Cápsula do tempo

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Cápsulas do tempo em um monumento localizado na cidade americana de Amarillo , Texas

Uma Cápsula do tempo é um recipiente especialmente preparado para armazenar objetos ou informações com o objetivo que os mesmos possam ser encontrados pelas gerações futuras. Tal expressão começou a ser utilizada a partir de 1937, embora a idéia seja tão antiga quanto os primeiros assentamentos humanos na Mesopotâmia.

Exemplo de cápsula do tempo não intencional: Pompeia, cinzas e lama moldaram os corpos das vítimas, permitindo que fossem encontradas 1600 anos mais tarde do modo exato em que foram atingidas pela erupção do Vesúvio.

Cápsulas do tempo podem ser classificadas em dois tipos: intencionais e não intencionais. Cápsulas do tempo intencionais são aquelas colocadas de propósito e são normalmente destinadas a serem abertas ou acessadas em uma determinada data futura. Cápsulas do tempo não intencionais são geralmente de natureza arqueológica (como ocorrido em Pompeia quando a erupção do vulcão Vesúvio provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou toda a cidade e a tornou oculta por 1600 anos). Achados de grande importância cultural são freqüentemente encontrados em escavações arqueológicas no mundo todo.

Uma das cápsulas do tempo mais conhecida foi, inicialmente, batizada de bomba-relógio, e construída durante a Exposição Mundial de Nova Iorque de 1939 pela Westinghouse como parte de sua exposição. O artefato possuia 90 cm de comprimento, com um diâmetro interior de 16 centímetros e peso de 363 kg. A Westinghouse nomeou a cápsula de "Cupaloy", níquel e liga de prata, alegando que a mesma tinha poder semelhante ao aço leve. Tal cápsula foi concebida para resistir até o ano 6965. Ela continha produtos de uso diário como um carretel de linha e uma boneca, um livro que descrevia a cápsula e os engenheiros responsáveis por sua criação, um frasco de sementes de culturas de alimentos básicos, um microscópio e um microfilme com instruções para uma possível reprodução futura do material gravado.[1]

Atualmente, há várias cápsulas do tempo "enterradas" no espaço. As sondas espaciais do Programa Voyager, por exemplo, carregam um disco com informações sobre o planeta Terra e visam deixar o sistema solar na direção de outros sistemas.[2] Existem outras mensagens gravadas em discos de ouro no interior das sondas Pioneer 10 e Pioneer 11. O próximo lançamento de um satélite contendo uma cápsula do tempo está previsto para o final de 2010 ou 2011, quando uma cápsula com mensagens dirigidas aos futuros habitantes da Terra será lançada a bordo do satélite KEO, devendo retornar ao planeta dentro de aproximadamente 50 000 anos, quando a sonda cairá na atmosfera.[3]

Críticas[editar | editar código-fonte]

De acordo com o historiador e estudioso de cápsulas do tempo William Jarvis, a maioria das cápsulas intencionais geralmente não oferece muita informação histórica útil, fornecendo poucas informações sobre as pessoas da época em que foi construída. Em contraste, as ruínas de Pompeia, exemplo de cápsula do tempo não intencional, contêm uma grande quantidade de objetos do cotidiano, como pinturas em paredes, comida nas lareiras e os restos de pessoas presas em cinzas vulcânicas, o que fornece muitas informações sobre o cotidiano daquelas pessoas.

Muitas das modernas cápsulas do tempo contem apenas artefatos de valor limitado para futuros historiadores. Jarvis, sugeriu que os objetos descrevessem a vida das pessoas que criaram as cápsulas, como notas pessoais, desenhos e documentos, assim aumentaria muito o valor das cápsulas do tempo para o historiador futuro.

Outra observação feita por Jarvis refere-se aos problemas relacionados com a seleção dos recipientes que transmitirão as informações para o futuro. Alguns destes problemas incluem a obsolescência da tecnologia e da deterioração dos meios de armazenamento eletromagnéticos. Muitas cápsulas do tempo enterradas se perdem, porque o interesse desaparece e a localização exata da cápsula é esquecida, ou são destruídas por qualquer causa, seja natural ou não.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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