Dead Kennedys

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Dead Kennedys
A banda em 1981. Da esq. para dir.: East Bay Ray, Jello Biafra, Klaus Fluoride, D. H. Peligro
Informação geral
Origem São Francisco, Califórnia
País  Estados Unidos
Gênero(s) Punk rock, hardcore punk, anarcopunk
Período em atividade 1978 - 1986
2001 - presente
Página oficial deadkennedys.com
Integrantes Skip
East Bay Ray
Klaus Flouride
D.H. Peligro
Ex-integrantes Jello Biafra
Brandon Cruz
Jeff Penalty
Carlos Cadona
Bruce Slesinger

Dead Kennedys é uma banda punk estadunidense formada em 1978 na cidade de São Francisco, Califórnia[1] [2] . Durante os anos 1980, a banda obteve uma ampla influência no cenário internacional da música punk, com uma mistura experimental entre a música punk inglesa da década de 1970 com a energia crua do hardcore norte-americano. Suas canções combinavam deliberadamente letras chocantes com um humor ácidos e satírico, com comentários liberais sarcásticos sobre assuntos sociais e políticos da época. Ao mesmo tempo, algumas de suas canções também ridicularizam as posições hipócritas de algumas elites liberais. Muitas das canções da banda criticam as ideologias de líderes e de entidades religiosas fundamentalistas de posição política conservadora e da Administração Reagan, além de muitas ideias e personalidades de esquerda.

História[editar | editar código-fonte]

O começo[editar | editar código-fonte]

A história do Dead Kennedys começa quando Eric Boucher respondeu a um anúncio que procurava por vocalistas para uma nova banda de rock. O autor do anúncio era o guitarrista East Bay Ray. Logo após, Eric assumia a alcunha de Jello Biafra, baseado na fracassada guerra civil nigeriana, na qual a região sudeste da Nigéria tentou se tornar independente proclamando a República do Biafra. Os dois se juntariam ainda ao baixista Klaus Flouride, a um segundo guitarrista conhecido apenas pela alcunha de "6025" e ao baterista Bruce Slesinger. O ano era 1978, a política americana agonizava nas mãos conservadoras e a repressão e a insatisfação social tornava o período excepcionalmente propício para o surgimento de uma nova tendência musical: o hardcore - uma evolução americana e agressiva do punk inglês.

Seguindo a linha de pensamento anárquica de Biafra, a banda desde cedo se focou nas letras e na ideologia nelas contidas, abusando de sátiras irônicas e ácidas para criticar diversos temas sociopolíticos americanos, como o consumismo, o "American Way of Life", as guerras, os políticos liberais conservadores, a igreja, a polícia entre outras.

Em 1979, o então misterioso guitarrista "6025", deixa de integrar a banda oficialmente (mas continua se apresentando com a banda e ajudando com composições).

Sucesso[editar | editar código-fonte]

Ainda em 1979 surge o primeiro single da banda: "California Über Alles", uma crítica direta ao então governador da Califórnia, Jerry Brown. Após o sucesso, o grupo lança mais um compacto com a badalada "Police Truck", criticando a violência policial e a famosa "Holiday In Cambodia", um hino antibelicista repleto de ironia e humor negro.

Nesse mesmo ano, Jello Biafra, militante político e agitador cultural de uma nova vanguarda musical, candidata-se ao cargo de prefeito de São Francisco. Entre suas propostas, previa que os políticos fossem obrigados a circular com um nariz de palhaço e que os policiais fossem escolhidos em votação direta com a população. Com slogans como "Apocalipse agora! Jello para prefeito", alcançou o quarto lugar com mais de 6 mil votos.

Em 1980 é lançado o clássico Fresh Fruit For Rotting Vegetables em parceria com a gravadora independente I.R.S. que rendeu um disco de ouro à banda na Inglaterra.

Devido as imposições contratuais regidas pela então gravadora, Biafra decide montar seu próprio selo, a Alternative Tentacles (que mais tarde lançaria bandas consagradas como Black Flag, Brujeria, 7 Seconds, The Melvins e Bad Brains).

Em 1981 lança pelo novo selo o EP In God We Trust, Inc., uma prévia do segundo álbum onde se destaca toda a ironia e acidez da banda sobre a igreja. Logo em seguida é lançado o compacto "Too Drunk to Fuck" que apesar de proibida alcançou muito espaço nas rádios. Neste mesmo compacto foi gravada a polêmica música "Nazi Punks Fuck Off" escrita devido ao descontentamento de Jello em relação aos nazi-fascistas que começavam a surgir na cena punk, e também para atacar seus inimigos declarados: o The Exploited, uma banda punk formada em Edinburgo, Escócia em 1979, acusada de várias atitudes fascistas, como a declaração do vocalista de que odiava negros e latinos.

Em 1981 Slesinger, então baterista, deixa a banda e em seu lugar entra Darren H. Peligro.

Em 1982, com a nova formação, lançam o segundo álbum da banda, o Plastic Surgery Disasters apresentando a já habitual irreverência da banda unida a um som melhor trabalhado e mais maduro do que os álbuns anteriores.

Decadência[editar | editar código-fonte]

Em 1985 sai o polêmico Frankenchrist, trazendo um encarte do artista suíço H.R. Giger (Landscape No. 20: Where We Are Coming From) mostrando ilustrações de pênis e vaginas, gerando o maior processo criminal na carreira da banda, que se arrastaria por dois anos. Processados por distribuição de pornografia a menores, a banda teve as cópias do disco apreendidas e entrou em recesso. É criada então a No More Censorship Defense Fund, uma organização que lutava pelo direito de expressão artístico, tendo como um dos fundadores Jello Biaffra, e após a união com nomes importantes como Frank Zappa, Little Steven e Paul Kantner, conquistam a absolvição da banda por 7 votos contra 5, alegando que o encarte estava dentro de um contexto artístico do disco e que o grupo não obrigava ninguém a consumir seu produto. Com uma musicalidade diferenciada o álbum ainda gera controvérsias entre os fãs da banda.

Lançado ainda no meio da batalha legal da banda, em 1986 sai Bedtime for Democracy, último álbum de inéditas da banda, considerado um disco fraco, mas trazendo hits como "Anarchy for Sale". Depois desse trabalho os Kennedys resolvem se separar e dar continuidade aos projetos pessoais de cada um. Biafra seguiu carreira solo, participou de discos de outros artistas (como o Ministry e o Sepultura) e com a Alternative Tentacles, passou a produzir outras bandas.

Em 1987 foi lançado Give Me Convenience Or Give Me Death, uma compilação dos sucessos da banda. Jello é então processado pelos outros ex-integrantes da banda, que alegavam que os direitos autorais não foram pagos corretamente. Em 2000 Jello Biafra perde a batalha legal contra o baixista Klaus Floride, o guitarrista East Bay Ray e o baterista D.H. Peligro, perdendo o controle sobre o catálogo da banda, embora mantivesse os direitos autorais por ser autor da maior parte das músicas.

Atualmente[editar | editar código-fonte]

A banda ao vivo, com o vocalista Skip, em 2009

Em 2001 saiu Mutiny on the Bay, único registro oficial ao vivo da banda, contendo os hinos "California Über Alles" e "Holiday in Cambodia", além de um dos inúmeros discursos de Jello Biafra contra as guerras.

Também em 2001, trazidos pela produtora independente Ataque Frontal, o grupo realizou um controverso show no Brasil, sem o vocalista Jello Biafra, que criticou a banda remanescente por ser gananciosa, dizendo em entrevista que "Eles foram à América do Sul enganar os fãs, os fãs têm que decidir se eles querem ou não fazer parte desta farsa".

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Ex-integrantes[editar | editar código-fonte]

  • Jello Biafra - vocal (1978 - 1986)
  • Brandon Cruz - vocal (2001 - 2003)
  • Jeff Penalty - vocal (2003 - 2008)
  • Ted (Bruce Slesinger) - Bateria (1978 - 1981)
  • 6025 (Carlos Cadona) - segunda guitarra, bateria (1978 - 1979)
  • Dave Scheff - bateria (2008)
  • Greg Reeves - baixo (2010 - 2011)

Jogos[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio
Álbuns ao vivo
Coletâneas
EP

Referências

  1. Dead Kennedys BBC Music News. Página visitada em 3 de julho de 2013.
  2. Dead Kennedys Discogs.com. Página visitada em 3 de julho de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]