Foo Fighters

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Foo Fighters
Foo Fighters em 2009.
Informação geral
Origem Seattle, Washington
País  Estados Unidos
Gênero(s) Rock alternativo, post-grunge, hard rock, grunge
Período em atividade 1995 - presente
Gravadora(s) Roswell Records / Hollywood Records / distribuidora: Sony Music
Afiliação(ões) Nirvana
Sunny Day Real Estate
Scream
Them Crooked Vultures
Tenacious D
deadmau5
Página oficial www.FooFighters.com
Integrantes Dave Grohl (vocal e guitarra)
Nate Mendel (baixo)
Taylor Hawkins (bateria)
Chris Shiflett (guitarra)
Pat Smear (guitarra)
Ex-integrantes William Goldsmith (bateria)
Franz Stahl (guitarra)

Foo Fighters é uma banda de rock dos Estados Unidos formada pelos ex-Nirvana Dave Grohl e Pat Smear em 1995[1] . Seu nome é uma referência ao termo "foo fighter", usado por aviadores na Segunda Guerra Mundial para descrever fenômenos aéreos misteriosos, considerados OVNIs. A banda atingiu sucesso internacional, lançando vários hits incluindo "This Is a Call", "Everlong", "Learn to Fly", "All My Life", "Times Like These", "Best of You","My Hero" e "The Pretender". Quatro de seus álbuns, There Is Nothing Left to Lose, One by One, Echoes, Silence, Patience & Grace e Wasting Light ganharam o Grammy por "melhor álbum de rock".

História[editar | editar código-fonte]

Formação e álbum de estreia (1994–1995)[editar | editar código-fonte]

Dave Grohl, passou quatro anos como baterista da banda grunge Nirvana. Nesse período desenvolveu uma série de composições não divulgadas, uma forma de preservar a interação do grupo. Em contrapartida Dave gravou algumas demos em estúdio, sendo que algumas canções foram compiladas no álbum Pocketwatch, lançado com o pseudônimo "Late!", em 1992.

Após a morte de Kurt Cobain em Abril de 1994, Grohl considerou abandonar a música, mas consequentemente resolveu gravar como "experiência catártica" suas composições. Em Outubro do mesmo ano, Grohl entrou no Robert Lang's Studio em Seattle com o amigo e produtor musical Barrett Jones. No espaço de uma semana, Grohl gravou as faixas cantando e tocando todos os instrumentos, com exceção de uma guitarra em "X-Static" por Greg Dulli do grupo americano Afghan Whigs. Para manter o anonimato, Grohl escolheu o nome "Foo Fighters" para criar a ilusão de que era uma banda em vez de "aquele cara do Nirvana".

Grohl passou fitas das gravações para amigos, e atraiu a atenção de gravadoras. Um contrato foi assinado com a Capitol Records por Grohl conhecer o presidente Gary Gersh desde que ele era da gravadora do Nirvana. A fita se tornou o primeiro álbum do Foo Fighters, também intitulado Foo Fighters.

Concerto acústico, 2006

Para divulgar o trabalho e tocar as músicas ao vivo, Grohl decidiu montar uma banda completa. Grohl chamou o guitarrista Pat Smear, que tocara no The Germs e era membro da banda de turnê do Nirvana, e após tomar conhecimento sobre o fim da banda conterrânea de rock alternativo, Sunny Day Real Estate, convocou o baixista Nate Mendel e o baterista William Goldsmith. A banda realizou sua primeira turnê ainda em 1995 abrindo concertos para Mike Watt. O Foo Fighters tocaria cerca de 190 vezes, ao longo de 1995 e 1996.

Seu primeiro single "This Is a Call" foi lançado em junho de 1995, e o álbum de estréia no mês seguinte. "I'll Stick Around" e "Big Me" foram os singles lançados nos meses seguintes.

The Colour and the Shape (1996–1997)[editar | editar código-fonte]

Após turnês em 1996, a banda agora completa entrou em estúdio em Seattle com o produtor Gil Norton para gravar o segundo álbum. Grohl ficou insatisfeito com a percussão de Goldsmith, e ao reunir a banda para regravações em Los Angeles regravou completamente a parte de bateria. Revoltado, Goldsmith saiu do grupo. O álbum resultante, The Colour and the Shape, foi lançado em 20 de maio de 1997.

Precisando de um baterista, Grohl contatou o baterista de turnê de Alanis Morissette, Taylor Hawkins, sobre a possibilidade de indicação de algum músico; para sua surpresa Hawkins voluntariou-se para a banda. Logo após o fim das gravações, Smear anunciou que sairia dos Foo Fighters, mas se manteve no grupo tocando em turnê enquanto Grohl não achasse um substituto. Em setembro de 1997, em frente a uma multidão de pessoas no MTV Video Music Awards, Pat Smear anunciou sua saída da banda e introduziu seu substituto Franz Stahl, ex-companheiro de Grohl na banda Scream.

There is Nothing Left to Lose (1998-2000)[editar | editar código-fonte]

Ainda antes da gravação do terceiro álbum, Stahl teve que sair da banda por não haver clima na banda. A banda resolveu gravar o próximo trabalho como um trio, em um estúdio construído no porão da casa de Grohl na Virgínia. O álbum There Is Nothing Left to Lose foi lançado em 1999, emplacando os hits como "Learn to Fly", "Breakout", "Generator" e "Stacked Actors". Durante a turnê desse disco, Chris Shiflett (ex-integrante do grupo punk No Use for a Name), entrou para a banda para ocupar a segunda guitarra.

One by One (2001–2004)[editar | editar código-fonte]

No final de 2001, a banda entrou em estúdio para gravar o quarto álbum. As sessões foram insatisfatórias, levantando tensões entre os integrantes, e eventualmente o grupo resolveu dar um tempo. No meio-tempo Grohl aceitou se tornar baterista do Queens of the Stone Age no álbum Songs for the Deaf (2002) e uma turnê. Após um show em Coachella - que Grohl afirmou que poderia ter sido o último da banda - o grupo resolveu reiniciar o trabalho no álbum, que foi então gravado no estúdio caseiro de Grohl na Virginia em apenas 2 semanas. One by One foi lançado em outubro de 2002, com os sucessos "All My Life" e "Times Like These".

Desde sempre a banda evitou posicionar-se politicamente. Apesar disso, em 2004, ao saber que a campanha presidencial de George W. Bush, sem a permissão da banda, estava a usar a canção "Times Like These", Grohl decidiu apoiar publicamente a campanha de John Kerry.

Dave Grohl em concerto com a banda, 2005

In Your Honor e Skin and Bones (2005–2006)[editar | editar código-fonte]

Em 14 de junho de 2005, foi lançado o álbum duplo de estúdio In Your Honor, com um disco de faixas elétricas e outro de acústicas. Grohl citou que o álbum duplo surgiu de composições acústicas feitas com a possível intenção de se tornar uma trilha sonora. Durante a promoção do álbum, Dave Grohl, fascinado por OVNIs, teve a chance de apresentar-se no Roswell International Air Center in Roswell, Novo México. O local foi supostamente palco da queda de uma aeronave alienígena em 1947.

A banda decidiu organizar pequenas turnês acústicas em 2006, trazendo o ex-integrante Smear no violão, mais Petra Haden no violino e Rami Jaffee do The Wallflowers no piano e teclado. Em novembro a banda lançou seu primeiro álbum ao vivo, Skin and Bones, com quinze faixas selecionadas de três concertos acústicos em Los Angeles. Um DVD foi lançado logo depois, e apresenta faixas não disponíveis no CD.

Echoes, Silence, Patience & Grace e Greatest Hits (2007–2009)[editar | editar código-fonte]

Em 25 de setembro de 2007, a banda lançou o álbum Echoes, Silence, Patience & Grace, pela RCA Records. Nesse novo trabalho eles voltam a trabalhar com o produtor Gil Norton, que não produzia um disco do Foo Fighters desde 1997. Entre os singles de maiores sucessos estão, " The Pretender", "Long Road to Ruin", "Cheer Up, Boys (Your Make Up Is Running)" e "Let It Die".

Em 2008 o álbum "Echoes, Silence, Patience & Grace" ganhou o Grammy na categoria "Melhor Álbum de Rock". Além disso, uma das canções desse álbum, "The Pretender", ganhou o Grammy de "Melhor Performance Hard Rock".

Em 3 de novembro de 2009, o Foo Fighters lançou a coletânea Greatest Hits, que inclui as músicas de maior sucesso da banda e duas canções inéditas, "Wheels" e "Word Forward", além de uma versão acústica de "Everlong".

