Sônia Oiticica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde Maio de 2012).
Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Sônia Oiticica
Paulo Porto e Sônia Oiticica na peça Romeu e Julieta.
Nascimento 19 de dezembro de 1918
Rio Largo, AL
Morte 26 de fevereiro de 2007 (88 anos)
São Paulo, SP
IMDb: (inglês)

Sônia Oiticica (Rio Largo, 19 de dezembro de 1918São Paulo, 26 de fevereiro de 2007) foi uma atriz brasileira.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Sônia era filha de um anarquista convicto, o professor José Oiticica que, mesmo sendo à época um grande intelectual, foi preso várias vezes por esse motivo. Numa delas, ele e a família saíram do Rio de Janeiro para ficarem detidos no Engenho Riachão, em Alagoas; foi aí que nasceu Sônia, numa família de oito irmãos, sendo sete mulheres e um rapaz.

Alguns meses depois a família voltou para o Rio de Janeiro, onde Sônia passou a sua infância e adolescência. A casa de seus pais era frequentada por nomes como Coelho Neto, Viriato Correia e Monteiro Lobato. Seu pai dava aulas de grego e, entre os seus alunos, estavam Antônio Houaiss e Antônio de Pádua. Este último apresentou Sônia ao embaixador Paschoal Carlos Magno, que acabara de criar um núcleo de teatro estudantil para encenar Shakespeare. Assim, ela e Paulo Porto seriam Romeu e Julieta, sob direção de Itália Fausta.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Sônia foi a primeira atriz brasileira a interpretar Julieta, de William Shakespeare. Em Romeu e Julieta causou escândalo, ao tomar a decisão ousada para a época (1938), de beijar de verdade em cena.

Apesar de ser a primeira a interpretar o texto do dramaturgo inglês, foi interpretando os textos de um brasileiro famoso que Oiticica ficou conhecida. A atriz atuou em pelo menos oito grandes montagens de textos de Nelson Rodrigues.

Em 1940 ingressou no teatro profissional, quando foi trabalhar na companhia de Luís Iglezias, no Teatro Rival, na Cinelândia. Nesse mesmo ano faz Pureza, o seu primeiro filme.

Casamento e interregno[editar | editar código-fonte]

Em 1944 deixou tudo para casar com Charles Edward. Parecia um casamento impossível, ele filho de um capitalista e ela de um anarquista. Pior que as diferenças ideológicas foi o fato de o marido a proibir de atuar, chegando Sônia a fazer figuração escondida só para matar saudades. Seis anos depois do casamento, e grávida, pediu a separação.

Reinício de carreira[editar | editar código-fonte]

Voltou então ao rádio e, em 1952, aos palcos. Em 1953 embarcou no sonho de formar uma companhia de teatro oficial subsidiada, com Sérgio Cardoso, Leonardo Villar e Nydia Licia, a Cia. Dramática Nacional. Foi nessa companhia que faz A Falecida, a primeira peça de Nelson Rodrigues que representou.

Em 1958 mudou-se para São Paulo. Aí atuou novamente com Sérgio Cardoso em O Soldado Tanaka e, logo depois, integrou-se ao Teatro Popular do Sesi, dirigido por Osmar Rodrigues Cruz.

No entanto, o diretor que mais admirou foi Eduardo Tolentino, do Grupo Tapa, com quem atuou muito mais tarde, na década de 1990.

Doença e morte[editar | editar código-fonte]

Sônia Oiticica morreu aos 88 anos, no Hospital Regional Sul, em Santo Amaro, onde estava internada desde o dia 16 de fevereiro devido a uma fratura do colo do fémur, provocada por uma queda na casa de sua filha Eleonora, aonde estava morando. Uma infecção generalizada por causa de má internação veio a causar falência múltipla dos órgãos. Foi cremada em Vila Alpina no dia 27 de fevereiro de 2007.

A artista plástica Ana Cláudia Oiticica, filha da atriz, acusou publicamente o hospital de incúria, acusação que a direção do mesmo refutou.

Trabalhos[editar | editar código-fonte]

Telenovelas[editar | editar código-fonte]

Filmes[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel Direção
1982 Dora Doralina Perry Salles
Eis os Amantes Rita Buzzar
1981 Bonitinha, mas Ordinária ou Otto Lara Resende Braz Chediak [1]
1979 Le agguato sul fondo enfermeira Anthony M. Dawson
O Caso Cláudia mãe de Flávia Miguel Borges
Os Noivos Dona Ana Afrânio Vital
1977 O Desconhecido Elisa Ruy Santos
1971 Uma Verdadeira História de Amor esposa do industrial Fauzi Mansur
1970 A Moreninha Donana Glauco Laurelli [2]
1940 Pureza Maria Paula[3] Chianca de Garcia

Principais peças[editar | editar código-fonte]

Trabalhou num total de 29 peças teatrais, entre elas:

Referências

  1. Cinemateca Brasileira Bonitinha mas Ordinária ou Otto Lara Resende [em linha]
  2. Cinemateca Brasileira, A Moreninha [em linha]
  3. «Pureza». Cinemateca Brasileira. Consultado em 1 de março de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]