Metal progressivo

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Metal Progressivo
Origens estilísticas
Contexto cultural Fim da década de 80 e começo da década de 1990 nos EUA e no Reino Unido
Instrumentos típicos Bateria, Baixo, Guitarra, Teclado, Vocal
Subgêneros
Djent
Gêneros de fusão
Metal neoclássico  • Death metal progressivo  • Metal sinfônico  • Math metal
Outros tópicos
Bandas

Metal progressivo (do inglês, progressive metal, também conhecido como prog metal), é um gênero de fusão, resultado da união do rock progressivo com o heavy metal. O metal progressivo surgiu durante a década de 1980 nos Estados Unidos, tendo como pioneiros as bandas Queensrÿche, Watchtower, Fates Warning e Dream Theater.[1]

O gênero se expandiu para outros países, fundindo-se novamente com o thrash, o power e o death metal. Apesar do metal progressivo ter sido melhor incorporado no final dos anos 80, só obteve êxito comercial considerável na década de 90.[2] Não obstante, a popularidade do gênero começou a entrar em declino no final da década de 90.[3]

Características[editar | editar código-fonte]

O metal progressivo faz o uso dos elementos do rock progressivo (como a sonoridade de natureza experimental e "pseudo-clássica", músicas de longa duração, e outras peculiaridades, bem como a incorporação de estruturas liricamente e sonoramente complexas[4]), mas congrega o "peso" e "agressão" presente no heavy metal, que trata-se, sobretudo, do uso de guitarras amplificadas e distorcidas.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

As origens do gênero estão no surgimento do rock progressivo e do hard rock/heavy metal, desenvolvido entre o final da década de 60 e início da década de 70. Do rock progressivo o gênero absorveu influências de bandas como King Crimson, Uriah Heep, Pink Floyd, Yes e Genesis[5]. Mas coube aos canadenses do Rush fazer a ponte entre os três gêneros, com o lançamento do álbum 2112, de 1976. O trio inovou em sua abordagem progressiva de rock pesado, servindo de referência para que na década seguinte a fusão com o heavy metal ocorresse[6]. Do heavy metal o gênero absorveu o peso, a velocidade e atitude de bandas como Black Sabbath e Judas Priest, bem como do hard rock do Led Zeppelin e Deep Purple. Por fim, foi através da Nova Onda Do Heavy Metal Britânico que o heavy metal progressivo recebeu o empurrão final. Nessa altura, no início dos anos oitenta, o Iron Maiden já despontava como a principal banda do movimento, e todos queriam ser como eles. Foi assim que, adicionando também influências de Accept e Tygers of Pan Tang, surgiu em 1981 o Queensrÿche, e no ano seguinte, o Fates Warning.[7]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

O Dream Theater em performance em 2008.

Mas o metal progressivo não desenvolveu seu próprio gênero antes da segunda metade da década de 1980. Bandas como Dream Theater, Queensrÿche, Fates Warning, Watchtower, Threshold e Shadow Gallery, utilizaram mais claramente e de modo mais contundente elementos desses grupos de rock progressivo, principalmente na estrutura da composição das músicas, mesclando-as com características do heavy metal, atribuídas a bandas como Uriah Heep, Deep Purple, Black Sabbath e Iron Maiden.[8] O resultado pode ser descrito como a mentalidade do rock progressivo com o estilo do heavy metal.

O gênero alcançou seu auge comercial a partir do final da década de 1980, quando "Silent Lucidity" do Queensrÿche esteve constantemente nas rádios e na MTV. Não era uma típica música do metal progressivo, mas fez com que se abrissem as portas para uma nova legião de fãs do Queensrÿche, tendo surtido efeito na popularidade de outras bandas de metal progressivo da época. Em 1993, "Pull Me Under" do Dream Theater, uma música mais típica do metal progressivo do que "Silent Lucidity" e ainda numa linha mais próxima ao heavy metal, se tornou popular no rádio e na MTV.

A banda americana Nevermore usou o metal progressivo somado ao thrash metal, criando uma abordagem bem agressiva do estilo. Outra banda de destaque no metal progressivo é a banda Symphony X, que adicionou elementos sinfônicos em suas músicas.

Djent[editar | editar código-fonte]

Na segunda metade da década de 2000 há o surgimento djent, subgênero do metal progressivo, desenvolvido a partir de bandas como Meshuggah, Sikth, Animals as Leaders, TesseracT, Textures, Born of Osiris, Periphery, The Contortionist, Uneven Structure, Vildhjarta, entre outras.[9]

Heterogeneidade musical[editar | editar código-fonte]

A banda Amorphis.

Ainda uma das características do metal progressivo é a sua heterogeneidade musical,[10] em que algumas bandas são mais próximas da música erudita, como o Shadow Gallery e o Symphony X, outras ao death metal, como o Amorphis e o Opeth, outras ao jazz, como o Dream Theater e o Liquid Tension Experiment, outras do power metal, como o Evergrey e o Kamelot, outras do thrash metal, como o Megadeth e o Metallica, ainda outras ao metal alternativo, como Faith no More, Mudvayne e Tool, ou mesmo com o sludge metal, como o Mastodon.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências