Navios víquingues

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Modelos de langskip e de knarr, no museu de barcos vikings em Roskild (Dinamarca).
Modelo de knarr
Modelo de langskip - O Barco de Oseberg.
Um navio viking preservado no museu de Oslo.
Navios víquingues na tapeçaria de Bayeux (ano 1070)

Os navios víquingues eram embarcações construídas e usadas pelos Víquingues durante a Era Viking (de 800 a 1050 d.C). Os dois principais tipos de barcos eram o knarr de transporte comercial e o langskip de guerra, havendo ainda a destacar dois outros tipos - o karve e a snäcka. [1] [2] [3]

A par dos achados arqueológicos, existem imagens da época, assim como fontes escritas e reconstruções modernas, que nos dão uma ideia de como eram os navios da era dos víquingues.[4]

Os navios eram abertos, com casco trincado, e movidos a remos e a vela quadrada. Tinham uma série de aberturas nos dois lados para os remos, e o leme era constituído por um remo, colocado lateralmente no bordo de sotavento.[4]
Em termos gerais, eram embarcações com casco esguio para usar remos, largura suficiente para navegação estável e pouco peso para poderem ser transportados à mão pela tripulação.[5]

Achados arqueológicos[editar | editar código-fonte]

Foram encontrados vários navios víquingues, em diferentes estados de conservação. Como complemento informativo, foram também feitos modelos e construídas réplicas modernas desses navios.
Entre os barcos encontrados, estão: O barco de Oseberg e o barco de Gokstad, na Noruega, o barco de Äskekärr, na Suécia, os barcos de Skuldelev, na Dinamarca e o barco de Lapuri, na Finlândia. [6] [7]

Imagens contemporâneas[editar | editar código-fonte]

O historiador romano Tácito forneceu no séc. I uma descrição detalhada dos navios usados pelos Suíones da Escandinávia.[5]
No entanto, existem muito poucas imagens de barcos víquingues, estando estas principalmente gravadas em pedras dos séculos VII e VIII, na ilha sueca da Gotlândia. Devido à riqueza dos detalhes essas imagens dão uma informação preciosa sobre estes navios.[8]
Na tapeçaria de Överhogdal (em sueco: Överhogdalstapeten), confecionada na Suécia por volta do ano 1000, existem quatro ou cinco imagens de navios víquingues, bordadas a lã sobre um fundo de linho.[9]
Na tapeçaria de Bayeux (em francês: Tapisserie de Bayeux), feita em Inglaterra por volta de 1070, existem igualmente imagens de navios basicamente víquingues.[10]

Fontes escritas[editar | editar código-fonte]

Existem várias referências e textos escritos islandeses medievais, com destaque para a descrição do navio Ormen Långe do rei Olav Tryggvason, da autoria de Snorri Sturluson, e para a listagem de tipos de navios víquingues incluída na Saga de Egil Skallagrimsson (Egils saga Skalla-Grímssonar), talvez escrita por Snorri Sturluson.

Museus de barcos víquingues[editar | editar código-fonte]

Museus dedicados aos navios víquingues:

Museus onde existem barcos víquingues:

Referências

  1. «Vikingarnas skepp och hem» (em sueco). Bengans historiasidor: Historien sedd från Västergötland. Consultado em 28 de abril de 2016 
  2. «Vikingar - Skeppen» (em sueco). Unga Fakta. Consultado em 28 de abril de 2016 
  3. «Om vikingarnas skepp» (em sueco). Rosala Viking Centre. Consultado em 27 de abril de 2016 
  4. a b Miranda, Ulrika Junker; Anne Hallberg (2007). «Vikingaskepp». Bonniers uppslagsbok (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag. p. 1087. 1143 páginas. ISBN 91-0-011462-6 
  5. a b Gabrielsen, Karsten; Christian Thurban (2002). «Vikingarnas skepp». Vikingar. En översikt (em sueco). Lund: Historiska Media. p. 10. 73 páginas. ISBN 91-89442-53-9 
  6. «Om vikingarnas skepp» (em sueco). Rosala Viking Centre. Consultado em 27 de abril de 2016 
  7. «Vikingarnas skepp och hem» (em sueco). Bengans historiasidor: Historien sedd från Västergötland. Consultado em 28 de abril de 2016 
  8. «Vikingaskepp» (em sueco e inglês). Axels Fartygshistoria - Axel's History of Ships. Consultado em 25 de junho de 2016 
  9. Bo Oscarsson. «Jamtar gjorde vikingafärder» (em sueco). Consultado em 28 de setembro de 2016 
  10. Durand, Frédéric (1993). «Skeppet». Vikingarna (em sueco). Furulund: Alhambra. p. 51. 116 páginas. ISBN 91-87680-47-5 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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