A posteriori
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A posteriori (do latim, « partindo daquilo que vem depois ») refere-se à etapa para se chegar ao conhecimento que é realizada através da experiência. É um conceito fundamental da epistemologia, na teoria do conhecimento. Os defensores de que o conhecimento a posteriori é o único fiável são conhecidos como empiristas. Para eles, julgamentos e conhecimento não podem se subscrever à experiência, o homem não pode conhecer que aquilo que lhe é accessível pela experiência, e antes tudo pela percepção sensorial. Também rejeitam a validade do conhecimento a priori que, não podendo ser submetido à verificação, é consequentemente desporvido de valor. David Hume, representante do cepticismo empirico, chega até a negar a existência do "eu" : este é inconhecível e os seres humanos são de « feixes das percepções ».
Os racionalistas têm uma posição mais moderada, admitem simultaneamente a possibilidade de conhecimento a priori e de conhecimento a posteriori. Entretanto, os empiristas não negam a validez dos julgamentos analíticos, que podem ser apreendidos apenas pela compreensão do enunciado. Por exemplo, o enunciado “todos os cães pretos são cães” é necessariamente verdadeiro, independentemente de toda experiência real, desde que o atributo seja contido no sujeito.
Mas estes tipos de verdades excedem o estrito campo da pesquisa epistemológica: John Locke qualifica-os de « insignificantes » e John Stuart Mill de « puramente verbais ».
Desse ramo do pensamento filosófico é nascido o conceito pedagógico moderno de "influência pelo meio", que entende que o meio habitado pela criança tem maior influência na formação de seu caráter que questões de ordem, como por exemplo a genética.
Os principais defensores deste pensamento foram John Locke e David Hume.

