Pavo

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Pavão

Pavo constellation map.svg
Nome latino
Genitivo

Pavo
Pavonis

Abreviatura Pav
 • Coordenadas
Ascensão reta
Declinação
20 h
-65°
Área total 378° quadrados
 • Dados observacionais
Visibilidade
- Latitude mínima
- Latitude máxima
- Meridiano
 
-90°
+15°
25 de Agosto, às 21h
Estrela principal
- Magn. apar.
Alfa Pavonis
1,94
Outras estrelas
- Magn. apar. < 3
- Magn. apar. < 6
 
1
-
 • Chuva de meteoros
 • Constelações limítrofes
Em sentido horário:

Pavo, o Pavão, é uma constelação do hemisfério celestial sul. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Pavonis.

As constelações vizinhas, segundo as fronteiras modernas, são o Índio, o Telescópio, o Altar, a Ave-do-Paraíso e o Oitante.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Constelação[editar | editar código-fonte]

As constelações Pavo e Indus aparecem no mapa celeste do hemisfério sul de Johann Gabriel Doppelmayr na sua obra Atlas Coelestis de 1742
Pavo (acima, na direita), com as outras aves do sul em sua primeira aparição no atlas celeste Uranometria de Johann Bayer.

Pavo foi uma das doze constelações criadas pelo astrônomo holandês Petrus Plancius das observações do céu do hemisfério sul feitas pelos exploradores Pieter Dirkszoon Keyser e Frederick de Houtman, que navegaram na primeira expedição comercial holandesa, conhecida como Eerste Schipvaart, para as Índias. Apareceu inicialmente num globo celeste de 35 centímetros publicado em 1598 em Amsterdã por Plancius com Jodocus Hondius.

O primeiro registro desta constelação num atlas celeste foi feita pelo cartógrafo alemão Johann Bayer em sua obra Uranometria de 1603[2] De Houtman a incluiu em seu catálogo estelar no mesmo ano com o nome holandês De Pauww, "O Pavão".[3]

Pavo e as constelações Phoenix, Grus e Tucana são chamadas de "pássaros do sul".[4]

Um outro nome em latim para a constelação era Junonia Avis.[5]

Mitologia[editar | editar código-fonte]

O Pavão é uma das muitas constelações que homenageiam servos de Hera, deusa das bodas e rainha do céu no panteão grego.

Ave símbolo da deusa, o Pavão teria, segundo o mito, os "olhos" das penas da cauda vindos de Argos, um monstro de cem olhos incubido por Hera de vigiar Io, uma das amantes de Zeus. [carece de fontes?]

Referências

  1. MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas (1989). Uranografia: descrição do céu (Rio de Janeiro: Francisco Alves). p. 235. ISBN 85-265-0174-7. 
  2. Ridpath, Ian. «Bayer's Southern Star Chart». Star Tales. Consultado em 5 de setembro de 2015. 
  3. Ridpath, Ian. «Frederick de Houtman's Catalogue». Star Tales. Consultado em 5 de setembro de 2015. 
  4. Moore, Patrick (2000). Exploring the Night Sky with Binoculars (Cambridge, United Kingdom: Cambridge University Press). p. 48. ISBN 978-0-521-79390-2. 
  5. Wallace, James (1812). A New Treatise on the Use of the Globes, and Practical Astronomy; or, A Comprehensive View of the System of the World (New York, New York: Smith & Forman). p. 42. 
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