Itajá (Rio Grande do Norte)

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Município de Itajá
"Terra da Carnaúba"
Bandeira de Itajá
Brasão de Itajá
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 26 de junho
Fundação 1992
Gentílico itajaense
Padroeiro(a) São Vicente Férrer
CEP 59513000
Prefeito(a) Alaor Ferreira Pessoa Neto (PSD)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Itajá
Localização de Itajá no Rio Grande do Norte
Itajá está localizado em: Brasil
Itajá
Localização de Itajá no Brasil
05° 38' 39" S 36° 52' 17" O05° 38' 39" S 36° 52' 17" O
Unidade federativa Rio Grande do Norte
Mesorregião Oeste Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Vale do Açu IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Açu, Ipanguaçu, São Rafael, Paraú, Angicos e Santana do Matos
Distância até a capital 200 km[2]
Características geográficas
Área 203,622 km² [3]
População 7 515 hab. IBGE/2017[4]
Densidade 36,91 hab./km²
Altitude 55 m
Clima semi-árido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,624 médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 27 133,275 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 4 111,73 IBGE/2008[6]
Página oficial
Prefeitura http://itaja.rn.gov.br/

Itajá é um município brasileiro localizado no interior do estado do Rio Grande do Norte, situado na Região Nordeste do país. Pertence a microrregião do Vale do Açu e a Mesorregião do Oeste Potiguar. Encontra-se à 200 km da capital do estado, Natal (Rio Grande do Norte).

Ocupa uma área de 203.622 quilômetros quadrados, sendo o octogésimo sétimo maior município potiguar em território. Sua população no censo demográfico de 2016 era de 7.515 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo então o nonagésimo mais populoso do estado.

História[editar | editar código-fonte]

O povoamento do Itajá está intimamente ligado aos demais municípios do Rio Grande do Norte, principalmente, os que foram colonizados no alto Sertão e Centro-Norte deste Estado. Os fundadores de colonização foram lançados por volta de 1800 (ano considerado como data de sua fundação) quando surgiu um núcleo de povoação em torno de uma fazenda dedicada inteiramente á criação de gado. Antes, porém, de lançados os fundamentos de colonização no idos de 1800, alguns grupos da grande nação indígena janduís  já habitavam as terras que hoje fazem parte do município de Itajá. Seu precursor foi o alferes Guilherme Lopes Viégas. Pernambucano de raízes portuguesa e espanhola, o alferes Guilherme Lopes Viégas, se estabeleceu no local dele chamado de Pernambuquinho, numa justa homenagem á sua terra Pernambuco. Seus assentamentos se fizeram notados, além do Itajá e Angicos, também em Pedro Avelino. As terras do “Saco”, hoje Itajá, por equívoco e/ou, até mesmo, por má fé foram incorporadas indevidamente, em 1865, ao Patrimônio Eclesiástico do Rio Grande do Norte, por doação dos irmãos de Guilherme Lopes - o capitão Alexandre Lopes Viégas e Damásia Lopes Viégas, no que mereceu por parte do alferes Guilherme Lopes Viégas, forte contestação em virtude de dúvidas surgidas na escritura lavrada em cartório. Insatisfeito com a falta de lisura dos irmãos Alexandre e Damásia, o alferes Guilherme Lopes Viégas, requereu denominação judicial, a fim de corrigir o erro e, a todo custo, manter o seu direito de posse e herança respeitados. Os trabalhos de denominação foram realizados em 15 e 16 de setembro de 1865, em razão de contestação por Guilherme Lopes Viégas, via judicial, tendo obtido vitória com suas terras excluídas do Patrimônio Eclesiástico do Rio Grande do Norte, e reintegrando-se na posse das mesmas. Primitivamente, a povoação denominou-se Saco, designação esta, em alusão a forma de um saco, onde tudo começou no local originariamente denominado de Pernambuquinho por seu fundador. Muito depois, foi mudando para Itajá (julho 1956), em razão de suas terras estarem assentados em terrenos pedregosos e escarpados, na sua maioria, diferentemente de uma pequena área encravada no úmido do Vale do Açu, formando um verdadeiro contraste entre a pedra e a várzea. A origem do nome Itajá vem do tupi-guarani, que quer dizer terreno de pedras. Itá = pedra + aja = terreno.

