Paraú

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Município de Paraú
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Fundação 10.05.1962
Gentílico parauense
CEP 59.660-000
Prefeito(a) Socorro Paula (Prefeita Interina)
Localização
Localização de Paraú
Localização de Paraú no Rio Grande do Norte
Paraú está localizado em: Brasil
Paraú
Localização de Paraú no Brasil
05° 46' 26" S 37° 06' 03" O05° 46' 26" S 37° 06' 03" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Oeste Potiguar IBGE/2008 [1]
Microrregião Médio Oeste IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Upanema, Açu, Triunfo Potiguar , Campo Grande e Jucurutu (Rio Grande do Norte)
Distância até a capital Não disponível
Características geográficas
Área 383,214 km² [2]
População 3 859 hab. IBGE/2017[3]
Densidade 10,07 hab./km²
Altitude 62 m
Clima semi-árido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,603 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 14 492,906 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 634,13 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura http://parau.rn.gov.br/

Paraú é um município brasileiro no estado do Rio Grande do Norte, localizado na microrregião do Médio Oeste. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2003 sua população era estimada em 4.118 habitantes. Área territorial de 383.214 km².

Por proposta de um vereador, foi criada uma lei e realizado um plebiscito que alterou o nome do município para Espírito Santo do Oeste em abril de 1998. No entanto, dois anos depois, a alteração foi impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que não homologou a alteração, voltando o município ao seu nome original.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes da região correspondente hoje ao município de Paraú foram os índios tapuias, da nação dos Tarairius e da tribo Pegas. Os tapuias habitavam o interior de praticamente todo o nordeste, desde a Bahia até os sertões de estados como Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Dividiam-se em várias tribos e grupos. Outros nomes também são atribuídos aos nossos Pegas como Ariús, Ariás, Uriús e Ária. Eles habitavam desde as imediações do Vale do Açu até o Seridó. Esses índios eram nômades, ou seja, não tinham uma morada fixa.

O primeiro marco de povoamento se deu na Fazenda Espírito Santo (hoje chamada Paraíso), pertencente a família de Gerônimo Martins Peixoto, pai de Padre Amaro Theot Castor Brasil. Padre Amaro junto a três irmãos lutaram bravamente na guerra do Paraguai entre os anos de 1865 e 1870, voltando condecorados. No ano de 1872 foi erguida uma capela em devoção a Nossa Senhora da Piedade na fazenda onde residiam, cumprindo assim uma promessa feita por sua mãe.

Em 1898, por incentivo de uma tia por nome de Raulinda, Padre Amaro doou umas braças de terra para ali se construir uma capela sob a invocação do Divino Espírito Santo, mas no ano de 1900 foi transferido para a cidade de Maués no Acre e assim não concretizou a construção.

A população se adensou na Fazenda Espírito santo propriedade de Luiz Justino de Oliveira Gondim. O mesmo nasceu na fazenda Cachoeira, em 1865. Aos 23 anos, mudou-se para a Fazenda Espírito Santo, casando-se com Maria Damásia Gomes, estabelecendo-se numa casa de taipa, com pequeno negócio de compra e venda que prosperando proporcionou a abertura de casas comerciais em outros municípios. Ali permaneceu, mesmo após o falecimento de sua esposa, empenhou-se em fazer progredir a sua terra, pelo bem comum.

Em 1911, casa-se novamente, com Maria Siqueira Cabral, iniciando-se no ano seguinte, a construção da capela à devoção do Divino Espírito Santo (Só em 1940 foi reformada).

O município teve a sua emancipação política aos 10 de maio de 1962, quando foi desmembrado do município de Augusto Severo (atual Campo Grande).

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Consulta de área, população e dados básicos dos municípios». Cidades e Estados do Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2017. Consultado em 30 de outubro de 2017 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 4 de setembro de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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