The Soft Parade

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The Soft Parade
Álbum de estúdio de The Doors
Lançamento Julho de 1969
Gravação Outubro de 1968 - Abril de 1969
Gênero(s) Rock psicodélico, Rock and roll, Jazz, Rock Sinfônico
Duração 33:59
Gravadora(s) Elektra
Produção Paul A. Rotchild
Opiniões da crítica

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Cronologia de The Doors
Waiting for the Sun
(1968)
Morrison Hotel
(1970)

The Soft Parade é o quarto álbum de estúdio da banda norte-americana de rock the Doors, editado pela Elektra Records a 19 de Julho de 1969. Grande parte do álbum foi gravado no seguimento de uma esgotante digressão que deixou o grupo com pouco tempo para compor novas canções. O produtor musical Paul A. Rothchild aconselhou a banda a afastar-se musicalmente dos três primeiros álbuns, recomendando a introdução de metais e cordas com os arranjos de Paul Harris. O vocalista dos Doors, Jim Morrison, que passava por problemas pessoais, e se concentrava mais na poesia, estava menos envolvido na composição das músicas, ficando o guitarrista Robby Krieger responsável pelo lado criativo. Como resultado, The Soft Parade é um álbum considerado menos coerente que os anteriores trabalhos dos Doors.

O álbum chegou ao número seis da Billboard 200, mas fracassou junto das audiências do Reino Unido e de outros países europeus ao contrário do anteriorWaiting for the Sun. Antes da comercialização deste álbum, tinham sido lançados três singles: Touch Me, Wishful Sinful e Tell All the People, que foram incluídos em The Soft Parade, com o primeiro a ser um êxito do TOP 10 dos Doors. Também foi lançado outro single, Runnin Blue. Aquando da sua comercialização, The Soft Parade foi criticado tanto pelos críticos musicais como pelos fãs mais underground da banda que achavam que os Doors estavam a seguir um rumo mais comercial. Ao longo do tempo, os historiadores têm avaliado de uma forma mais positiva este trabalho da banda, mas, no entanto, é geralmente considerado como o pior álbum com Morrison.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Em meados de 1968, os Doors já tinham marcado a sua posição como um dos grupos mais populares nos Estados Unidos. O terceiro álbum de estúdio da banda, Waiting for the Sun, lançado em Julho do mesmo ano, tornou-se um único álbum a alcançar o primeiro lugar na Billboard 200; o single com Hello, I Love You, chegaria a número um, tornando-se no segundo single da banda a alcançar tal feito.[1][2] Este álbum foi o primeiro sucesso comercial do grupo no Reino Unido, chegando a 16º na UK Albums Chart. Depois do lançamento de Waiting for the Sun, os Doors passaram a exigir grandes quantias monetárias para actuarem em espaços como o L.A. Forum, o Hollywood Bowl e Madison Square Garden.[3] Adicionalmente, as principais 40 estações de rádio de Los Angeles, em particular a KHJ Radio, que se tinha recusado anteriormente a passar as músicas do grupo, começou a patrocinar as actuações ao vivo dos Doors.[4] A 2 de Setembro de 1968, o grupo tocou na Europa com os Jefferson Airplane, ante de terminarem a sua longa digressão com nove concertos nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo que as digressões de 1968 tenham servido para reforçar o sucesso de Waiting for the Sun, também deixou pouco tempo ao grupo compor novas músicas para The Soft Parade, tendo já esgotado todas as canções de Morrison.[5]

Jim Morrison, um auto-proclamado "evangelista do ácido do rock", andava fascinado com os meios de comunicação e frequentemente criava frases e termos para chamar a atenção para os Doors. A ascensão do grupo e as notícias que caracterizavam Morrison como um sex symbol, tiveram um efeito contrário modificando significativamente a sua visão sobre a cultura pop.[6] Ao longo de 1968, o comportamento de Morrison foi tornando-se mais irregular: começou a beber muito e a distanciar-se do trabalho em estúdio, focando-se nas suas paixões, poesia e realização cinematográfica.[7] Ao mesmo tempo, Morrison lidava com uma forte ansiedade e achava estar próximo de um colapso mental. Chegou a pensar deixar a banda, mas foi convencido por Ray Manzarek a acabar a gravação de The Soft Parade antes de tomar essa decisão.[8]

Em Novembro de 1968, o grupo entrou no recém-criado estúdio Elektra Sound West no La Cienega Boulevard para começar a preparar The Soft Parade, um processo que só terminaria em Junho de 1969.[9] Sem qualquer material para trabalhar, o produtor musical Paul A. Rothchild assumiu o controlo das sessões de gravação e insistiu em vários takes das musicas, para indignação do membros da banda.[10] Pior ainda, como recordou o engenheiro de som Bruce Botnick, "Era quase como arrancar um dente para fazer com que Jim trabalhasse"; "Era estranho ... o mais difícil com quem trabalhei como produtor".[11] Rothchild, que por esta altura era viciado em cocaína e muito firme na sua liderança, causava muitas discussões no estúdio, em particular com o seu conselheiro Jac Holzman, que achava que a busca pela perfeição "os estava [aos Doors] a deixar por terra".[10] Este álbum foi o que teve custos de produção mais elevados, chegando aos 80 000USD, contrastando com os 10 000USD do álbum de estreia, The Doors.[9]

Músicas[editar | editar código-fonte]

Os Doors queriam explorar o ambiente experimental da música popular, numa altura que surgiam sucessos como The White Album e Electric Ladyland, ao mesmo tempo que procuravam o que podia ser feito na cena rock.[10] À procura de um som novo e criativo, Rothchild contratou Paul Harris para incluir arranjos para cordas e metais interpretados pela Orquestra Filarmónica de Los Angeles e por músicos de trompas jazz. O músico de estúdio Doug Lubahn e o baixista Harvey Brooks, também participaram como baixistas adicionais.[9][12] A música The Soft Parade inclui os estilos de art rock,[13] blues rock,[14] jazz fusion,[14] e rock psicadélico.[14] O baterista John Densmore e Manzarek, ambos com antecedentes em jazz, mostraram-se receptivos ao conceito de jazz' de Rothchild: "Nós [Densmore e Manzarek] sempre quisemos utilizar músicos de jazz -- vamos pôr alguns instrumentos de sopro e cordas, meu, vamos ver como é que é gravar com uma secção de cordas e outra de instrumentos de sopro", recordou Manzarek.[15]

Apesar de Morrison se encontrar mais afastado das sessões em estúdio com a banda por esta altura, exigiu que cada membro recebesse os créditos das letras após ter recusado, inicialmente, cantar a passagem Can't you see me growing, get your guns da canção de Robby Krieger Tell All the People. A consequência da recusa foi queThe Soft Parade foi o primeiro álbum dos Doors a listar os membros da banda individualmente, em vez de em conjunto como "Músicas dos Doors".[16] Krieger continuou a aperfeiçoar a sua capacidade de escrita para preencher o vazio deixado pela ausência de Morrison. Krieger escreveu metade das músicas do álbum, enquanto Morrison foi o autor da outra metade (em Do It partilham a autoria), o que originou um álbum que peca pela unidade musical encontrada nos anteriores trabalhos dos Doors.[9]

As músicas de Krieger, escritas praticamente sem a participação do resto do grupo, incorporam influências de jazz, um estilo que fazia parte da tendência contemporânea da música rock mais popular. Apenas as suas composições, Tell All the People, Touch Me, Runnin' Blue e Wishful Sinful, foram escritas para incluir metais e instrumentos de sopro; Morrison, apesar de não ter totalmente contra a ideia, recusou-se a seguir o caminho escolhido por Densmore e Manzarek.[17] Touch Me (escrita com os títulos Hit Me e I'm Gonna Love You) foi escolhida para ser o primeiro single de The Soft Parade, tornando.se um dos maiores êxitos comerciais dos Doors. Influenciada pelos trabalhos de John Coltrane, a banda incluiu o saxofone tocado por Curtis Amy.[18]

Shaman's Blues de Morrison e a música que deu título ao álbum, são exemplos da sua inclinação para transmitir as suas ideias sobre o simbolismo e sobre si próprio.[17] Esta última música, um regresso ao estilo das composições de longa duração para finalizar um álbum, foi composta com a ajuda de Rothchild, o qual organizou alguns textos poéticos de Morrison com ele de forma rítmica e conceptual. Com um sermão impetuoso de Morrison a servir de introdução, The Soft Parade mostra as suas origens sulistas através da voz de um pregador. O ambiente da música é destacado pelas fortes imagens que transmitem uma necessidade de santuário, de fuga e prazer.[19] Com influências de acid rock e sunshine pop, o crítico da banda Doug Sundling refere que The Soft Parade é a composição com mais partes diferentes de Morrison.[20]

Comercialização e recepção do álbum[editar | editar código-fonte]

The Soft Parade foi comercializado a 18 de Julho de 1969.[21] Chegou ao sexto lugar da Billboard 200, durante as 28 semanas que se manteve na tabela, não alcançando o mesmo sucesso no Reino Unido onde não entrou para as tabelas.[22] A fotografia da capa foi tirada por Joel Brodsky, o mesmo responsável pela capa do álbum de estreia da banda e de Strange Days.[23] Estranhamente, já tinham sido lançados três singles antes da comercialização do álbum, muitos mais que o habitual para um álbum dos Doors.[9] O single Touch Me, foi lançado em Dezembro de 1968, e tornou-se um dos maiores êxitos do grupo, chegando a n.º 3 da Billboard Hot 100.[18] Outros dois singles, Wishful Sinful e Tell All the People, também foram distribuídos mas com menos impacto, alcançando as 44ª e 57ªe posições, respectivamente.[24] No seguimento do lançamento de The Soft Parade, os Doors tiveram outro pequeno êxito com o single Runnin' Blue a chegar a número 64 aquando do seu lançamento em Agosto de 1969.[17]

Embora o álbum tenha sido um sucesso ao marcar uma posição no mercado mais comercial, foi mal recebido junto dos fâs originais do grupo e da cena underground, em particular pela utilização de instrumentos de corda e sopro.[25] A imprensa underground foi também bastante crítica, com David Walkey a escrever no East Village Other, de Nova Iorque, que o álbum era "era uma confusão de arranjos feitos por Paul Rothchild e podia mudar de nome para The Rothchild Strings Play the Doors [Os instrumentos de corda de Rothchild tocam Doors]".[26] Outra crítica feitas por Miller Francis Jr. do The Great Speckled Bird mostrou o seu desdém pela tentativa dos Doors de enveredarem pelo art rock, achando que The Soft Parade "era pretensioso, tal como algo escrito em vez de algo cantado".[26] Rob Cline do Northwest Passage questionou o facto de uma banda como os Doors necessitar de gravar com violinos e trombones quando o ponto forte do grupo era "a sua forma directa e crua tal como os seus primeiros álbuns".[26]

O escritor Richard Reigal analisou o impacto imediato de The Soft Parade na reputação dos Doors na revista Creem em 1981: "Se Waiting for the Sun fez alguns velhos hippies olhar para os Doors 'como Avatars na vanguarda', então The Soft Parade colocou um ponto final no interesse pelo grupo".[26] Numa análise para o AllMusic, Richie Unterberger foi um pouco mais positivo, escrevendo que "cerca de metade do álbum é bom, em particular o êxito Touch Me (o arranjo orquestral mais bem sucedido [dos Doors])".[27] Contudo, Unterberger acha que este é o "álbum de estúdio mais fraco gravado com Jim Morrison", tal como o "conjunto de composições mais fracas, ...como Do It e Runnin' Blue".[27] Comparado a álbuns anteriores, a contribuição de Morrison em The Soft Parade não teve qualquer brilho, pondo em causa a sua credibilidade como poeta e compositor, refere o escritor James Riordan.[17] O autor Danny Sugerman escreve, em No One Here Gets Out Alive, que "de um modo geral, o impacto poético das letras foi inferior ao dos álbuns anteriores...".[16]

Reedições do CD[editar | editar código-fonte]

The Soft Parade foi remasterizado por Botnick em 1999.[28] Foi re-editado na box set Perception em 2006 com um filme dos Doors a tocar o título de abertura ao vivo. Para celebrar o 40.º aniversário do álbum, foi lançado uma versão remasterizada e remisturada de The Soft Parade a 27 de Março de 2007.[29] O álbum inclui seis faixas extras, incluindo algumas raridades como Whisky, Mystics, and Men e Push Push.[30]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
AllMusic 3.5 de 5 estrelas.[31]
Robert Christgau B–[32]
MusicHound 3.5/5[33]
Rolling Stone (unfavorable)[34]
The Rolling Stone Album Guide 3 de 5 estrelas.[35]
Slant Magazine 2.5 de 5 estrelas.[36]

Faixas[editar | editar código-fonte]

Lado 1
N.º Título Duração
1. "Tell All the People"   3:21
2. "Touch Me"   3:12
3. "Shaman's Blues"   4:49
4. "Do It"   3:08
5. "Easy Ride"   2:43
Lado 2
N.º Título Duração
6. "Wild Child"   2:36
7. "Runnin' Blue"   2:27
8. "Wishful Sinful"   2:58
9. "The Soft Parade"   8:36
Faixas adicionais do CD comemorativo do 40.º Aniversário
N.º Título Duração
10. "Who Scared You"   3:58
11. "Whiskey, Mystics and Men (Version 1)"   2:28
12. "Whiskey, Mystics and Men (Version 2)"   3:04
13. "Push Push" (previously unreleased Doors jam) 6:05
14. "Touch Me (Dialogue)"   0:28
15. "Touch Me (Take 3)"   3:40

Músicos e pessoal técnico[editar | editar código-fonte]

A informação constante desta secção é retirada das notas incluídas no álbum: [37]

The Doors
Músicos convidados
Pessoal técnico

Álbum[editar | editar código-fonte]

Year Chart Position
1969 Billboard Pop Albums 6[22]

Singles[editar | editar código-fonte]

