Memória coletiva

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Memória coletiva é a memória de um grupo de pessoas, tipicamente passadas de uma geração para a seguinte,[1] ou ainda a memória compartilhada de um grupo, família, grupo religioso, étnico, classe social ou nação.[2] Pierre Nora definiu como "a memória, ou o conjunto de memórias, mais ou menos conscientes de uma experiência vivida ou mitificada por uma comunidade, cuja identidade é parte integrante do sentimento do passado".[3]

Origem[editar | editar código-fonte]

Quando o sociologista francês Maurice Halbwachs cunhou o termo memória coletiva[4] para designar o fenômeno que surge da interação social, Halbwachs concordou com a sociologia tradicional de Durkheim que observou como as representações coletivas do mundo, incluindo as do passado, tinham suas origens na interação de entidades coletivas desde o início e que não poderiam ser reduzidas a contribuições de indivíduos; eventos e experiências lembrados são raramente constituídos por indivíduos à parte de outros ou de seu grupo social.[5]

Referências

  1. The New Oxford Dictionay, 2a. edição, Ed. Erin MCKean. Oxford University Press, 2005
  2. Maurice Halbwachs (1992). On Collective Memory University of Chicago Press [S.l.] pp. 54–166. ISBN 978-0-226-11594-8. 
  3. Pierre Nora, «Mémoire collective», in Jacques Le Goff (curatore). La nouvelle histoire, Paris: Retz, 1978, p. 398.
  4. Joachim J. Savelsberg; Ryan D. King (2011). American Memories: Atrocities and the Law Russell Sage Foundation [S.l.] p. 15. ISBN 978-1-61044-749-2. 
  5. Byron Kaldis (2013). Encyclopedia of Philosophy and the Social Sciences SAGE Publications [S.l.] p. 111. ISBN 978-1-4129-8689-2. 

Ver também}[editar | editar código-fonte]