Parque Olhos D'Água

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Parque Olhos D'Água (Lago do sapo)

O Parque Ecológico e de Uso Múltiplo Olhos D'Água ou Parque Olhos D'água é um parque público, ecológico e de lazer brasileiro localizado no centro do Distrito Federal, na região administrativa de Brasília e possui 21 hectares.

História[editar | editar código-fonte]

Entre as quadras 412/415 norte, o parque foi inaugurado em 1994, ocupando áreas de antigas invasões, e o Governo do Distrito Federal investiu cerca de R$ 700 mil para urbanizar e proteger a área.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

O parque possui uma pista de cooper de 2km, um parque infantil, circuito de exercícios físicos, além de uma trilha interna, é visitado pela comunidade da Asa Norte e entorno cotidianamente. O parque é fiscalizados por policiais do Batalhão Florestal da Polícia Militar do DF. O parque é subordinado à Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do DF. O horário de funcionamento é das 6 horas da manhã até as 19 horas da noite. Para isso, é cercado em todo seu limite e têm seguranças que trabalham no local 24 horas. Há um quiosque de madeira onde acontecem eventos, como apresentação de conjuntos musicais, exercícios de alongamento para idosos, Tai Chi Chuan, exposições, etc.

Lagoa do Sapo[editar | editar código-fonte]

Lagoa do Sapo

Localizado dentro do parque, o lago é resultado de uma nascente que se encontra no local. O lago possui uma grande variedade de animais, entre eles, tartarugas, como a tigre d´água asiáticas, e peixes como a tilápia. O nome Lagoa do Sapo vem da denominação de uma antiga Sociedade Amigos do Parque Olhos D'Água (SAPO).

Ampliação[editar | editar código-fonte]

Em 2011, uma área de 7 hectares localizada na Entrequadra 212/213 Norte, na qual possui uma grande área verde e possivelmente a nascente dos riachos de dentro do parque, recebeu a proposta para a construção de um shopping que ia se chamar Shopping Olhos D'Água.[1] Contudo, após manifestações dos moradores das quadras próximas,[1] essa área foi acoplada ao parque.

Biodiversidade[editar | editar código-fonte]

Flora[editar | editar código-fonte]

Árvores no Parque

A vegetação típica da região, o Cerrado, é preservada no parque, a algumas espécies são identificadas por pequenas placas. Mas pode-se ver ainda resquícios de espécies da antiga ocupação, que era de pequenas chácaras, como bananeiras, mangueiras, figueiras e outras.

Dentre as nativas destaca-se o angico, Parapiptadenia rigida talvez a espécie nativa mais numerosa no parque. Aparecem também as raras e interessantes trepadeiras "Papo de Peru", Aristolochia gigantea principalmente junto à ponte sobre o riacho mais próxima da Lagoa do Sapo. Florescem e exalam um cheiro de carne podre, que atrai insetos que são digeridos pela planta. Existem outras variedades de Aristolochia em outro local, que são podadas regularmente pelos funcionários, que provavelmente não entendem a sua importância e as classificam como mato. Possui também um pequeno riacho tipo talvegue (rio com margens elevadas), que é cortado por duas pequenas pontes ao longo do parque.

Fauna[editar | editar código-fonte]

A fauna é bastante diversificada, principalmente nas aves e insetos. O riacho é povoado por Astianax, Xiphophorus e Poecilia, além de quelônios (tartarugas). Dentre os mamíferos, já foram observados Didelfídeos (gambás) e Cavídeos (preás) estes nas moitas de uma invasora muito comum no Brasil, o capim-gordura, Melinis minutiflora.

Introdução de espécies não nativas[editar | editar código-fonte]

Um dos maiores problemas do parque, que está a merecer uma campanha, é a mania dos brasilienses de soltura no local de espécies exóticas, que, encontrando um nicho ecológico vazio, passam a dominar as espécies nativas. É o caso lamentável das tartarugas tigre d´água asiáticas, que existem em grande número na Lagoa do Sapo, onde também estão em expansão patos domésticos e tilápias. Muitos levam pão para dar a esses animais, o que acaba atraindo uma enorme quantidade de ratos e ratazanas.

Também pode-se perceber plantas não nativas ainda presentes das antigas invasões da área.

Em 2013, um um casal de coelhos foi solto na nova área do parque e começou a se reproduzir até chegarem a aproximadamente 40 filhotes, que posteriormente foram retirados por técnicos ambientais[2]

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Referências