Year Single Chart Position
1968 "Touch Me"
B-side: "Wild Child"
Billboard Pop Singles 3[24]
1969 "Wishful Sinful"
B-side: "Who Scared You"
Billboard Pop Singles 44[24]
1969 "Tell All the People"
B-side: "Easy Ride"
Billboard Pop Singles 57[24]
1969 "Runnin' Blue"
B-side: "Do It"
Billboard Pop Singles 64[24]

Referências

  1. Riordan 1991, pp. 241–243.
  2. Joynson 1987, p. 70.
  3. Riordan 1991, pp. 249–251.
  4. Riordan 1991, p. 255.
  5. Hopkins 1980, pp. 185–186.
  6. Riordan 1991, pp. 211–212.
  7. Riordan 1991, pp. 313–316.
  8. Davis 2004, p. 181.
  9. a b c d e Weidman 2011, pp. 108–109.
  10. a b c Wall 2014, pp. 234–236.
  11. Riordan 1991, p. 319.
  12. Wawzenek, Bryan. «The Secret History of the Doors' Bass Players». Ultimate Classic Rock. Consultado em April 14, 2017  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  13. Sundling 1990, p. 101.
  14. a b c Gear 2015, pp. 85–86.
  15. Riordan 1991, p. 320.
  16. a b Hopkins 1980, pp. 226–227.
  17. a b c d Riordan 1991, pp. 338–340.
  18. a b Weidman 2011, p. 85.
  19. Riordan 1991, p. 337.
  20. Sundling 1990, pp. 115–116.
  21. «The Doors music». The Doors.com. Consultado em 14 de Abril de 2017 
  22. a b «The Doors Billboard 200». Billboard. Consultado em April 14, 2017  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  23. Weidman 2011, p. 114.
  24. a b c d e «The Doors The 'Hot' 100». Billboard. Consultado em 14 de Abril de 2017 
  25. Riordan 1991, p. 336.
  26. a b c d Sundling 1990, pp. 100–101.
  27. a b Unterberger, Richie. «The Soft Parade - Review». AllMusic. Consultado em 14 de Abril de 2017 
  28. Botnick, Bruce (1999). The Soft Parade (booklet). Elektra Records. 75005-2 
  29. Berman, Stuart. «The Doors Perception». Pitchfork. Consultado em 21 de Abril de 2017 
  30. «The Doors - A Retrospective». Slants magazine. Consultado em 21 de Abril de 2017 
  31. Unterberger, Richie. «The Soft Parade – The Doors | Songs, Reviews, Credits, Awards | AllMusic». AllMusic. Consultado em December 21, 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  32. Christgau, Robert. «Robert Christgau: Album: The Doors: The Soft Parade». robertchristgau.com. Consultado em December 21, 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  33. Graff, Gary; Durchholz, Daniel (eds) (1999). MusicHound Rock: The Essential Album Guide. Farmington Hills, MI: Visible Ink Press. p. 358. ISBN 1-57859-061-2 
  34. Dubro, Alec (23 August 1969). «[The Soft Parade review]». San Francisco: Straight Arrow Publishers, Inc. Rolling Stone (40). 35 páginas. Consultado em 13 November 2015  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  35. «The Doors: Album Guide». rollingstone.com. Consultado em August 31, 2015. Cópia arquivada em January 6, 2013  Verifique data em: |acessodata=, |arquivodata= (ajuda)
  36. Cinquemani, Sal (April 18, 2007). «The Doors: The Soft Parade | Album Review | Slant Magazine». Slant Magazine. Consultado em December 21, 2014  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  37. Botnick, Bruce (2007). The Soft Parade (booklet). Rhino Records. 8122-79998-1 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Davis, Stephen (2004). Jim Morrison: Life, Death, Legend. [S.l.]: Penguin Publishing. ISBN 1-59240-064-7 
  • Gear, Gillian (2015). The Doors: The Illustrated History. [S.l.]: Voyager Press. ISBN 978-0-7603-4690-7 
  • Hopkins, Jerry (1980). No One Here Gets Out Alive. [S.l.]: Grand Central Publishing. ISBN 978-0-446-69733-0 
  • Joynson, Vernon (1987). The Acid Trip: A Complete Guide to Psychedelic Music. [S.l.]: Babylon Books. ISBN 0-907188-24-9 
  • Riordan, James (1991). Break on Through: The Life and Death of Jim Morrison. [S.l.]: Harper Collins Publishing. ISBN 978-0-688-11915-7 
  • Sundling, Doug (1990). The Doors: Artistic Vision. [S.l.]: Castle Communications. ISBN 1-86074-139-8 
  • Wall, Mick (2014). Love Becomes a Funeral Pyre. [S.l.]: Orion Publishing Group. ISBN 978-1-61373-408-7 
  • Weidman, Rich (2011). The Doors FAQ: All That's Left to Know About the Kings of Acid Rock. [S.l.]: Backbeat Books. ISBN 978-1-61713-017-5 
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