Myriapoda

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Como ler uma caixa taxonómicaMiriápodes
Cylinroiulus caeruleocinctus 2.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Myriapoda
Classes
Chilopoda

Diplopoda
Pauropoda
Symphyla

Wikispecies
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Myriapoda é um subfilo dos artrópodes que agrupa os animais segmentados com um elevado número de pernas, como as lacraias e os piolhos-de-cobra. [1]

Os miriápodes são agregados com os Hexapoda (insetos e classes próximas) num grupo denominado Mandibulata, que inclui também os crustáceos.[1]

São tradicionalmente divididos em quatro classes: quilópodes (lacraias), diplópodes (piolho-de-cobra), Pauropoda (paurópodes) e Symphyla (sínfilos) e agregam aproximadamente 11.460 espécies.[1]

Anatomia[editar | editar código-fonte]

Possuem corpo com dois tagmas constituído por uma cabeça e um tronco alongado com apêndices multiarticulados e unirremes (pernas), mas o tronco não está dividido em tórax e abdome. Na cabeça existe um par de antenas. A maioria dos miriápodes apresentam ocelos simples (em alguma etapa do ciclo de vida) e olhos laterais simples, talvez derivados dos olhos compostos presentes nos quilópodes e nos diplópodes, mas discute-se ainda se olhos compostos verdadeiros fazem parte desse grupo. Esses estão constituídos por alguns omatídios frouxamente agrupados, (omatídeos verdadeiros ausentes). Sínfilos e paurópodes não apresentam olhos.[1]

Na porção anterior da cabeça está o labro (lábio superior), que forma o teto da cavidade pré-oral. As peças bucais ficam na face ventral da cabeça. O lábio que fecha a cavidade pré-oral na porção posterior é formado pelas segundas maxilas, o primeiro par de maxilas dá origem as maxílulas. Nos diplópodes e paurópodes as primeiras maxilas formam um gnatoquilário. Possuem também um clípeo-labro e uma hipofaringe. O clípeo tem a função de delimitar a margem anterior da cavidade oral e a hipofaringe delimita a parte posterior da cavidade oral.[1]

A maioria dos miriápodes necessitam de um ambiente úmido porque sua epicutícula é relativamente permeável, e normalmente não apresentam os lipídios e cera característicos de aranhas e insetos. Os miriápodes, amplamente distribuídos, vivem sob pedras e troncos apodrecidos.[1]

Sistema Sensorial[editar | editar código-fonte]

Os órgãos de Tömösváry, localizados na cabeça, especificamente na base das antenas, com função ainda indefinida. Mas acredita-se que seja um conjunto de poros onde convergem terminações de neurônios sensoriais, servindo como quimiorreceptores, detector de vibrações sonoras dentre outras coisas. [1]

Excreção e Osmorregulação[editar | editar código-fonte]

A excreção ocorre pelos túbulos de Malpighi que removem os resíduos metabólicos, esses tubos são derivados da ectoderme. A troca de gases é efetuada por um sistema de traquéias no qual os espiráculos geralmente não se fecham, formando, dessa forma, uma avenida eterna para a inevitável perda de água.[1]

Sistema Circulatório[editar | editar código-fonte]

O coração é um tubo dorsal que se estende por todo o comprimento do tronco formando uma aorta em forma de vaso, fluindo sangue a partir da direção posterior por meio das câmaras da hemocele. Diplópodes apresentam um par de óstios por diplossegmento e em quilópodes um par de óstios ocorre em cada segmento, com um sistema circulatório aberto podendo realizar transportes de oxigênio por pigmentos respiratórios (hemocianina).[1]

Sistema Nervoso[editar | editar código-fonte]

O sistema nervoso típico de artrópodes não está fortemente cefalizado. Ele inclui um cérebro tripartido (protocérebro, deutocérebro e o tritocérebro), conectivos circum-entéricos e um pequeno gânglio subesofágico. [1]

Sistema Reprodutor[editar | editar código-fonte]

São dióicos, ovíparos e em alguns casos pode ocorrer a partenogênese, milípedes, por exemplo. Muitos do miriápodes possuem cópula interna com transferência indireta de espermatozóides por meio de espermatóforos que são depositados no ambiente pelo macho e tomado pelas fêmeas. Os miriápodes apresentam um paralelo aos aracnídeos em muitos aspectos desse processo.[1]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Brusca, Richard C., Gary J. Brusca, 2011 - Invertebrados 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • a b c d e f g h i j k Gary, J. Brusca, Richard, C. Brusca (2011). Invertebrados Guanabara Koogan [S.l.]