Regência nominal

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Regência nominal é o campo da gramática que estuda a relação de sentido que se dá entre os nomes e os respectivos termos regidos por esse nome.

Em português, alguns nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) exigem um complemento precedido por preposição.[1] Tal complemento exerce a função de integrar o sentido da palavra completada, enriquecendo assim a semântica da oração em questão.[2] O conjunto de complemento regido pela preposição é denominado “complemento nominal”, no qual a preposição é definida pela “regência nominal”.

Tipos de regência nominal[editar | editar código-fonte]

O complemento nominal pode estar representado por:[2]

  1. substantivo
  2. pronome
  3. numeral
  4. palavra substantivada
  5. expressão substantivada
  6. oração completiva nominal

Estrutura da oração[editar | editar código-fonte]

Modelo de frase:

[sujeito] [verbo] [objeto] [preposição]+[complemento nominal].

Exemplos[editar | editar código-fonte]

Tipos de complemento:[editar | editar código-fonte]
  • O pior é a demora do vapor. (complemento nominal de substantivo)
Nemésio, Mau Tempo no Canal, (s.d.), p. 361 (citado por Cunha & Cintra, Nova Gramática, 2010, p. 153).
  • Tinha nojo de si mesma. (classificação:complemento nominal de pronome)
Assis, Obra Completa, vol. I, 1959, p. 487 (citado por Cunha & Cintra, Nova Gramática, 2010, p. 153).
  • “Esse problema só pode ser resolvido em nível de diretoria.” (complemento nominal de substantivo)
Nogueira, G1: Dicas de Português, 03/10/12.
Erro de regência:[editar | editar código-fonte]
  • Hoje estamos aqui.
    “A decisão do julgamento provocou um clima adverso com a Justiça.” ( errado)
“A decisão do julgamento provocou um clima adverso à Justiça.” ( certo)
Paiva, Português Jurídico, 2013, (s.p.).

Regência nominal como fenômeno linguístico[editar | editar código-fonte]

No geral, tanto a regência de nomes quanto a regência de verbos (regência verbal) são desprezadas no padrão de normas da linguagem escrita.[3] Na linguagem culta passam despercebidas em meio a outros assuntos[4] podendo ser até mesmo desconsiderada por alguns gramaticos.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Literatura (citada)
Literatura relacionada

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Aquino, Renato (2012). Gramática Objetiva Da Língua Portuguesa (recurso eletrônico) ed. [S.l.]: Elsevier Brasil. p. 257. 619 páginas. ISBN 978-85-3526327-5. Consultado em 19 de junho de 2013 
  2. a b Cunha, C.; Cintra, L (2010). «7». Nova Gramática. do Português Contemporâneo 5ª ed. Rio de Janeiro: Lexikon. p. 153. 762 páginas. ISBN 978-85-86368484-6 Verifique |isbn= (ajuda) 
  3. Preti, Dino (2005). Discurso oral culto. Col: Projetos Paralelos. 2. Núcleo USP 3ª ed. São Paulo: Humanitas. p. 108. 224 páginas. ISBN 978-85-9829264-9. Consultado em 19 de junho de 2013 
  4. Vecchi, Cristine; Izildinha Gleria, Maria (2007). Português para concursos públicos. São Paulo: Universo dos Livros. p. 80. 128 páginas. ISBN 978-85-6048054-8. Consultado em 19 de junho de 2013 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikilivros
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