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Espécie

Ilustração de J. G. Keulemans, 1904

Pombo-coroado-de-choiseul (nome científico: Microgoura meeki) é uma espécie extinta de ave que pertence à família Columbidae. Era endêmica da ilha Choiseul, uma das Ilhas Salomão, embora haja relatos não confirmados de que tenha vivido em algumas ilhas próximas. É o único representante do gênero Microgoura e não tem subespécies conhecidas. Acredita-se que seu "primo" vivo mais próximo seja o pombo Trugon terrestris da Indonésia e Papua Nova Guiné, que tem uma plumagem parecida. Extinta no início do século XX, restaram apenas cinco peles e um esqueleto parcial, mantidos hoje no Museu Americano de História Natural, além de uma pele e um ovo guardados no Museu de História Natural de Tring, na Inglaterra.

O pombo media 31 cm de comprimento, e tanto o macho quanto a fêmea possuíam uma plumagem verde-acinzentada com o abdome laranja-acastanhado. Sua cabeça tinha um penacho longo e arredondado, parecendo uma coroa, de cor azul-ardósia. Ele emergia da parte posterior da crista e não se sabe ao certo se a ave mantinha o penacho ereto ou aplanado. Na testa havia um escudo frontal. O queixo e garganta eram cobertos por algumas penas pretas, enquanto que o azul-ardósia do pescoço se mesclava com a plumagem amarronzada do peito. A cauda, curta e arredondada, era azul-marinho com um brilho iridescente ligeiramente roxo. Tinha o bico de duas cores: a mandíbula superior era azul-pálido com a ponta preta, enquanto a inferior era vermelha. A plumagem dos filhotes é desconhecida.




Uma tartaruga-de-pente em Saba, Antilhas Holandesas.

A tartaruga-de-pente (nome científico: Eretmochelys imbricata) é uma tartaruga marinha da família dos queloniídeos, encontrada em mares tropicais e subtropicais. Espécie criticamente ameaçada de extinção devido à caça indiscriminada, possui carapaça medindo entre oitenta e noventa centímetros de comprimento, coberta por placas córneas imbricadas que fornecem o material utilizado na confecção de diversos utensílios. A tartaruga-de-pente tem como habitat natural recifes de coral e águas costeiras rasas, como estuários e lagoas, podendo ser encontrada, ocasionalmente, em águas profundas.

A espécie tem uma distribuição mundial, com subespécies do Oceano Atlântico e do Pacífico. A Eretmochelys imbricata imbricata é a subespécie atlântica, enquanto que a Eretmochelys imbricata bissa é encontrada na região do Indo-Pacífico. Sua alimentação consiste de esponjas, anêmonas, lulas e camarões; sua cabeça estreita e sua boca formam um bico que permite buscar o alimento nas fendas dos recifes de corais. Elas também alimentam-se de outros invertebrados, como por exemplo, ctenóforos e medusas.




Tilacinos em Washington D.C., 1902.

Tilacino (nome científico: Thylacinus cynocephalus) foi o maior marsupial carnívoro conhecido dos tempos modernos. Nativo da Austrália, Tasmânia e Nova Guiné, acredita-se que foi extinto no século XX. Foi o último membro de seu gênero, Thylacinus, ainda que diversas espécies relacionadas tenham sido encontradas em registros de fósseis datando desde ao início do Mioceno. Os tilacinos foram extintos da Austrália continental milhares de anos antes da colonização europeia do continente, mas sobreviveram na ilha da Tasmânia junto com diversas espécies endêmicas, incluindo o diabo-da-tasmânia. A caça intensiva encorajada por recompensas por os considerarem uma ameaça aos rebanhos é geralmente culpada por sua extinção, mas outros fatores que contribuíram podem ter sido doenças, a introdução dos cães e do dingo, e intrusão humana em seu habitat.

O último registro visual conhecido ocorreu em 1932 e o último exemplar morreu no jardim zoológico de Hobart em 7 de setembro de 1936. Apesar de ser oficialmente classificado como extinto, relatos de encontros ainda são reportados. Como os tigres e lobos do hemisfério norte, o tilacino era o predador-alfa da cadeia alimentar. Como um marsupial, não era relacionado a estes mamíferos placentários, mas devido à convergência evolutiva, ele demonstrava as mesmas formas gerais e adaptações.




