Regência nominal

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Regência nominal é o campo da gramática que estuda a relação de sentido que se dá entre os nomes e os respectivos termos regidos por esse nome.

Em português, alguns nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) exigem mais de um complemento precedido por preposição.[1] Tal complemento exerce a função de integrar o sentido da palavra completada, enriquecendo assim a semântica da oração em questão.[2] O conjunto de complemento regido pela preposição é denominado "complemento nominal", no qual a preposição é definida pela "regência nominal".

Tipos[editar | editar código-fonte]

O complemento nominal pode estar representado por:[2]

  1. substantivo
  2. pronome
  3. numeral
  4. palavra ou expressão substantivada
  5. oração subordinada substantiva completiva nominal

A estrutura da oração pode ser percebida no seguinte modelo de frase:

[sujeito] [verbo] [objeto] [preposição]+[complemento nominal].

Tipos de complemento[editar | editar código-fonte]

  • O pior é a demora "do vapor". → complemento nominal de substantivo).[3]
  • Tinha nojo de si mesma. → complemento nominal de pronome.[4]
  • "Esse problema só pode ser resolvido em nível de diretoria. → complemento nominal de substantivo.[5]

Erro de regência[editar | editar código-fonte]

  • Hoje estamos aqui.
    "A decisão do julgamento provocou um clima adverso com a Justiça." (X mark.svg errado)
    "A decisão do julgamento provocou um clima adverso à Justiça." (Yes check.svg certo)[6]

Fenômeno linguístico[editar | editar código-fonte]

No geral, tanto a regência de nomes quanto a regência de verbos (regência verbal) são desprezadas no padrão de normas da linguagem escrita.[7] Na linguagem culta passam despercebidas em meio a outros assuntos[8] podendo ser até mesmo desconsiderada por alguns gramáticos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikilivros
O wikilivro Português tem uma página sobre Regência nominal

Referências

  1. Aquino, Renato (2012). Gramática Objetiva Da Língua Portuguesa (recurso eletrônico) ed. [S.l.]: Elsevier Brasil. p. 257. 619 páginas. ISBN 978-85-3526327-5. Consultado em 19 de junho de 2013. 
  2. a b Cunha & Cintra 2010, p. 153
  3. Nemésio, Mau Tempo no Canal, (s.d.), p. 361 (citado por Cunha & Cintra, Nova Gramática, 2010, p. 153).
  4. Assis, Obra Completa, vol. I, 1959, p. 487 (citado por Cunha & Cintra, Nova Gramática, 2010, p. 153).
  5. Nogueira, Sérgio (3 de outubro de 2012). «"A nível de" ou "em nível de"? Saiba qual é o correto e quando usar». Dicas de Português. G1. Consultado em 20 de junho de 2013. 
  6. Paiva 2013
  7. Preti, Dino (2005). Discurso oral culto. Col: Projetos Paralelos. 2. Núcleo USP 3ª ed. São Paulo: Humanitas. p. 108. 224 páginas. ISBN 978-85-9829264-9. Consultado em 19 de junho de 2013. 
  8. Vecchi, Cristine; Izildinha Gleria, Maria (2007). Português para concursos públicos. São Paulo: Universo dos Livros. p. 80. 128 páginas. ISBN 978-85-6048054-8. Consultado em 19 de junho de 2013. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]