Nuno Bragança

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Nuno Bragança
Nome completo Nuno Manuel Maria Caupers de Bragança
Nascimento 12 de fevereiro de 1929
Lisboa, Portugal
Morte 7 de fevereiro de 1985 (55 anos)
Lisboa, Portugal
Nacionalidade Portugal Português
Ocupação Escritor
Influências
Magnum opus Directa (1977)

Nuno Manuel Maria Caupers de Bragança GCSE (Lisboa, 12 de Fevereiro de 1929Lisboa, 7 de Fevereiro de 1985) foi um escritor português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Duma família da alta aristocracia portuguesa, a Casa de Lafões, ramo dos Bragança, 6.º neto do Rei D. Pedro II de Portugal, D. Nuno Manuel Maria Caupers de Bragança era filho unigénito de D. Manuel Libânio Alfredo de Bragança (Lisboa, 5 de Fevereiro de 1887 - Lisboa, 9 de Novembro de 1973), bisneto do 5.º Marquês de Valença, 12.º Conde de Vimioso de juro e herdade e Representante dos Títulos de Conde de Aguiar e Marquês de Aguiar, bisneto da 3.ª Duquesa de Lafões, 5.ª Marquesa de Arronches e Representante do Título de Duquesa de Miranda do Corvo e 9.ª Condessa de Miranda do Corvo, e neto materno do 1.º Visconde de Ribeiro da Silva e 1.º Conde de Ribeiro da Silva e de sua mulher e sobrinha paterna, sendo ele filho duma Italiana, e de sua mulher (Lisboa, 6 de Julho de 1919), Maria Margarida Street Caupers (Lisboa, 12 de Julho de 1889 - ?), neta materna duma Espanhola, 5.ª e 6.ª neta dum Inglês, bisneta duma Inglesa, 6.º e 7.º neto dum Espanhol e 5.º e 6.º neto duma Francesa, bisneta do 1.º Visconde de Carnide e sobrinha-neta do 2.º Visconde de Carnide e 1.º Conde de Carnide, e proveniente duma família de ascendência austríaca 5.ª neta do casamento de João Valentim Caupers, médico da rainha D. Mariana de Áustria, mulher de D. João V de Portugal.

Frequentou o curso de Agronomia, mudando depois para Direito, que completou em 1957.

Praticante de Boxe e pioneiro da caça submarina em Portugal, foi co-fundador do CPAS (Centro Português de Actividades Subaquáticas).

A partir de 1955, ano do seu casamento com Maria Leonor da Fonseca de Matos e Góis Caupers, sua prima, integra a equipa do jornal Encontro (orgão da JUC – Juventude Universitária Católica), onde publicou os seus primeiros textos literários.

Da segunda metade dos Anos 50 datam textos como "A Morte da Perdiz" (peça radiofónica com colaboração de Pedro Tamen, Nuno Cardoso Peres e Maria Leonor), "O Guardador de Porcos" ou "Guliveira e os Liliputos", título dado por Maria Leonor a uma sátira a Salazar escrita com M. S. Lourenço, Luís de Sousa Costa e Manuel de Lucena. Pela mesma altura escreveu inúmeras críticas cinematográficas fundando e dirigindo o Cine-Clube "Centro Cultural de Cinema" de 1956-59.

Fez parte do movimento chamado "catolicismo progressista" juntamento com João Bénard da Costa, António Alçada Baptista e Pedro Tamen, entre outros, tendo sido co-fundador da revista "O Tempo e o Modo", de que foi colaborador assíduo[1].

Assinou o argumento e diálogos do filme de Paulo Rocha "Os Verdes Anos", de 1963.

Em 1970 co-assinou com Gérdard Castello Lopes, Fernando Lopes e Augusto Cabrita o documentário "Nacionalidade Português" que abordava a questão da emigração, estreado em Portugal em 1973.

Casou primeira vez em Estremoz, em Setembro de 1955, com sua parente Maria Leonor da Fonseca de Matos e Góis Caupers (Estremoz, Santa Vitória do Ameixial, 30 de Agosto de 1926 - Lisboa, 4 de Agosto de 1969), proveniente duma família de ascendência austríaca 6.ª neta do casamento de João Valentim Caupers, médico da rainha D. Mariana de Áustria, mulher de D. João V de Portugal., com geração, e casou segunda vez em Lisboa, a 30 de Junho de 1975 com Maria Madalena Batalha Pestana (Sintra, Montelavar, 9 de Novembro de 1949), com geração.

Obras literárias[editar | editar código-fonte]

  • A Noite e o Riso, 1969
  • Directa, 1977
  • Square Tolstoi, 1981
  • Estação, 1984
  • Do Fim do Mundo, 1990 (póstumo)

A 9 de Junho de 1998 foi agraciado a título póstumo com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[2]

Em 2008, João Pinto Nogueira realizou o documentário "U Omãi qe Dava Pulus", sobre a vida do escritor.

Em Fevereiro de 2009 reuniram-se num único volume as 5 obras de Nuno Bragança juntamente com a transcrição da peça radiofónica "A Morte da Perdiz, no livro "Obra Completa. 1969-1985", das publicações Dom Quixote.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Efemérides». Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 15 de Abril de 2014  Texto " O Tempo e o Modo, 50 anos depois " ignorado (ajuda)
  2. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Nuno Bragança". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 14 de fevereiro de 2017 
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