Extinctbirds1907 P10 Ara tricolor0301 1.png

Arara-vermelha-de-cuba (Ara tricolor) é uma espécie extinta de arara que era nativa da ilha principal de Cuba e da vizinha ilha da Juventude. Os últimos espécimes morreram no final do século XIX. Não restou nenhum esqueleto da ave moderna, mas alguns subfósseis foram achados em Cuba. Com apenas cerca de 45 a 50 centímetros de comprimento, é uma das menores araras já identificadas pela ciência. Tinha cabeça vermelha, laranja, amarela e branca, e um corpo laranja, verde, marrom, azul e vermelho. Pouco se sabe sobre o seu comportamento, mas foi relatado que construíam ninhos em árvores ocas, viviam em casais ou famílias, e alimentava-se com sementes e frutas. A distribuição original em Cuba da espécie é desconhecida, mas pode ter sido restrita às regiões central e oeste da ilha principal. Foi relatada, principalmente, na grande Ciénaga de Zapata, onde habitavam terreno aberto, com árvores dispersas.

A arara-vermelha-de-cuba era comercializada e caçada por ameríndios e depois pelos europeus após a sua chegada no século XV. Muitos exemplares foram levados para a Europa como aves de estimação, e 19 peles ainda existem atualmente em museus. Tornou-se rara por meados do século XIX, devido à pressão da caça, comércio e destruição do habitat. Furacões podem também ter contribuído para a sua extinção. Os últimos relatos confiáveis ​​da espécie são de 1850 em Cuba e 1864 na ilha da Juventude, mas pode ter persistido até 1885.





Pintura de um possível exemplar empalhado

Galinhola-vermelha-de-maurício ou galinhola-vermelha-das-maurícias (nome científico: Aphanapteryx bonasia) é uma espécie extinta de ave da família dos ralídeos que era endêmica de Maurício, uma ilha no Oceano Índico a leste de Madagascar. Única espécie do gênero Aphanapteryx, era pouco maior que uma galinha, possuía pernas compridas e um longo bico curvado. Sua plumagem castanho-avermelhada era composta de penas macias parecidas com pelos; a cauda não ficava visível na ave viva, e as suas curtas asas não lhe permitiam voar. No geral, sua aparência se assemelhava a de um carão ou de um kiwi esbelto.

O primeiro registro da espécie foi um desenho no diário de bordo do navio holandês Gelderland, datado de 1601. Outras figuras e descrições foram feitas durante o século XVII, algumas delas imprecisas porque, após a extinção do dodô, os colonos passaram a chamá-la pelo nome desse famoso pombo terrestre. Na década de 1860, ossos subfósseis da galinhola-vermelha foram encontrados junto a esqueletos de outros animais no pântano Mare aux Songes, em Maurício. A análise deste e de outros resquícios encontrados mais tarde permitiu estabelecer seu parentesco próximo com o Erythromachus leguati, endêmico da ilha vizinha de Rodrigues.




Rinocerontes-de-java num poço de lama em Ujung Kulon (1930).

O rinoceronte-de-java é um membro da família Rhinocerotidae e uma das cinco espécies de rinocerontes recentes. Ele pertence ao mesmo gênero do rinoceronte-indiano, possuindo muitas características semelhantes. Difere principalmente no tamanho – sendo menor que seu primo indiano – pelas placas dérmicas menos desenvolvidas, e por diferenças craniais e dentárias. Seus cornos são os menores dentre todas as espécies de rinocerontes e, muitas vezes, podem estar ausentes nas fêmeas.

O rinoceronte-de-java é a mais rara das espécies de rinocerontes, com uma população estimada em menos de 100 indivíduos divididos nas duas áreas de ocorrência. A perda do habitat e caça predatória, pelo uso de seu corno na medicina chinesa, foram as principais causas da redução populacional desses animais. E hoje, mesmo protegido nas reservas, ainda corre risco devido à perda da diversidade genética, doenças e pela caça ilegal. Devido aos hábitos solitários, raridade, e por viverem numa área de instabilidade política, cientistas e conservacionistas raramente estudaram este animal em campo, sendo consequentemente a espécie de rinoceronte menos conhecida.