José de Bragança, arcebispo de Braga

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José de Bragança ou José Carlos de Bragança (Lisboa, 6 de Maio de 1703 - Ponte de Lima, 3 de Junho de 1756) foi filho ilegítimo do rei Pedro II de Portugal, de uma relação que este manteve com Francisca Clara da Silva.

Legitimado, criou-se com D. Miguel na casa do secretário Bartolomeu de Sousa Mexia até a época em que João V de Portugal deu-lhe lugar de destaque em sua corte. Comendador de Santa Maria de Almourol, Santa Maria de Olhos e de São Salvador de Lavre, na Ordem de Cristo.

Em 1724 escapou milagrosamente do naufrágio onde D. Miguel desapareceu.

Desde cedo, o infante Dom José foi condicionado para a vida religiosa, licenciou-se na Universidade de Évora em Teologia, tendo sido eleito arcebispo de Braga em 1739 (embora sagrado somente em 1741). Arcebispo de Braga e Évora, foi Primaz da Espanha e Portugal. Foi sepultado na Sé Arquiepiscopal bracarense.

Arcebispo de Braga[editar | editar código-fonte]

Normalmente a cátedra bracarense era ocupada por um Arcebispo indicado pelo Rei e confirmado pelo Papa. Por vezes as opiniões não se conciliavam e o corte de relações era inevitável. Raras vezes isso acontecia, mas na primeira metade do século XVIII, acentuando mais a desavença, sucedeu que a individualidade indicada pelo Rei não mereceu o consenso do Papa, e então o corte de relações entre a Santa Sé e Portugal, continuou. Vários anos se manteve esta situação sendo então a Arquidiocese governada durante esse espaço de anos pelo Cabido.

Em 11 de Fevereiro de 1739, Dom João V, sem a aquiescência da Santa Sé, apresentou seu irmão legitimado, Dom José de Bragança, como Arcebispo de Braga. A notícia só chegou à Capital do Minho no 25 do mesmo mês. Os bracarenses, rejubilaram não só porque há mais de dez anos a igreja de Braga, vivia órfã de pai Espiritual, como também por ser nomeada uma personalidade de tão alta hierarquia.

Compostas as diferenças entre o Reino de Portugal e a Santa Sé, graças à acção do Papa Bento XIV, um dos Papas mais amigos dos portugueses, em 19 de Dezembro de 1740, no 1.º Ano do pontificado, confirmou a eleição que Dom João fizera de seu irmão para Arcebispo de Braga, como se prova pela Bula Divina disponente clementia.

À frente da sé primaz sucedeu-lhe um outro bastardo régio, Gaspar de Bragança, filho do seu meio-irmão João V de Portugal.

Entre as suas obras mais notáveis na cidade está o complexo Sete Fontes, que permitiu abastecer a cidade com água potável durante séculos.

Precedido por
João da Mota e Silva
Brasão arquiepiscopal
Arcebispo Primaz de Braga

1741 - 1756
Sucedido por
Gaspar de Bragança