Museu Nacional dos Coches

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Museu Nacional dos Coches
novo edifício do museu
Tipo Museu Nacional
Inauguração 23 de maio de 1904
Diretor Silvana Bessone
Website museudoscoches.pt/pt/
Geografia
País  Portugal
Cidade Lisboa

O MUSEU NACIONAL DOS COCHES


O Novo Museu dos Coches surge em Belém como um equipamento cultural mas também como um lugar público. Nas palavras do arquiteto Paulo Mendes da Rocha “o museu não tem porta e relaciona-se para todos os lados”. Mais que um museu, o projeto funciona como uma infraestrutura urbana, que oferece ‘espaço público’ à cidade.

Convergiram assim duas preocupações, por um lado a necessidade imperativa de aumentar a área expositiva do museu assim como a sua infraestrutura técnica de apoio, mas também a indispensabilidade de criar novas valências para o público daquele que é o museu mais visitado do país. Por outro lado, contou a necessidade de realizar o remate daquela que é uma das mais importantes frentes urbanas de Lisboa, a zona monumental de Belém, tendo a construção do novo edifício incentivado uma nova dinâmica do território circundante ao museu, criando novos espaços públicos e percursos na cidade que evocam anteriores vivências.

O novo edifício do Museu dos Coches é constituído por um pavilhão principal com uma nave suspensa e um anexo, com uma ligação aérea, que assegura a circulação entre os dois edifícios A disposição espacial destes corpos cria uma espécie de pórtico que aponta para uma Praça interna de acesso livre, para onde também se viram as construções antigas da Rua da Junqueira que se constituem como memória de vivências históricas passadas, assim como zona de passeio público.

O Novo Museu inclui espaços para exposição permanente e temporária, áreas de reservas e uma oficina de conservação e restauro que contribuirá para o desenvolvimento da conservação e restauro deste tipo de património.

Foram concebidos novos espaços destinados, à Biblioteca, ao Arquivo assim como um Auditório que potencia a realização de um conjunto de atividades culturais que vêm engrandecer a programação pública do museu.

Para acolhimento dos visitantes foram programados espaços de restauração, uma Loja do Museu.


O PICADEIRO REAL


A 23 de maio de 1905 foi inaugurado em Lisboa o «Museu dos Coches Reaes» iniciativa da rainha D. Amélia d’Orleães e Bragança, princesa de França e casada em 1886 com o futuro rei de Portugal D. Carlos I.

O local escolhido para instalar o primeiro museu de coches do mundo foi o salão do antigo Picadeiro Real, que desde essa data até ao dia 23 de Maio de 2015 albergou o Museu Nacional dos Coches.

O sucesso foi grande mas logo de início a falta de espaço fez- se sentir e é a própria rainha que em 1906 encomenda um novo projeto para ampliar o museu e poder expor as restantes viaturas da Casa Real guardadas nas cocheiras de diversos palácios.

Após a implantação da Republica a 5 de outubro de 1910, a coleção do museu aumenta com a chegada de um conjunto de coches e berlindas da extinta Casa Real como ainda com viaturas provenientes dos bens da igreja.

Em memória do excelente trabalho de proteção e divulgação deste património, permanece no espaço do Antigo Picadeiro, um núcleo expositivo visitável com coches e berlindas, a galeria de pintura da família real, assim como um conjunto de acessórios de cavalaria.


A COLEÇÃO DO MUSEU NACIONAL DOS COCHES

Reunindo uma coleção única no mundo de viaturas de gala e de passeio dos Séculos XVI a XIX, na sua maioria provenientes da Casa Real Portuguesa a que se acrescentaram veículos vindos dos bens da Igreja e de coleções particulares, o Museu Nacional dos Coches apresenta um excelente conjunto que permite ao visitante a compreensão da evolução técnica e artística dos meios de transporte de tração animal, utilizados pelas cortes europeias até ao aparecimento do automóvel.

No novo edifício estão expostas 70 viaturas, sendo a mais antiga datada do século XVI e a mais recente uma Mala-Posta do século XIX.

Para além da coleção de viaturas hipomóveis, o Museu detém ainda um conjunto de peças que foram utilizadas no serviço das viaturas e cortejos de gala e outras ligadas à arte da cavalaria e aos jogos equestres assim como uma coleção de retratos da Família Real portuguesa.

O PICADEIRO REAL[editar | editar código-fonte]

Era antigamente uma escola de arte equestre, o Picadeiro Real do Palácio de Belém, construída pelo arquitecto italiano Giacomo Azzolini, em 1726. Em 1905, foi transformado num museu pela rainha D. Amélia, esposa do rei D. Carlos, sob o nome Museu dos Coches Reais que, após o golpe republicano, teve o seu nome alterado.

É o museu da rede pública mais visitado de Portugal. Em 2008 recebeu 228 570 visitantes[1] , em 2009 197,7 mil visitantes[2] . Em 2013 recebeu 189.015 visitantes (o núcleo de Vila Viçosa recebeu 8.276).[3] Em 2014 recebeu um total de 206.887 visitantes.

