Magna moralia

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Magna Moralia (em grego antigo, Ηθικά Μεγάλα, transl. Etiká Megala; em português, "Grande moral" ou "Grande ética") é o título latino de um tratado atribuído a Aristóteles.

Vários eruditos, notadamente Friedrich Schleiermacher, Hans von Arnin e J. L. Ackrill, consideram Magna Moralia como um trabalho autêntico de Aristóteles. Neste caso, seria uma obra menos madura que suas outras obras sobre ética, tais como a Ética a Nicômaco, Ética a Eudemo e Das virtudes e vícios. Há um debate sobre se Magna Moralia seria mais próxima à Ética a Eudemo ou à Ética a Nicômaco.

Hans von Arnim (1859 - 1931) acreditava que Magna Moralia seria a obra ética mais antiga de Aristóteles, anterior a la Ética a Eudemo. Mas grande parte dos filólogos dos séculos XIX e XX a consideram como uma obra espúria, escrita posteriormente, por discípulos de Aristóteles.[1]

Desde o ponto de vista doutrinal, Magna moralia mantém uma concordância substancial com a doutrina do bem e da virtude que aparece nas outras obras éticas de Aristóteles. Todavia, o texto, tal como chegou à nossa época, apresenta características estilísticas e terminológicas que levam a considerá-lo posterior a Aristóteles.[2]

A história do nome Magna Moralia não pode ser traçada antes do reinado de Marco Aurélio. O professor Henry Jackson sugere que a obra tenha adquirido esse nome porque os dois rolos em que é dividida teriam parecido maiores na estante, em comparação aos oito da Ética a Eudemo(Ηθικά Ευδήμεια), apesar de esta última ser duas vezes maior[3]. Magna Moralia é também mais curta do que a Ética a Nicômaco (Ηθικά Νικομάχεια).

O Comentário sobre Jó do Papa Gregório I (c. 540 - 604) também é chamado às vezes de Magna Moralia.[4]

Referências

  1. Walzer, Richard. Magna Moralia und aristothelische Ethik. Berlim, 1929.
  2. Alberto Jori: Aristotele, Milão, 2003, pág. 413.
  3. G. Cyril Armstrong, Introduction to the "Magna Moralia", in Aristotle, Metaphysics X-XIV, Oeconomica, and Magna Moralia, Loeb Classical Library (Cambridge, MA: Harvard University Press, 1947),427-8.
  4. Loyn, Henry R. (org.) Dicionário da Idade Média. Rio de Janeiro: Zahar, 1990, p. 173.

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