Ondina (mitologia)

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Pintura a oleo de Ondina, que se casou com o cavaleiro Adami. De John William Waterhouse (1849–1917), exibido na Sociedade de Artistas Britânicos em 1872.

Ondina ou ondim é uma categoria dos elementais imaginários sendo associadas com a água, primeira vez mencionado por Paracelso. Criaturas similares são encontradas na literatura clássica, particularmente em Metamorfoses de Ovídio. Mais tarde escritores desenvolveram a ondina em uma ninfa da água, e que continua a viver na literatura e arte moderna através de tais adaptações como em "A Pequena Sereia" de Hans Christian Andersen.

Ondinas são quase que invariavelmente descritas como femininas, e normalmente encontradas em piscinas florestais e cachoeiras. O grupo contém muitas espécies, incluindo nereidas, limnátides, náiades e sereias. Apesar de parecerem humanas, não possuem uma alma humana, então para alcançarem a mortalidade elas devem conseguir uma alma através do casamento com um humano. Esta união não é sem risco para o homem, já que se ele for infiel ele está fadado à morte.

As ondinas aparecem em obras como "A Ondina do Lago", de Teófilo Braga ou nas poesias de Luis de Camões.

As Ondinas também representam no ocultismo o elemento água, um dos cinco elementos do pentagrama.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Ondina é uma variação do original latim Undina[1] que é derivado da palavra latina unda, que significa onda. Este termo é encontrado nos escritos de alquimia[2] de Paracelso, um alquimista renascentista e médico, aparecendo pela primeira no livro Liber de Nymphis, sylphis, gnomes et salamandris et de caeteris spiritibus, publicado postumamente em 1658[3].

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Liber de Nymphis, sylphis, pygmaeis et salamandris et de caeteris spiritibus - The Art and Popular Culture Encyclopedia». www.artandpopularculture.com. Consultado em 18 de agosto de 2019 
  2. Silver, Carole G. (1999). Strange and secret peoples : fairies and Victorian consciousness. [S.l.]: New York : Oxford University Press 
  3. «Liber de Nymphis, sylphis, pygmaeis et salamandris et de caeteris spiritibus - The Art and Popular Culture Encyclopedia». www.artandpopularculture.com. Consultado em 18 de agosto de 2019