Engenharia de segurança

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A engenharia de segurança estuda as causas e a prevenção de mortes acidentais ou lesões.[1] Historicamente, a engenharia de segurança não foi uma disciplina específica e unificada. Profissionais com variados títulos, descrições de trabalho, responsabilidades e níveis hierárquicos têm atuado no campo de engenharia de segurança, tanto na indústria como nas companhias de seguro.[1] Os profissionais de segurança têm desempenhado diversas funções como: o desenvolvimento de métodos, procedimentos e programas de controle de acidentes ou de perdas; a comunicação de acidentes; e a medição e avaliação dos sistemas de controle de perdas e acidentes. Também cabe aos profissionais de segurança indicar as modificações necessárias para obter os melhores resultados na prevenção de acidentes.[1]

Atualmente, a ênfase do trabalho da engenharia de segurança inclui: prevenção e antecipação de riscos potenciais; a mudança de conceitos legais referentes à responsabilidade por produtos e negligência em design ou produção, a proteção do consumidor e o desenvolvimento de legislações e controles nacionais e internacionais nas áreas de segurança e saúde ocupacionais, controles ambientais, segurança em transportes, segurança de produtos, e proteção do consumidor.[1]

Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a formação em engenharia de segurança do trabalho é feita mediante curso de pós-graduação "lato sensu", pela qual um profissional de nível superior regulamentado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, ou pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo é habilitado a atuar como engenheiro de segurança do trabalho[2] [3] . Esse ramo da engenharia é voltado para a prevenção de riscos relacionados ao trabalho e ao meio ambiente. Visa acima de tudo a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzindo ao máximo o número de acidentes e a incidência de doenças ocupacionais. A responsabilidade dos profissionais de engenharia de segurança vai muito mais além do preceito de reduzir o número de acidentes, tendo em vista serem profissionais habilitados capazes de organizar de forma técnica e eficiente todos os processos referentes à segurança e higiene do trabalho. A Lei Federal nº 7.410[3] e a Portaria nº 3.275/89[4] do Ministro do Trabalho definem as atribuições do engenheiro de segurança do trabalho e do técnico de segurança do trabalho.

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal existe a licenciatura em engenharia de segurança do trabalho [5] , o mestrado em engenharia de segurança e higiene ocupacionais [6] e o doutorado em engenharia de segurança ao incêndio [7] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Referências

  1. a b c d Safety engineering (em inglês). Enciclopaedia Britannica. Página visitada em 28 de agosto de 2012.
  2. BURILLE, Nelson Agostinho. ANEST - Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho (em português). ANEST. Página visitada em 20 de dezembro de 2009.
  3. a b República Federativa do Brasil - Congresso Nacional (27 de novembro de 1985). Lei n. 7.410, de 27 de novembro de 1985 (em português). República Federativa do Brasil - Presidência da República - Subchefia para Assuntos Jurídicos. Página visitada em 20 de dezembro de 2009.
  4. Ministério do Trabalho e Emprego (2009). Legislação/Portarias-Portaria 3.275/89 (em português). Ministério do Trabalho e Emprego. Página visitada em 29 de agosto de 2012.
  5. Licenciatura em Engenharia de Segurança do Trabalho. ESTGF - Politécnico do Porto. Página visitada em 14/03/2014.
  6. Mestrado em Engenharia de Segurança e Higiene Ocupacionais. FEUP - Faculdade de Engenharia - Universidade do Porto. Página visitada em 14/03/2014.
  7. Programa Doutoral em Engenharia de Segurança ao Incêndio. Universidade de Coimbra. Página visitada em 14/03/2014.
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