Luedji Luna

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Luedji Luna
Predefinição:Imagem/luedji
Informação geral
Nome completo Luedji Gomes Santa Rita
Nascimento 25 de maio de 1987 (33 anos)
Local de nascimento Salvador, Bahia
Brasil
Origem Salvador
Nacionalidade brasileira
Gênero(s) R&b, jazz, blues e MPB
Ocupação(ões) cantora e compositora
Gravadora(s) YBmusic
Página oficial www.luedjiluna.com.br

Luedji Gomes Santa Rita, mais conhecida como Luedji Luna (Salvador, 25 de maio de 1987) é uma cantora e compositora brasileira.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida no Cabula e criada em Brotas, bairros de Salvador, filha de Orlando e Adelaide, um historiador e uma economista, ambos funcionários públicos e militantes do movimento negro de Salvador, Luedji cresceu sabendo sobre luta, política e revolução, mas demorou até encontrar seu espaço no mundo. A música sempre esteve presente em sua vida, visto que seu pai é músico, e foi um dos integrantes do grupo musical Raciocínio Lento, também formado por diversos músicos e compositores de Salvador.[2]

Em entrevistas, revelou que sofria racismo na infância, em sua escola, por parte dos colegas, e que isto a afetou profundamente, podendo transformar esta dor em arte. Luedji começou a compor suas canções aos 17 anos, onde já cantava informalmente em bares da sua cidade natal. No ano de 2007 foi aprovada no vestibular e ingressou no curso de Direito, da Universidade do Estado da Bahia. Apesar disto, optou por não exercer a profissão para dedicar-se exclusivamente a música. Em 2011 começou a estudar canto popular na Escola Baiana de Canto Popular.[2]

Em 2012 participou da oficina "AlimaCanta", de Canto Essencial, ministrada por professores argentinos. Também em 2012, na cidade de Salvador, passou a fazer parte do Bando Cumatê, um projeto cultural coletivo que trabalha com pesquisa, difusão e fomentação de manifestações artísticas tradicionais da cultura brasileira.[2]

Em 2015 mudou-se para São Paulo.[3] Suas músicas retratam o preconceito racial, feminismo, empoderamento feminino, especialmente da mulher negra, retratando a cultura afro-brasileira em suas vestimentas, demonstrando em suas letras a africanidade do brasileiro, cantando sobre religiões de matriz africana, ervas e costumes brasileiros oriundo da cultura africana. Suas músicas mesclam ritmos afro-brasileiros, R&B, jazz e blues, além da MPB.[2]

Carreira[editar | editar código-fonte]

A partir do ano de 2011 apresentou-se em recitais nos principais palcos de Salvador, atuando também como cantora da noite nos bares, principalmente em Rio Vermelho, bairro boêmio da cidade. No ano de 2013 tornou-se a vencedora da etapa regional do "Festival da Canção Francesa", realizado na Aliança Francesa. No mesmo ano, cantou no espetáculo "Ponto Negro em Tela Branca", da diretora Kléia Maquenda.[2]

Neste mesmo ano de 2013, foi uma das fundadoras do coletivo de compositoras M.O.V.A, da cidade de Salvador. No ano seguinte, em 2014, lançou o single "Dentro ali", com as faixas autorais "Asas", "Eu rio" (ou águas de Júnia) e "Às cegas", esta última em parceria com Emillie Lapa, além da faixa-título "Dentro ali". Em 2015 finalizou o CD "UnsZansoutros", projeto junto a compositores baianos da nova geração. O grupo foi um dos participantes do evento "Tributo aos Novos Baianos", realizado pelo site Jardim Elétrico, em São Paulo, reunindo artistas variados, tais como Cícero, A Banda Mais Bonita da Cidade, Diogo Poças e Thamires Thanouss, além do coletivo Uns Zanzoutros, representante baiano no tributo.[2]

Ainda em 2015, apresentou-se em São Paulo e no Rio de Janeiro, acompanhada pela violonista e cantora Emillie Lapa. Também no Rio de Janeiro, abriu o show da cantora Teka Balluthy e Convidadas (Késia Estácio e Juliana Diniz), no projeto "Foco MPB". Montou o espetáculo intitulado "Fiz uma canção para o vento", com o qual percorreu diversos lugares de Salvador, destacando-se o Teatro XVIII.[2]

Com produção de Sebastian Notini, em 2017, lançou o seu primeiro álbum "Um Corpo no Mundo" trabalho predominantemente autoral, pela gravadora YBmusic.[4][5] A faixa Iodo+Now Frágil foi escrita por tatiana nascimento.[6][7]

Em 2018 foi lançado no Japão e em 2019, na Europa, pelo selo Sterns Music[4]. Concomitante ao lançamento Europeu, realizou sua primeira turnê internacional.[3][5]

A apresentação do álbum em Portugal deu-se em Julho de 2019, com espectáculos em Lisboa, na Casa da Música, no Porto, na Madeira e Sines, no Festival de Músicas do Mundo.[4][8]

Referências

  1. http://www.dicionariompb.com.br/luedji-luna
  2. a b c d e f g CartaCapital, Redação (29 de maio de 2017). «Luedji Luna: do Cabula para o mundo». CartaCapital. Consultado em 6 de julho de 2020 
  3. a b Oliveira, Joana (12 de maio de 2019). «"Queria ser a Luedji dos meus pais, do projeto político, mas a Luedji mesmo é cantora e compositora"». EL PAÍS. Consultado em 6 de julho de 2020 
  4. a b c Pacheco, Nuno. «Luedji Luna: Vitória de Bolsonaro "é o reflexo dos avanços que as minorias conquistaram"». PÚBLICO. Consultado em 6 de julho de 2020 
  5. a b «Luedji Luna: "Falar de amor é tão necessário quanto de racismo"». Revista Glamour. Consultado em 6 de julho de 2020 
  6. «tatiana nascimento, 37». Revista Seca. Consultado em 6 de julho de 2020 
  7. «'Iodo + Now Frágil' from 'Luedji Luna' by Ad Ferrera». Luedji Luna. Consultado em 6 de julho de 2020 
  8. «Luedji Luna | Música in Lisboa». Time Out Lisboa. Consultado em 6 de julho de 2020 
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