Wasting Light (2011-2012)[editar | editar código-fonte]

Após o fim da turnê de Echoes, Silence, Patience and Grace, Grohl iniciou o projeto Them Crooked Vultures, e em meio à turnê australiana da banda fez planos para o próximo álbum dos Foo Fighters: seria gravado na garagem de sua casa em Encino com apenas equipamento analógico, o produtor seria Butch Vig - com quem Grohl fizera o álbum mais famoso do Nirvana, Nevermind - e a gravação seria acompanhada de um documentário sobre a banda. O álbum resultante, Wasting Light, foi lançado em 2011, marcando o retorno definitivo de Pat Smear para banda. O filme Back and Forth também surgiu no mesmo ano. Wasting Light se tornou o primeiro álbum da banda a liderar a parada norte-americana e foi grande sucesso de público e crítica.[2]

Em 2 de outubro de 2012, após encerrar uma longa turnê mundial, Dave Grohl confirmou que o Foo Fighters entraria em hiato por tempo indefinido. [3]

Dave Grohl usou esse tempo para produzir Sound City, um documentário sobre o estúdio localizado em Los Angeles - Califórnia que foi palco da gravação do álbum Nevermind do Nirvana, dentre outros. O projeto reuniu participação de vários músicos, como Paul Mccartney, Stevie Nicks e ex-integrantes da banda Nirvana, que formaram um supergrupo denominado The Sound City Players a fim de divulgar o documentário.[4]

Sonic Highways (2013-2015)[editar | editar código-fonte]

Apesar do Foo Fighters ter entrado em hiato, Dave Grohl declarou em janeiro de 2013 que a banda tem um plano para seu próximo álbum já intitulado de Sonic Highways e que já começara a escrever material para este. [5] Em 21 de fevereiro de 2013, Dave voa para a América para começar a trabalhar no álbum sucessor de Wasting Light.[6]

Em 16 de janeiro de 2014, a banda posta uma foto em seu perfil na rede social Instagram de fitas analógicas das primeiras gravações do álbum. Dave Grohl já havia revelado em novembro de 2013, em entrevista à revista Rolling Stones, que o álbum seria gravado de uma maneira diferente, nada convencional. Mas manteve o mistério: "Eu tenho uma ideia que acho que nunca foi feita no passado. Não queremos contar o segredo ainda, mas está acontecendo", comentou.

Em 30 de julho de 2014, Butch Vig, produtor do álbum, publica em seu perfil no twitter que o novo álbum está oficialmente finalizado. O álbum virá acompanhado de uma série no canal HBO denominada Sonic Highway que será lançada em 17 de outubro. A série, dirigida por Dave Grohl, tem 8 episódios e documenta a gravação do álbum que passa por uma cidade diferente a cada episódio gravando uma nova faixa.

Em agosto, foram divulgados a data de lançamento (10 de novembro), o título, a capa e os nomes das oito faixas do disco.

Saint Cecilia EP e possível hiato (2015-presente)[editar | editar código-fonte]

Em 23 de novembro de 2015, o Foo Fighters lançou um novo EP, intitulado Saint Cecilia. Este EP homenageia as vitímas dos Atentados de 13 de novembro, na cidade de Paris, principalmente na casa de shows Bataclan, onde tocava a banda Eagles of Death Metal, com a qual Dave Grohl, vocalista da banda tem relação. Tal EP pode ser baixado de graça.

Junto com esse álbum, foi lançada uma carta,[7] na qual Dave Grohl fala muito sobre um possível hiato ou fim da banda. Um dos trechos da carta diz: "eu não posso evitar de me perguntar: quando nós nos veremos outra vez. Quem sabe? Mas, como tudo que o Foo Fighters faz, isso só vai acontecer que nos sentirmos bem em fazê-lo. E isso é um sentimento que é fácil de sentir."[8] .

Membros[editar | editar código-fonte]

Ex-membros

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio

Turnês[editar | editar código-fonte]

  • Foo Fighters Tour (1995-1996)
  • The Colour and the Shape Tour (1997-1998)
  • There Is Nothing Left to Lose (1999-2000) / Californication Tour (2000)
  • One by One Tour (2002-2003)
  • In Your Honor Tour (2005-2006) / Foozer (2005)
  • Skin and Bones (2006)
  • Echoes, Silence, Patience and Grace Tour (2007-2008)
  • Brazil Right In One
  • Wasting Light World Tour (2011-2012)
  • Sonic Highways World Tour (2014-2015)

Concertos no Brasil[editar | editar código-fonte]

Concertos em Portugal[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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