeito - Paulo Lemos Barbosa - 2005/ 2008 8º Prefeito - Javan de Oliveira Silva - 2009/2012

Geografia[editar | editar código-fonte]

Mais da metade do município é ocupado pelo Parque Nacional do Caparaó.

O município fica localizado na Serra do Caparaó. O relevo é bastante acidentado e montanhoso, com altitude média superior a 1 500 metros. O Pico da Bandeira, com 2 891,98 metros de altitude, fica localizado no município e se caracteriza como o ponto mais elevado do Espírito Santo e de Minas Gerais e o terceiro do país.

Os pontos mais altos do município são: Pico da Bandeira (2.892 metros), Pico do Calçado (2.849 metros) e o Pico do Tesouro ou dos Cabritos (2.620 metros).

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A bacia que compõe a paisagem hidrográfica do Município é a do Rio Itapemirim, destacando-se como principais cursos de água os rios Braço Norte Direito e Santa Clara, além do Rio Preto.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é Tropical de altitude Cwa. Com verões quentes e úmidos e invernos secos e relativamente frios a amenos. O outono e a primavera são estações de transição entre o inverno e o verão e apresentam as características destas duas estações com dias amenos ou quentes.

Gráfico climático para Ibitirama, Espírito Santo
J F M A M J J A S O N D
 
 
221
 
29
18
 
 
131
 
29
18
 
 
133
 
29
17
 
 
79
 
27
15
 
 
49
 
26
13
 
 
17
 
25
11
 
 
31
 
24
10
 
 
29
 
25
11
 
 
52
 
26
14
 
 
125
 
27
15
 
 
180
 
28
17
 
 
223
 
28
17
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Somar Meteorologia

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ibitirama - povoado do município de Monte Alto (SP).

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Estimativa populacional 2014 IBGE». Estimativa populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2014. Consultado em 29 de agosto de 2014 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm