Nicola Abbagnano

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Nicola Abbagnano
Nome nativo Nicola Abbagnano
Nascimento 15 de julho de 1900
Salerno
Morte 9 de setembro de 1990 (90 anos)
Milão
Cidadania Itália
Alma mater Universidade de Nápoles Federico II
Ocupação filósofo, escritor, professor universitário
Empregador Universidade de Turim

Nicola Abbagnano (Salerno, 15 de julho de 1901Milão, 9 de setembro de 1990) foi um filósofo italiano.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Primeiro filho de uma família da burguesia intelectual salernitana, estudou em Nápoles. Em novembro de 1922 laureou-se em filosofia, sob a orientação de Antonio Aliotta, defendendo a tese que originou o seu primeiro livro - Le sorgenti irrazionali del pensiero (1923). Nos anos seguintes, ensinou filosofia, história e pedagogia, além de colaborar com a revista Logos, dirigida por Aliotta. De 1936 a 1976 foi professor de História da Filosofia na Universidade de Turim.

No existencialismo, desvinculado das implicações negativas que ele observava tanto em Heidegger e Jaspers, como em Sartre, no pragmatismo deweyano e no neopositivismo, Abbagnano via as manifestações de um novo clima filosófico, a que se referiu em um artigo de 1948 como um "novo iluminismo".

Logo após a 2ª Guerra Mundial foi co-fundador do Centro di studi metodologici de Turim, constituído em 1947 com a finalidade de fomentar pesquisas sobre as relações entre lógica, ciência, técnica e linguagem. Em pouco tempo, o Centro tornou-se o principal núcleo de difusão da epistemologia, particularmente do neopositivismo. Abbagnano definiu a própria filosofia como existencialismo positivo.

Em 1950 Abbagnano criou com Franco Ferrarotti os Quaderni di filosofia. A partir de 1952, ao lado de Norberto Bobbio, dirigiu a Rivista di filosofia.

No desenvolvimento do seu pensamento nos anos 1950, evidenciou-se, por um lado, o interesse pela ciência, particularmente pela sociologia, e, por outro, pela tentativa de definir as linhas programáticas de uma filosofia "neoiluminística" ou, como ele a chamou mais tarde, de um "empirismo metodológico". Entre 1953 e 1962, foi o inspirador do neo-iluminismo italiano, tendo organizado uma série de encontros voltados à construção de uma filosofia laica, aberta às principais tendências do pensamento filosófico internacional. São desse período os ensaios reunidos em Possibilità e libertà (1956) e Problemi di sociologia (1959), mas sobretudo no Dicionário de filosofia (1961), obra dedicada à elucidação dos principais conceitos filosóficos.

Em 1964 iniciou sua colaboração com o jornal La Stampa. Em 1972, tendo deixado o jornal turinês, transferiu-se para Milão, onde colaborou com Il Giornale de Indro Montanelli e foi assessor cultural da comuna de Milão.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Le sorgenti irrazionali del pensiero (1923).
  • Il problema dell'arte (1925).
  • Il nuovo idealismo inglese e americano (1927).
  • La filosofía di E. Meyerson e la lógica dell'identità (1929).
  • Guglielmo d'Ockham(1931).
  • La nozione del tempo secondo Aristotele (1933).
  • La física nuova(1934).
  • Il principio della metafisica (1936).
  • La struttura dell'esistenza (1939).
  • Bernardino Telesio (1941)
  • Introduzione all'esistenzialismo (1942). Em português, Introdução ao existencialismo. Martins Editora, São Paulo.
  • Storia della filosofía, 12 vol. (1946-1950). Em português, História da Filosofia. Presença, Portugal.
  • Filosofía religione scienza (1947).
  • Esistenzialismo positivo (1948).
  • Possibilità e libertà (1956).
  • Problemi di sociologia (1959).
  • Dizionario di filosofia (1961). Em português, Dicionário de Filosofia, Martins Fontes, São Paulo.
  • Pro e contro l'uomo (1968).
  • Fra tutto e il nulla (1973).
  • Questa pazza filosofía, ovvero l'io prigioniero (1979).
  • La saggezza della vita(1985).
  • La saggezza della filosofía (1987).
  • Ricordi di un filosofo (1990).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

(em italiano)