New York Cosmos

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New York Cosmos
NY Cosmos.png
Nome New York Cosmos
Alcunhas The Mo's
Cosmos
Fundação 10 de dezembro de 1970 (45 anos)
Estádio James M. Shuart Stadium
Capacidade 11.929
Presidente Estados Unidos Seamus O'Brien
Treinador Venezuela Giovanni Savarese
Patrocinador =Emirados Árabes Unidos Emirates Airlines
Material esportivo Estados Unidos Under Armour
Competição Campeonato Americano (NASL)
Website Site oficial
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
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New York Cosmos, ou simplesmente Cosmos, é um clube de futebol dos Estados Unidos.

História[editar | editar código-fonte]

Pelé, Brian Joy (centro) e Eusébio (à direita), se cumprimentam antes da partida entre o Cosmos e o Las Vegas Quicksilver, em abril de 1977

O Retorno[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2009, o ex-diretor da equipe inglesa Tottenham Hotspur, o britânico Paul Kemsley, comprou a equipe de Pinton por uma valor não divulgado e pretende fazer o Cosmos voltar à ativa[1] [2]

Em setembro de 2010, Pelé, principal jogador da história do clube nos anos 70, anunciou o retorno da equipe, porém apenas com as divisões de base. A equipe ainda planeja retornar a Major League Soccer, campeonato nacional dos Estados Unidos. O objetivo dos novos donos é em breve conseguir uma franquia para entrar na MLS.

Em 19 de janeiro de 2011, o Cosmos surpreendeu o mundo esportivo quando anunciou oficialmente o ex craque da Seleção da França e do Manchester United, o francês Eric Cantona como seu diretor de futebol.[3] [4] Em março desse ano, Cantona, Pelé e o ex-craque do Los Angeles Galaxy e da Seleção dos EUA, Cobi Jones, fizeram juntos uma excursão à Ásia na função de embaixadores do Cosmos para divulgar o retorno da equipe naquela região[5] .

A volta às competições oficiais e título[editar | editar código-fonte]

O Cosmos anunciou oficialmente sua volta às competições oficiais em 2013, na nova liga NASL.[6] [7] Sobre se juntar à MLS, a principal liga de futebol estadunidense, segundo o site esportivo brasileiro Trivela, "Para se tornar a franquia nova-iorquina, no entanto, o clube terá que pagar uma taxa à liga. Além disso, também deverá construir um estádio, com a opção de usar um campo temporário por até três anos".[8] O presidente da MLS, Don Garber, disse que o Cosmos continua em vista como uma possível equipe de expansão da liga.[9] Em seu retorno, o Cosmos venceu, em 9 de novembro de 2013, o Soccer Bowl, a grande final da NASL, ao derrotar a equipe do Atlanta Silverbacks por 1x0, gol marcado pelo brasileiro naturalizado espanhol Marcos Senna[10] [11] Em 2014, participou da US Open Cup, a mais tradicional competição de futebol dos EUA, chegando até a quinta rodada, quando foi eliminado pelo Philadelphia Union por 2x1.[12]

Amistoso contra Cuba[editar | editar código-fonte]

Em 3 de junho de 2015, o Cosmos realizou um histórico amistoso contra a Seleção de Cuba, em Havana, como parte do processo de reatamento de relações entre os EUA e Cuba. O Cosmos venceu a partida por 4x1.[13]

Elenco de 1977[editar | editar código-fonte]

A camisa utilizada por Franz Beckenbauer, em 1977


Goleiros
Jogador
1 Estados Unidos Shep Messing
19 Estados Unidos Yasin Özdenak
Defensores
Jogador Pos.
2 Canadá Bruce Twamley Z
4 Estados Unidos Werner Roth Z
6 Alemanha Franz Beckenbauer Z
12 Estados Unidos Bobby Smith Z
17 Escócia Charlie Aitken Z
20 Inglaterra Mike Dillon Z
23 Brasil Rildo Z
25 Brasil Carlos Alberto Z
26 Canadá Ronaldo Gomes Z
Meio-campistas
Jogador Pos.
3 Jugoslávia Vitomir Dimitrijević M
5 Irlanda do Norte Dave Clements M
7 Inglaterra Tony Field M
8 Inglaterra Terry Garbett M
14 Brasil Nelsi Morais M
15 Peru Ramon Mifflin M
33 Estados Unidos Chris Agoliati M
Atacantes
Jogador
9 Itália Giorgio Chinaglia
10 Brasil Pelé
11 Inglaterra Stephen Hunt
16 Israel Mordechai Spiegler
18 Jugoslávia Jadranko Topić
21 Estados Unidos Gary Etherington
22 África do Sul Jomo Sono
34 Estados Unidos Roberto de Oliveira

Títulos[editar | editar código-fonte]

Nacionais
Competição Títulos Temporadas
Estados Unidos NASL 7 1972, 1977, 1978, 1980, 1982, 2013*, 2015*
Estados Unidos NASL Temporada Regular 7 1972, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983
Conferência
Competição Títulos Temporadas
Estados Unidos Título da Conferência da NASL 5 1977, 1978, 1980, 1981, 1982
Estados Unidos Título da Divisão da NASL 7 1972, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983
Outros Títulos
Competição Títulos Temporadas
Estados Unidos Trans-Atlantic Cup 3 1980, 1983, 1984

* Título conquistado pelo novo New York Cosmos.

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Jogadores Históricos[editar | editar código-fonte]

Pelé chorando na partida entre Santos e Cosmos, que marcou sua despedida oficial. Ele atuou um tempo por cada equipe. Ao seu lado, Carlos Alberto Torres.

Outros jogadores de destaque[editar | editar código-fonte]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

O bermudense Randy Horton, primeiro ídolo do Cosmos, foi artilheiro do primeiro campeonato conquistado pela equipe, em 1972, com nove gols marcados

Partidas[editar | editar código-fonte]

  • 1971 - 9 vitórias, 4 empates, 7 derrotas
  • 1972 - 7 vitórias, 4 empates, 3 derrotas (campeão NASL)
  • 1973 - 7 vitórias, 6 empates, 5 derrotas
  • 1974 - 6 vitórias, 14 derrotas
  • 1975 - 10 vitórias, 12 derrotas
  • 1976 - 16 vitórias, 8 derrotas
  • 1977 - 15 vitórias, 11 derrotas (campeão NASL)
  • 1978 - 24 vitórias, 6 derrotas (campeão NASL)
  • 1979 - 24 vitórias, 6 derrotas
  • 1980 - 24 vitórias, 8 derrotas (campeão NASL)
  • 1981 - 23 vitórias, 9 derrotas
  • 1982 - 23 vitórias, 9 derrotas (campeão NASL)
  • 1983 - 22 vitórias, 8 derrotas
  • 1984 - 13 vitórias, 11 derrotas
  • 2013 - 10 vitórias, 4 empates, 1 derrota (campeão NASL)

Médias de público[editar | editar código-fonte]

  • 1971: 4.517
  • 1972: 4.282
  • 1973: 5.782
  • 1974: 3.578
  • 1975: 10.450
  • 1976: 18.227
  • 1977: 34.142
  • 1978: 47.856
  • 1979: 46.690
  • 1980: 42.754
  • 1981: 34.835
  • 1982: 28.479
  • 1983: 27.242
  • 1984: 12.817
  • 2013: 6,859

Estádios[editar | editar código-fonte]

Durante seu primeiro período, o Cosmos nunca construiu um estádio próprio e mandou seus jogos em quatro estádios diferentes. A partir de sua volta às competições, em 2013, irá disputar suas partidas no Hofstra Stadium:

Em 11 de janeiro de 2013, o Cosmos anunciou seu projeto de construção de um estádio próprio com capacidade para 25.000 pessoas na região do Belmont Park.[14]

Recordes[editar | editar código-fonte]

  • Maior artilheiro: o italiano Giorgio Chinaglia jogou, entre 1976-1983, em 213 jogos e marcou 193 gols, sendo o maior artilheiro da NASL em todos os tempos e o maior artilheiro da NASL nos anos de 1976, 1978, 1980, 1981 e 1982. Por seu país, jogou a copa de 1974.
  • Maiores goleadas: o Cosmos aplicou 12 a 1 em um amistoso contra o Malmö (Suécia), em 1975. A maior goleada sofrida foi em 1978, para o Seattle Sounders, por 9 x 2.
  • Mais assistências: o jogador que fez mais assistências foi o sérvio Vladislav Bogicevic, que atuou no clube entre 1978-1984 fazendo 147 assistências, em 203 partidas. Também jogou a Copa do Mundo de 1974 pela então Iugoslávia.

Cosmos e o Brasil[editar | editar código-fonte]

  • Quando Pelé encerrou a carreira em fins de 1974, não tinha a intenção de continuar, entretanto a proposta do Cosmos de três milhões de dólares (uma fortuna bem maior à época) por três temporadas seduziu o Rei. E assim o futebol decolou de vez nos Estados Unidos, alcançando recordes de público. Um dos maiores entusiastas da contratação de Pelé foi o então secretário de estado Henry Kissinger, fã do futebol brasileiro, de Pelé e do Santos FC até hoje. O padroeiro do time é São Cosme e Damião, a pedido de Pelé.
  • O Cosmos enfrentou o brasileiro Santos em duas oportunidades, vencendo ambas por 2 a 1. A primeira foi em 1977, na despedida do Rei Pelé, que atuou um tempo em cada equipe e marcou um dos gols do time americano. A outra foi em 1979, na Vila Belmiro.
  • Em 1980, o Cosmos realizou três amistosos no Brasil. Em Uberlândia-MG, quando empatou contra o Uberlândia por 1 x 1; em Santos-SP, quando venceu o Santos por 2 x 1 e em Manaus, em 09 de março, quando empatou com o Fast Clube por 0 x 0.
  • Nos Estados Unidos, no Giants Stadium, enfrentou outros dois times brasileiros, sendo derrotado duas vezes. Uma por 3 x 1 para o Grêmio, num amistoso em 30 de agosto de 1981, e a segunda de 3 x 2 para o São Paulo FC, pela Transatlantic Cup de 1983, com gols de Bojicevic e Romerito para o Cosmos e três gols de Careca para os visitantes.

Notas[editar | editar código-fonte]

  • Apesar de ser considerado em sua época um dos melhores e mais badalados times de futebol do mundo, o New York Cosmos jamais venceu a U.S. Open Cup, a mais tradicional competição de futebol dos EUA.[15]
  • O maior jogador que os Países Baixos já teve, Johan Cruijff, fez uma única partida pelo Cosmos, em 1978. O adversário era uma seleção formada por jogadores que participaram da Copa do Mundo de 1978 (com exceção dos jogadores da Seleção da Argentina, campeã da competição). O resultado foi 2 a 2 e, além de um golaço marcado pelo italiano Chinaglia, a partida é lembrada pela exibição magnífica de Cruijff, eleito o melhor jogador da partida.
  • O Cosmos era realmente um equipe que não tinha medo de enfrentar ninguém. Em 1979, a Seleção da Argentina, então campeã do mundo e munida de todos os seus titulares - inclusive o seu maior jogador em todos os tempos, Diego Maradona -, realizou um jogo amistoso contra a equipe estadunidense em Nova Iorque. Os argentinos venceram por 1 a 0, com um gol marcado por Daniel Passarella aos 46 minutos do segundo tempo, mas tiveram que suar muito, pois o Cosmos teve uma exibição de gala, principalmente o seu zagueiro (o brasileiro Carlos Alberto Torres), eleito o melhor jogador da partida.
  • Em 7 de julho de 2006, a produtora estadunidense de filmes para o cinema, Miramax Films, passou a exibir nos cinemas dos EUA, um documentário chamado Once in a Lifetime - The Extraordinary Story of The New York Cosmos (Uma Vez na Vida - A Extraordinária História do New York Cosmos, em inglês). Muito elogiado e narrado pelo ator Matt Dillon, este filme - como diz o título - conta a história da legendária equipe de futebol estadunidense.
  • O subtítulo do filme é bem sugestivo: The Untold story of the team that had America at its feet (aproximadamente A história oculta do time que teve a América aos seus pés).
  • O Cosmos inspirou o nome de um time de futebol da África do Sul, o Jomo Cosmos.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]