Partido Revolucionário do Proletariado

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Partido Revolucionário do Proletariado - Brigadas Revolucionárias
PRP Morte ao fascismo, 1975, pintura mural[1]
Líder Carlos Antunes
Isabel do Carmo
Fundação 1973
Dissolução 1976
Sede Portugal Portugal
Ideologia Comunismo
Marxismo-Leninismo
Guevarismo
Espectro político Extrema-esquerda
Afiliação nacional Força de Unidade Popular
Cores Vermelho
Página oficial
Brigadas Revolucionárias

O Partido Revolucionário do Proletariado foi um partido político português de inspiração guevarista[carece de fontes?] nascido na clandestinidade em 1973 e dissolvido em 1976.

O período clandestino[editar | editar código-fonte]

Nasceu de uma cisão na FPLN (Frente Patriótica de Libertação Nacional). Dava fundamental importância à luta armada e, durante o marcelismo, foi especialmente conhecido pela actividade das BR (Brigadas Revolucionárias) grupo armado a quem esteve ligado ideologica e organicamente.

Durante o último período do Estado Novo desenvolveu actividade de sabotagem de retaguarda contra objectivos militares portugueses, para favorecer a luta dos movimentos independentistas das então colónias portuguesas. Numa dessas sabotagens dois militantes seus perderam a vida, constituindo as únicas vítimas mortais do historial de acções armadas do PRP-BR.

Para a sua infraestrutura clandestina aproveitava as suas ligações com sectores dos católicos progressistas.

O 25 de Abril de 1974[editar | editar código-fonte]

Depois da revolução dos cravos passou a ter actividade pública. Publicava os jornais Revolução, dirigido por Isabel do Carmo, e Página Um.

Não se apresentou às eleições de Abril de 1975, mas participou na campanha com o slogan: "A arma é o voto do Povo".

Foi um partido com influência nos sectores militares revolucionários, nomeadamente junto do COPCON e durante 1974 e 1975 organizou um número indeterminado de Conselhos Revolucionários. Estes eram grupos de trabalhadores preparados para a auto-defesa armada da revolução. O PRP favorecia a decisão democrática no seio destes e criticava o PCP e os seus Comitês de Defesa da Revolução, que eram controlados por militantes do partido e não eram responsáveis ante assembleias de trabalhadores.

O trabalho político junto dos militares do PRP ficou consignado no chamado documento do COPCON que chamava à margaretização da Assembleia Constituinte e a organização do Poder Popular. Os seus contactos no COPCON serviram-lhe também para organizar um pequeno destacamento militar vinculado ao partido, que participou em acções de consciencialização cívico-revolucionária no distrito de Bragança durante o verão de 1975.

Em 1975 o PRP integrou a Frente de Unidade Revolucionária junto com outros partidos de esquerda. E também participou também na organização dos SUV Soldados Unidos Vencerão . Os SUV eram uma organização de soldados revolucionários que pretendia indisciplinar os quartéis e inutilizar o exército no caso de pretender ser utilizado para um golpe militar. O PRP-BR recebeu as 3000 espingardas G3 desviadas pelo Capitão Fernandes e que poderiam servir para armar os Conselhos Revolucionários e organizar uma insurreição popular. Terá sido o responsável por granadas atiradas contra esquadras da polícia em retaliação pela destruição à bomba do emissor da Rádio Renascença ordenada pelo Governo, assim como pelo lançamento de bombas de fumo no comício de apoio a Pinheiro de Azevedo e o VI Governo Provisório, no Terreiro do Paço, em Lisboa.

Em 1975 o PRP intentou criar uma Escola de Cultura Proletária alternativa ao ensino burguês. Para tal ocupou, em conjunto com a LUAR, uma moradia em Cacilhas, mas acabou por ser em Lisboa, num solar igualmente ocupado na Av. 5 de Outubro, que concretizou a Universidade Proletária Ernesto e Luis, assim designada em homenagem aos seus dois militantes operários mortos numa acção armada antes do 25 de Abril. Até 1977 aí organizou debates públicos, cursos livres e uma livraria de temáticas anti-capitalistas.

O PRP apoiou a candidatura às eleições presidenciais de 1976 de Otelo Saraiva de Carvalho.

Depois da campanha eleitoral de 1976, com o refluxo dos movimentos sociais e o fim do processo revolucionário, o Partido integrou a Organização Unitária de Trabalhadores (OUT) de onde mais tarde surgiu a o Força de Unidade Popular (FUP), que apoiou Otelo Saraiva de Carvalho em várias eleições presidenciais.

Uma parte dos dirigentes históricos do PRP não acompanhou a FUP e o PRP deixou de existir. Vários dos seus militantes foram vítimas de perseguição policial pelo vínculo entre as velhas BR e um novo grupo armado, as Forças Populares 25 de Abril (FP-25) .

Entre 1975 e 1979 o PRP desenvolveu actividade clandestina através das suas Brigadas Revolucionárias, que estiveram envolvidas em actividades de "recuperação de fundos" (através de assaltos a bancos e repartições da fazenda pública) e colocação de engenhos explosivos. Estas actividades deram origem ao chamado "Caso PRP", que terminou com a condenação de vários dos envolvidos, incluindo dos dirigentes Carlos Antunes, Pedro Goulart e Isabel do Carmo. ).

Foi nos finais de 1979 que um grupo de militantes do PRP e das BR constituiu as referidas FP-25, reivindicando em Novembro desse mesmo ano a execução de José Plácido, ex-militante da Marinha Grande, por delação, alegada corrupção e apropriação pessoal de fundos do partido.

Principais dirigentes históricos[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Site do pretenso, mas desmentido, novo PRP-BR, com antigos textos, ainda que misturados com documentos falsos da actualidade [1]
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