Marwan II

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Maruane II
14º e último Califa Omíada
Dirrã do califa Maruane II
Governo
Reinado 744-750
Antecessor(a) Ibrahim
Sucessor(a) As-Saffah (abássidas)
Abderramão I (omíadas de Córdova)
Dinastia Omíadas
Vida
Nome completo مروان بن محمد بن مروان بن الحكم
Nascimento 688
Morte 750
Filho(s) Ubaidalá e Abdalá
Pai Maomé ibne Maruane

Maruane ibne Maomé ibne Maruane (em árabe: مروان بن محمد بن مروان بن الحكم; transl.: Marwan ibn Muhammad ibn Marwan , lit. "Maruane, filho de Maomé, filho de Maruane"), também conhecido apenas como Maruane II ou Marwan II, foi o último califa omíada, com reinado entre 744 e sua morte, em 750.

General e governador[editar | editar código-fonte]

Em 732-733 (114AH), o califa Hixam ibne Abdal Malique escolheu Maruane como governador da Armênia e do Azerbaijão. Em 735-736, Maruane invadiu a Geórgia, devastou-a e tomou três fortalezas que estavam nas mãos dos alanos, celebrando, por fim, uma paz com Tumanshah. Quatro anos depois, ele lançou novos ataques e conseguiu arrancar tributos de seus inimigos. Em 744-745, ao saber que havia uma complô para derrubar Ualide II, Maruane escreveu para os parentes na Armênia tentando fortemente dissuadi-los, alegando principalmente o bem maior que seria a preservação da estabilidade na casa dos omíadas.

Quando Iázide III persistiu no plano para derrubar Ualide, Maruane à princípio se opôs, mas acabou jurando-lhe lealdade. Com a morte prematura de Iázide, Maruane seguiu o seu próprio plano, ignorando o sucessor designado de Iázide, Ibraim ibne Ualide, e se denominou califa. Ibrahim tentou inicialmente se esconder, mas acabou implorando a Maruane que garantisse a sua segurança pessoal se ele abdicasse. Maruane concedeu o pedido e chegou mesmo a acompanhar o califa deposto até a antiga casa do califa Hixam em Rusafa, onde ele passou a viver.

Califa[editar | editar código-fonte]

Maruane então nomeou seus dois filhos, Ubaidalá e Abdalá, como herdeiros e apontou governadores para ajudá-lo a consolidar sua autoridade. Porém, os sentimentos anti-omíadas já eram muito prevalentes, principalmente no território onde hoje estão o Irã e o Iraque. Os abássidas conseguiram angariar muito apoio na região, o que deixou Marwan com a ingrata tarefa de tentar manter coesa a casa dos omíadas, que se despedaçava em brigas internas.

O novo califa tomou Emesa após um amargo cerco que durou dez meses. Na mesma época, Dahhak ibne Caiso Chaibam iniciou uma revolta entre os carijitas, chegando a derrotar as forças sírias para tomar Cufa. Os carijitas avançaram sobre a cidade de Moçul e foram derrotados, juntamente com o general rebelde Solimão ibne Hixam, que se juntara a eles. Durante a luta, o sucessor de Dahhak, al-Khaybari, conseguiu alguns sucessos iniciais empurrando o centro das forças de Maruane e chegou até a tomar o campo do califa, sentando em seu carpete. Porém, ele e os que estavam com ele morreram na batalha. Ele foi sucedido por Chaibam. Maruane perseguiu tanto ele quanto Solimão até Moçul e os cercou lá por seis meses. Quando o califa recebeu reforços conseguiu expulsá-los, com Chaibam fugindo para Barém, onde foi assassinado e Solimão, para a Índia.

Revolta Abássida[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Revolta Abássida

No Coração havia uma discórdia interna entre o governador omíada Nácer ibne Saiar e seus adversários, al-Harith e al-Kirmani e que acabou uma luta aberta. Quando enviados abássidas chegaram, eles exacerbaram um fervor religioso já existente, principalmente na forma de uma expectativa quase messiânica sobre a ascendência abássida. No Ramadã de 747, os abássidas iniciaram uma revolta aberta e Nácer enviou um de seus assessores, Iázide, contra eles. Ele acabou derrotado e foi levado como prisioneiro. Iázide se impressionou com os abássidas e, quando foi solto, informou a Nácer que queria se juntar a eles, mas acabou mantendo a sua lealdade ao antigo mestre.

A luta continuou por toda a região do Coração, com os abássidas conseguindo cada vez mais vitórias. Finalmente, Nácer acabou adoecendo e morreu em Rayy em 9 de novembro de 748, aos 85 anos. O avanço abássida foi fortalecido e eles tomaram Hejaz. Mas a derrota definitiva de Maruane veio pelas mãos de Abu Abas Alçafá às margens do Grande Zab, na chamada Batalha de Zab. Somente nela, mais de 300 membros da casa dos omíadas caíram. Maruane abandonou Damasco e fugiu para o Egito, onde foi capturado e morto em 6 de agosto de 750. Seus filhos, Ubaidalá e Abdalá, conseguiram chegar até a Etiópia, onde o primeiro acabou morrendo na luta.

A morte de Maruane marcou o final do Califado Omíada no oriente e a ela se seguiu um grande massacre dos omíadas pelos abássidas. Quase toda a dinastia foi morta, com exceção de um talentoso príncipe, Abderramão, que escapou para a Espanha islâmica e fundou ali uma dinastia omíada ali, o Emirado de Córdova.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Muhammad ibn Jarir al-Tabari History v. 25 "The End of Expansion," transl. Khalid Yahya Blankinship, SUNY, Albany, 1989; v. 26 "The Waning of the Umayyad Caliphate," transl. Carole Hillenbrand, SUNY, Albany, 1989; v. 27 "The Abbasid Revolution," transl. John Alden Williams, SUNY, Albany, 1985 (em inglês)
  • Sir John Glubb, The Empire of the Arabs, Hodder and Stoughton, London, 1963 (em inglês)
  • Syed Ameer Ali " A Short History of the Saracens " Macmillan and co., London , 1912 (em inglês)