Trio Parada Dura

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Trio Parada Dura
A dupla durante um show realizado no dia 21 de abril de 2008, em Belo Horizonte-MG.
Informação geral
País  Brasil
Gênero(s) Sertanejo
Período em atividade 1973 - atualmente
Gravadora(s) Chororó Discos, Copacabana, Warner Music Brasil, EMI Brasil, Atração Fonográfica, Deckdisc, Radar Records, Som Livre, Universal Music Brasil
Integrantes Creone
Parrerito
Xonadão
Ex-integrantes
Delmir
Delmon
Barrerito
Leone
Leonito
Mangabinha
Página oficial www.trioparadadura.art.br

Trio Parada Dura é um conjunto musical brasileiro de música sertaneja. Após figurar nas paradas de sucesso com várias canções, o grupo estourou em todo o Brasil no ano de 1985 com a música "As Andorinhas".

História[editar | editar código-fonte]

Desde 1973, o Trio Parada Dura faz parte da cena sertaneja brasileira. Recebeu ao longo da carreira 11 discos de ouro e três de platina. O trio construiu sua personalidade sobre uma base que conta com letras irreverentes e músicas de enorme apelo popular. Formado em 1975 por Mangabinha, Barrerito e Creone - único remanescente da formação original do grupo - o Trio Parada Dura continua compondo novas músicas.

O Trio Parada Dura teve três formações [1]: Delmir, Delmon e Carlos Alberto Ribeiro, o "Mangabinha" na primeira formação, em 1973. Mangabinha ficou com os direitos do nome "Trio Parada Dura" ao ser desfeita a formação. Conheceu Creone e Barrerito (que já cantavam juntos) e os convidou pra formar a segunda geração do trio, isso em 1975, e com essa formação ficaram conhecidos nacionalmente.

Em 1981, com o lançamento do LP Último Adeus, atingiram o sucesso nacional interpretando "Fuscão Preto" e Arapuca", que se tornaram dois dos maiores clássicos da música sertaneja brasileira. Em 1983, mais sucesso, desta vez com "Panela Velha", do LP Alto Astral. Com "Bobeou a Gente Pimba", do LP Astro Rei, de 1987, repetiram o sucesso e registraram mais um clássico da música caipira.

Em 6 de setembro de 1982, na cidade de Espírito Santo do Pinhal, estado de São Paulo, os integrantes sofreram um acidente aéreo e Barrerito ficou paraplégico. Ocupou então, provisoriamente, o seu lugar o irmão Parrerito, enquanto estava em tratamento. Após o retorno, Barrerito ficou por pouco tempo com o grupo, pois se sentia um estorvo por se locomover em uma cadeira de rodas, partindo então para uma carreira solo, lançando em 1987 seu primeiro LP, emplacando em todo o país com a música "Onde Estão os Meus Passos", seguido dos sucessos "Juventude Que Perdi", "Sentidos", "Amaremos", "Disque o 9″, "Morto por Dentro".

Parrerito entrou, então, definitivamente no grupo, ocupando o lugar de seu irmão Barrerito. Com essa formação, que durou até 1992, o grupo lançou os álbuns Nos Braços do Povo, De Ontem Pra Hoje, Palavra de Honra e Gigante Iluminado. Em 1998, Barrerito, Creone e Voninho formaram o Trio Alto Astral, que teve vida curta, devido à morte por infarto do cantor Barrerito poucos meses após a formação do grupo. Depois da morte de Barrerito, o Trio Alto Astral entrou na sua segunda formação com Voninho, Rio Preto e Ribeirão. Em 2008, Voninho morreu vitima de dengue hemorrágica e Rio Preto e Ribeirão passaram a cantar em dupla sertaneja.

O Trio Parada Dura retornou em 1999 com sua terceira formação (Creone, Parrerito e Mangabinha), gravando ainda Tapete Colorido (1999), Brilhante (2001) e Pra Furar o Couro (2006), mas se desfez em 2006. Creone e Parrerito formaram uma dupla, sendo respectivamente segunda e primeira vozes, intitulado de Os Parada Dura, que mais tarde tornou-se novamente trio com a presença do sanfoneiro Xonadão. Em 2013, o trio mudou de nome para Trio do Brasil[2].

O Trio Parada Dura retornou novamente em novembro de 2007, com sua quarta formação (Leone, Leonito e Mangabinha). Em 2008, lançou o CD AS 20+ e em 2009, lançou o álbum Taça de Ouro, com 15 obras de autoria do compositor José Amâncio, em parceria com outros compositores (Lauri, Edna Teixeira, Leonito, Douglas, Wanderley e o próprio Mangabinha). Ainda em 2009, lançaram mais um CD intitulado 14 Novidades pela gravadora Garça, com a produção de Teodoro, da dupla Teodoro e Sampaio. Ao longo da carreira, receberam 10 discos de ouro.

Nos anos 2000, houve um litígio judicial entre Mangabinha e os outros dois integrantes, Parrerito e Creone. Ambas as partes reivindicaram o direito de explorar o nome “Trio Parada Dura”, mas Mangabinha ficou com o registro.

Parrerito e Creone registraram, então, ao lado do sanfoneiro Xonadão, o Trio do Brasil e lançaram em 2013 o CD/DVD 40 Anos Ao Vivo, pela gravadora Som Livre.

Em 2015, após o falecimento de Mangabinha[3], a família cedeu o direito de explorar o nome "Trio Parada Dura" para Parrerito, Creone e Xonadão, e assim formaram a quinta e atual formação do trio.

Em 2016, a atual formação gravou o CD/DVD, intitulado Chalana, Churrasco e Viola, durante dois dias e contou com paisagens naturais, como cachoeiras e pôr do sol, como cenário. Já de noite, o espaço se transformava em uma boate. Na chalana, além dos artistas, estavam cerca de 50 convidados, incluindo Marília Mendonça, Zé Neto & Cristiano e Eduardo Costa.[4] O álbum foi lançado pela gravadora Universal Music em 2017.[5]

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • 1973 - Vida de Minha Vida
  • 1973 - Quero Falar Com Alguém
  • 1974 - Repertório de Ouro

Segunda formação: (Creone, Barrerito e Mangabinha)

Terceira formação: (Creone, Parrerito e Mangabinha)

  • 1988 - Nos Braços do Povo
  • 1990 - De Ontem Para Hoje
  • 1991 - Palavra de Honra
  • 1992 - Gigante Iluminado
  • 1999 - Sempre
  • 2001 - Brilhante
  • 2002 - Tapete Colorido
  • 2006 - Pra Furar o Couro

Quarta formação: (Leone, Leonito e Mangabinha)

Quinta formação: (Creone, Parrerito e Xonadão)

  • 2011 - Nossa Estrada
    2013 - 40 Anos Ao Vivo (CD/DVD)
  • 2017 - Chalana, Churrasco e Viola (Ao Vivo)
  • 2019 - Pensa Num Trem Que Dói

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]