Fonte: Livro Itajá dos Lopes – 2ª Edição Autor: Evangelista Lopes.  (Adaptado)

Geografia[editar | editar código-fonte]

Bairros[editar | editar código-fonte]

  • Antônio Jota
  • Barro Vermelho
  • Centro
  • Luiz Inácio da Silva
  • Iguaraçu
  • São Manoel
  • João Leopoldo Lopes
  • Francisco Euzébio de Figueiredo (Quilombo)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Possui Barragem Armando Ribeiro Gonçalves e consequentemente o Rio Açu.

Educação[editar | editar código-fonte]

A Rede Municipal de Ensino conta com cinco escolas. São elas:

  • Escola Municipal Vereador João Medeiros Lopes
  • Escola Municipal Libânia Lopes Pessoa
  • Escola Municipal Joaquim Feliciano da Rocha
  • Escola Municipal Maria Lindalva da Cunha
  • Escola Municipal Cecília Cândido da Silva

Essas escolas, juntas, atendem em torno de 1700 crianças e adolescentes, por meio das modalidades: Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II.

O Ensino Médio e o Programa Educação de Jovens e Adultos (EJA) ficam a cargo da Rede Estadual de Ensino, composta pelas escolas estaduais João Tertulino Lopes e João Manoel Pessoa, atendendo cerca de 1000 alunos.

Economia[editar | editar código-fonte]

  • SETOR AGROPECUÁRIO

A agropecuária vem se mantendo, ao lado do Pólo Cerâmico, como uma das principais fontes econômicas do Itajá, pelo valor representativo de sua produção e renda.

Agricultura: Esta, tem seu espaço tradicional na economia do município, que tem como produtos principais, o feijão irrigado e de vazantes, o milho, a batata-doce, a melancia, o jerimum e as plantações de frutas e verduras.

Pecuária: Ultimamente, a pecuária vem crescendo o seu valor de produção, representada, principalmente, pelos rebanhos: bovinos (2.200 cabeças), ovinos (2.800 cabeças), caprinos (1.860 cabeças), suínos (350 cabeças). Em menor escala, surgem os asininos (170 cabeças) e os muares (35 cabeças). Os bovinos, são responsáveis pela maior produção, que consiste em leite, creme/nata, manteiga e queijo, além de carnes e peles. Pela sua razoável produção de leite, o Itajá faz parte da Bacia Leiteira de Assu. Em segundo plano, vêm os ovinos e caprinos, que respondem por uma boa produção de carnes e peles.

  • SETOR PESQUEIRO

Com o advento da barragem Armando Ribeiro Gonçalves, o Itajá vem se destacando como grande produtor de pescado de água-doce do Rio Grande do Norte, representado pelas espécies como tilápia, tucanaré, pescada, tambaqui, piau e camarão, entre outras espécies. Os açudes do Saco, no entorno da cidade, Mundo Novo e Areias, bem como as lagoas da Acauã e Jiqui, respondem por uma boa produção de pescado. Além do consumo interno, Itajá exporta sua produção pesqueira, principalmente, para Natal (Rio Grande do Norte), Mossoró, Parnamirim (Rio Grande do Norte) e Macaíba, com um bom incremento de receita na sua economia.

  •  SETOR INDUSTRIAL

Mesmo não possuindo indústrias diversificadas, o Pólo Ceramista do Itajá é bem representativo para sua economia e da Microrregião do Vale do Açu. Contando com um excelente solo sílicoargiloso, a indústria cerâmica se expandiu de tal forma, que o município se vê numa cômoda posição de destaque como Pólo Ceramista do Rio Grande do Norte. Basicamente, a boa receita desta indústria de transformação, consiste na exportação de telhas, tijolos e lajotas que se destinam para as principais cidades do Estado, notadamente para Natal (Rio Grande do Norte), bem como para outras cidades dos estados da Paraíba e de Pernambuco. Em breve, o Pólo Ceramista do Itajá e suas adjacências, serão beneficiados pelo Projeto do Gasoduto interligando Guamaré ao Seridó, que já se encontra como meta do Governo do Estado.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. FEMURN. «Distâncias dos Municípios do Rio Grande do Norte a Natal-RN». Consultado em 13 de agosto de 2011. 
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 4 de setembro de 2013. 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
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