Carlos Caszely

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Caszely
Caszely
Informações pessoais
Nome completo Carlos Humberto Caszely Garrido
Data de nasc. 5 de Junho de 1950 (64 anos)
Local de nasc. Santiago,  Chile
Apelido El Chino, El Rey del Metro Cuadrado, El Gerente
Informações profissionais
Posição Atacante (aposentado)

Carlos Humberto Caszely Garrido, mais conhecido como Carlos Caszely (Santiago, 5 de junho de 1950) é um ex-futebolista chileno da equipe do Colo-Colo. No Chile é chamado até hoje de El Chino, El Rey del Metro Cuadrado, El Gerente. É conhecido por não ter dado a mão ao ditador Pinochet em um jogo da seleção chilena.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido no bairro de San Eugenio na capital chilena, Carlos Caszely é tido como o jogador mais popular e querido da história do Colo-Colo. Começou nas categorias inferiores do Colo-Colo e atuou no time profissional pela primeira vez em 1967 em um jogo amistoso internacional contra o Peñarol, do Uruguai.

Em sua primeira jogada, passou a bola por debaixo das pernas de seu adversário. Sua estréia oficial foi no Estádio Nacional em 30 de julho de 1967. A juventude chilena logo se identificou com ele por ser um tipo autêntico, sem "papas na língua", além de ser um jogador que fazia maravilhas com a bola, principalmente em espaços reduzidos (o que lhe valeu a alcunha de El Rey del Metro Cuadrado). A velocidade também era sua característica. Mas, nessa época, perdia gols fáceis por sua vontade de fazê-los do modo mais espetacular possível e era tido como um "garoto mimado e difícil" pela torcida. Já era titular do time em 1969 e conquistou o campeonato chileno em 1970. Nesse mesmo ano sofreu uma grave contusão em um jogo contra o Unión Española que o deixaria inativo até 1971.

Em 1972, o treinador Luís Álamos nomeia Caszely capitão da seleção chilena. Isso faz com que o craque amadureça. Tem ótimas atuações pela seleção na Copa Independência jogada nesse mesmo ano no Brasil a ponto da equipe do Santos FC, de Pelé, perguntar ao Colo-Colo o preço de seu passe e, nesse mesmo ano, conquista mais um campeonato chileno. Em 1973 já era definitivamente um ídolo. Suas atuações deslumbrantes pelo Colo-Colo fizeram com que seu time fosse a primeira equipe chilena a chegar a um final da Copa Libertadores da América. Esse período se encerra com sua transferência para a equipe do Levante, da Espanha e, em seguida, para o Espanyol, da cidade de Barcelona, onde ficaria quatro de seus cinco anos em território espanhol.

Joga a copa do Mundo de 1974, disputada na Alemanha, e é expulso na partida contra os donos da casa. Retorna ao Colo-Colo em 1978 e, a partir daí, se inicia um dos períodos mais brilhantes de sua carreira: é artilheiro do campeonato chileno por três anos seguidos (1979, 1980, 1981); é campeão chileno nos anos de 1979, 1981 e 1983; capitão da equipe em 1979 e 1980 e ainda foi destaque com a seleção chilena na Copa América de 1979 na qual os chilenos obtiveram o vice-campeonato. Ainda disputa a Copa do Mundo de 1982, realizada na Espanha, e perde um pênalti na partida contra a Áustria. Ainda assim, nesse mesmo ano, integrou, em um jogo amistoso, uma seleção de astros sulamericanos.

Após uma breve passagem pela equipe estadunidense do New York Cosmos, em 1984, encerrou oficialmente sua carreira em 12 de outubro de 1985. Em 1986 ainda jogou um par de partidas pelo Barcelona da cidade de Guayaquil, no Equador, para ajudar seu amigo, o técnico Luis Santibañez. Até os dias de hoje, Carlos Caszely continua muito popular entre os chilenos.

Equipes[editar | editar código-fonte]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Chile Colo-Colo

Artilharia[editar | editar código-fonte]

Chile Colo-Colo

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Em 1973, Carlos Caszely tornou-se o primeiro - e até agora único - jogador chileno a ser artilheiro da Copa Libertadores da América.
  • Nesse mesmo ano aconteceu o golpe militar desferido pelo general Augusto Pinochet contra o presidente legalmente constituído, Salvador Allende. Se o seu colega de time, Francisco Valdés, em uma atitude muito polêmica, apoiou o golpe. Caszely foi radicalmente contra.
  • Caszely foi um dos pouquíssimos jogadores chilenos a se manifestar abertamente contra o golpe de Pinochet.
  • Em um ato de muita coragem e diante das câmeras da televisão chilena, Caszely contou a todo o país como sua própria mãe foi sequestrada e torturada pelos agentes da ditadura de Pinochet.
  • Na Copa do Mundo de 1970, a FIFA estava inaugurando em partidas internacionais, o chamado sistema de cartões nas quais o cartão amarelo significa advertência e o cartão vermelho, expulsão. Apenas na Copa do Mundo da Alemanha em 1974 foi dado o primeiro cartão vermelho para um jogador, e esse foi para Caszely.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bandeira de ChileSoccer icon Este artigo sobre futebolistas chilenos é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.


O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Carlos Caszely