A posteriori
A posteriori (do latim, « à letra, o que vem depois de... ou o que provém da experiencia, sinonimo de empirico ») refere-se à etapa que antecedeno conhecimento, que é necessária para a sua formação. É um conceito fundamental da epistemologia, na teoria do conhecimento. Os defensores de que o conhecimento a posteriori é o único fiável são conhecidos como empiristas. Na vertente do empiricismo (do grego "empeiria, experiencia sensorial"), todo o conhecimento parte da experiência, isto é do conjunto das sensações ou impressões. Anteriormente à experiencia, a nossa mente é como uma página em branco. Portanto o conhecimento à priori é aquele que provem da experiencia.
David Hume foi um dos principais defensores do conhecimento à posteriori, distinguindo duas formas de percepção sensorial- as impressões e as ideias. As primeiras, as impressões são percepções directas da realidade, um contacto com o mundo exterior, fortes e mais vivas, e as ideias são imagens das impressões na nossa mente, memórias, e portanto mais débeis e difusas. Qualquer ideia tem origem numa impressão. Ambas podem ser simples ou complexas.
Ao afirmar que todo o conhecimento parte da experiência, David Hume rejeita a existência de ideias inatas, isto é ideias que tenham sido criadas apenas pela mente, defendida por Réne Descartes. O critério de verdade ou validade de um conhecimento são as impressões, se o conhecimento for real tem necessariamente de ter uma impressão correspondente. Do mesmo modo que o que é observável é o limite do nosso conhecimento, o que não vemos ou não experimentamos não é real. Por exemplo, a ideia de um porco com asas é apenas a relação entre duas ideias, a de um porco com a de um animal com asas, que através da nós possuimos mas não é real pois não a observamos, ou até mesmo a ideia de Deus, haverá alguma impressão\sensação correspondente? esta ideia pode ser fruto da combinação das ideias de inteligência, bondade, sabedoria, etc.