Nuno Bragança

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Nuno Bragança
Nome completo Nuno Manuel Maria Caupers de Bragança
Nascimento 12 de fevereiro de 1929
Lisboa, Portugal
Morte 7 de fevereiro de 1985 (55 anos)
Lisboa, Portugal
Nacionalidade Portugal Português
Ocupação Escritor

Nuno Manuel Maria Caupers de Bragança (Lisboa, 12 de Fevereiro de 1929 — Lisboa, 7 de Fevereiro de 1985) foi um escritor português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Duma família da alta aristocracia portuguesa, a Casa de Lafões, ramo dos Bragança, descendente do rei D. Pedro II de Portugal, sendo seu pai, D. Manuel de Bragança, neto do 3.º Duque de Lafões e sua mãe, Maria Margarida Street Caupers, proveniente de uma família de ascendência austríaca descendente de João Valentim Caupers, médico da rainha D. Mariana de Áustria, mulher de D. João V de Portugal.

Frequentou o curso de Agronomia, mudando depois para Direito, que completou em 1957.

Praticante de Boxe e pioneiro da caça submarina em Portugal, foi co-fundador do CPAS (Centro Português de Actividades Subaquáticas).

A partir de 1955, ano do seu casamento com Maria Leonor da Fonseca de Matos e Góis Caupers, sua prima, integra a equipa do jornal Encontro (orgão da JUC – Juventude Universitária Católica), onde publicou os seus primeiros textos literários.

Da segunda metade dos Anos 50 datam textos como "A Morte da Perdiz" (peça radiofónica com colaboração de Pedro Tamen, Nuno Cardoso Peres e Maria Leonor), "O Guardador de Porcos" ou "Guliveira e os Liliputos", título dado por Maria Leonor a uma sátira a Salazar escrita com M. S. Lourenço, Luís de Sousa Costa e Manuel de Lucena. Pela mesma altura escreveu inúmeras críticas cinematográficas fundando e dirigindo o Cine-Clube "Centro Cultural de Cinema" de 1956-59.

Fez parte do movimento chamado "catolicismo progressista" juntamento com João Bénard da Costa, António Alçada Baptista e Pedro Tamen, entre outros, tendo sido co-fundador da revista "O Tempo e o Modo", de que foi colaborador assíduo[1].

Assinou o argumento e diálogos do filme de Paulo Rocha "Os Verdes Anos", de 1963.

Em 1970 co-assinou com Gérdard Castello Lopes, Fernando Lopes e Augusto Cabrita o documentário "Nacionalidade Português" que abordava a questão da emigração, estreado em Portugal em 1973.

Faleceu em Lisboa, a 7 de Fevereiro de 1985.

Obras literárias[editar | editar código-fonte]

  • A Noite e o Riso, 1969
  • Directa, 1977
  • Square Tolstoi, 1981
  • Estação, 1984
  • Do Fim do Mundo, 1990 (póstumo)

Em 2008, João Pinto Nogueira realizou o documentário "U Omãi qe Dava Pulus", sobre a vida do escritor.

Em Fevereiro de 2009 reuniram-se num único volume as 5 obras de Nuno Bragança juntamente com a transcrição da peça radiofónica "A Morte da Perdiz, no livro "Obra Completa. 1969-1985", das publicações Dom Quixote.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Efemérides». Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 15 de Abril de 2014  Texto " O Tempo e o Modo, 50 anos depois " ignorado (ajuda)
Ícone de esboço Este artigo sobre literatura é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.