Feitos em Portugal, Itália, França, Áustria e Espanha, os coches abrangem três séculos e vão dos mais simples aos mais sofisticados. A galeria principal, no estilo Luís XVI, é ocupada por duas filas de coches construídos para a realeza portuguesa. A colecção começa pelo coche de viagem de Filipe II de Portugal (III de Espanha), de madeira e couro negro, do século XVII. os coches são forrados a veludo vermelho e ouro, com exteriores esculpidos e decorados com alegorias e as armas reais, trabalho denominado talha dourada. As filas terminam com três enormes coches barrocos feitos em Roma para o embaixador português no Vaticano D. Rodrigo Almeida e Menezes, futuro marquês de Abrantes, em embaixada enviada ao papa Clemente XI a mando do rei D.João V. Estes coches têm interiores luxuosos e esculturas douradas em tamanho natural, durante muitos anos nenhum monarca europeu enviou embaixadas ao Vaticano por não se conseguir igualar tamanha magnitude.

Destacam-se ainda, entre outros, os Coches da Coroa, de D.João V e a Carruagem da Coroa, mandada executar por D.João VI, quando regressou do Brasil e que foi utilizado pelos dois últimos reis nas suas aclamações.

A galeria seguinte tem outros exemplos de carruagens reais, incluindo cabriolés de duas rodas e berlindas da Família Real. Têm também uma sege, veículo considerado o primeiro táxi de Lisboa, pintado de preto e verde, as cores dos táxis até à década de 90. Esta sege do século XVIII, com janelas que parecem óculos, foi fabricada durante a época de Pombal. A galeria superior exibe arneses, trajos da corte e retratos a óleo da família real.

O último coche deste museu que foi utilizado foi a Carruagem da Coroa, aquando da visita de Isabel II de Inglaterra a Portugal, em 1957.

O Museu Nacional dos Coches possui ainda um anexo no Paço Ducal de Vila Viçosa, onde vêem-se algumas viaturas de aparato, sendo o seu forte viaturas de campo, caça e passeio. Estava em Vila Viçosa o landau onde foram assassinados o rei D.Carlos I e seu filho o príncipe herdeiro D.Luís Filipe, onde se podem observar os buracos de bala feitos no atentado de 1908. Este veículo encontra-se, desde 2008, no Museu em Lisboa.

Novas instalações[editar | editar código-fonte]

Adjudicado durante o Governo de José Sócrates e finalizado em 2012, o projeto de construção do novo Museu dos Coches destinou-se à execução das contrapartidas do Casino Lisboa, num investimento de 35 milhões de euros.

Está construído o novo edifício, nos terrenos das antigas Oficinas Gerais do Exército, na zona de Belém ocupando mais de 15 mil metros quadrados

O projecto é do arquitecto brasileiro Paulo Archias Mendes da Rocha e parte das suas reservas já estão na nova estrutura, onde também já estão depositados os materiais do centro de documentação e biblioteca do actual museu.

As obras começaram em Março de 2009 com demolições de edifícios, na Avenida da Índia até aquela data ocupados pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico.

A 1.ª pedra foi lançada a 1 de Fevereiro de 2010[4] , com um prazo previsto de 2 anos.[5]

O novo edifício tem uma área bruta de construção de 12.000 metros quadrados distribuídos entre área de exposição (7.500 metros quadrados) e áreas complementares (incluindo um auditório e oficinas de manutenção e conservação dos coches).

Tem ainda a existência de 7.500 metros quadrados destinados a estacionamento e ainda uma área de espaços exteriores de 13.500 metros quadrados.

O valor global da obra (sem IVA) é de 27 milhões de euros, verba que foi paga com as receitas provenientes do Casino de Lisboa.

Em abril de 2012 foi anunciado que o novo Museu dos Coches deverá estar concluído em finais de 2013, mantendo-se um polo no antigo edifício onde o espólio agora se encontra[6] .

Em Março de 2013 foi anunciado pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier que o novo edifício do Museu dos Coches vai abrir ao público na segunda metade de 2014[7] .

Em outubro de 2013, o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, considerou que o novo Museu dos Coches “foi um erro, não é prioritário” e precisou que até ao momento, o novo museu custou ao Estado 189 mil euros, estimando que até ao final de 2013 o edifício – fechado - custe ao erário público entre 200 e 300 mil euros. Valores que contrastam com os custos anuais de abrir o museu: três milhões de euros.

No edifício antigo, o museu custa menos de um milhão de euros por ano e tem receitas inferiores a 500 mil euros/ano[8] .

O novo edifício do Museu dos Coches foi inaugurado em 22 de maio de 2015.[9]

A transferência dos coches do actual Museu Nacional para o seu novo edifício começou na em 23 de março de 2015 e o primeiro coche a ser transferido foi o Landau do Regicídio.

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Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]