Melânia, a Velha

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Melânia, a Velha
Afresco de Melânia, a Velha
Nascimento 340
Morte 410 em Jerusalém
Veneração por Igreja Ortodoxa
Festa litúrgica 8 de junho
Gloriole.svg Portal dos Santos

Melânia, a Velha (340 - 410) foi uma nobre romana do final do século IV e começo do V venerada como santa pela Igreja.

Vida[editar | editar código-fonte]

Nascida ca. 340 na Hispânia, Melânia era uma nobre neta do cônsul Antônio Marcelino. Casou-se jovem com Valério Máximo e viuvou-se aos 22 anos. Teve três filhos com seu marido, dois deles falecidos ainda jovens mais ou menos à época da morte dele e um terceiro, Publícola, que casar-se-ia com Ceiônia Albina e teria Melânia, a Jovem. Ao nomear um guardião para Publícola, partiu para Alexandria, no Egito, onde visitou os Padres do Deserto e então foi à Palestina, onde viveu por 27 anos (até ca. 374).[1]

Em seu tempo no oriente, ajudou clérigos vítimas da perseguição do imperador Valente (r. 365–378) e fundou um mosteiro no Monte das Oliveiras, em Jerusalém, para abrigar 50 freiras;[2] depois fundou outros mosteiros. Ela criou amizade com Paula e Jerônimo até o último entrar em rixa com Rufino de Aquileia, seu amigo. Aos 60 anos (ca. 400), retornou para Roma para visitar seu filho, trazendo consigo um pedaço da Vera Cruz.[3]

Sabe-se que nesse tempo converteu o pagão Aproniano, marido de sua sobrinho Ávita, e vendeu suas propriedades sicilianas. Depois disso, passou pela África, onde entregou a Agostinha uma carta de Paulino de Nola, e foi à Palestina onde morreu antes de 410.[3][4]

Referências

  1. Martindale 1971, p. 592; 1142.
  2. «St. Melania the Elder» (em inglês). Consultado em 4 de outubro de 2012 
  3. a b Martindale 1971, p. 592-593.
  4. «Melania the Elder» (em inglês). Consultado em 2 de outubro de 2012 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Martindale, J. R.; Jones, Arnold Hugh Martin; Morris, John (1971). «Melania 1 (the elder)». The prosopography of the later Roman Empire - Vol. I AD 260-395. Cambridge e Nova Iorque: Cambridge University Press