Escorpião-amarelo

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Como ler uma caixa taxonómicaTityus serrulatus
Escorpiao-amarelo Tityus serrulatus.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Arachnida
Ordem: Scorpiones
Família: Buthidae
Género: Tityus
Espécie: T. serrulatus
Nome binomial
Tityus serrulatus
Lutz & Mello, 1922

O Tityus serrulatus, conhecido popularmente como escorpião-amarelo, é um escorpião típico do Sudeste e Centro oeste do Brasil, é a principal espécie que causa acidentes graves, com registro de óbitos, principalmente em crianças. Principais características: possui as pernas e a cauda amarelo-claro e o tronco escuro. A denominação da especie é devida a presença de uma serrilha nos 3° e 4° anéis da cauda. Mede até 7 cm de comprimento. Sua reprodução é partenogenética, na qual cada mãe tem aproximadamente dois partos com, em média, 20 filhotes cada, por ano, chegando a 160 filhotes durante a vida. Devido aos hábitos domiciliares e à periculosidade da picada é responsável pela maioria dos acidentes escorpiônicos verificados no Brasil, em região urbana é devido ainda à grande expansão de distribuição nos últimos 25 anos.

Reprodução[editar | editar código-fonte]

Os escorpiões são animais vivíparos. O período de gestação é variado mas, em geral, dura três meses para o gênero Tityus. Durante o parto, a fêmea eleva o corpo e faz um “cesto” com as pernas dianteiras, apoiando-se nas posteriores. Os filhotes recém-nascidos sobem no dorso da mãe através do “cesto” e ali permanecem por alguns dias quando, então, realizam a primeira troca de pele. Passados mais alguns dias, abandonam o dorso da mãe e passam a ter vida independente. O período entre o nascimento e a dispersão dos filhotes varia bastante. Para Tityus serrulatus é de aproximadamente 14 dias. Os escorpiões trocam de pele periodicamente, em um processo denominado ecdise; a pele antiga é a exúvia. Passam por um número limitado de mudas até a maturidade sexual, quando então param de crescer. A espécie T. serrulatus (escorpião amarelo) reproduz-se por partenogênese. Assim, só existem fêmeas e todo indivíduo adulto pode parir sem a necessidade de acasalamento. Este fenômeno facilita sua dispersão; por causa da adaptação a qualquer ambiente, uma vez transportado de um local a outro (introdução passiva), instala-se e prolifera com muita rapidez. Além disso, a introdução de T. serrulatus em um ambiente pode levar ao desaparecimento de outras espécies de escorpiões devido à competição. A espécie possui uma característica rara entre os escorpiões[carece de fontes?], que é a partenogênese, ou seja, a capacidade de se reproduzir sem que haja fecundação, não havendo necessidade de um casal.[1] Tal fato possibilita que um único espécime transportado para um novo local possa se reproduzir e desenvolver uma colônia. Por muito tempo julgou-se que a espécie era exclusivamente partenogênica, recentemente foi descoberta uma população com a divisão de gêneros e reprodução sexuada, no norte do estado de Minas Gerais e na Bahia [2] .

Distribuição[editar | editar código-fonte]

Distribuição geográfica: antes restrita a Minas Gerais, devido à sua boa adaptação a ambientes urbanos e sua rápida e grande proliferação, hoje tem sua distribuição ampliada para Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Pernambuco, Sergipe, Piauí, Rio Grande do Norte, Goiás, Distrito Federal e, mais recentemente, alguns registros foram relatados para Santa Catarina.

Veneno[editar | editar código-fonte]

O veneno de todos os escorpiões tem efeito neurotóxico, ou seja, age no sistema nervoso. A picada é extremamente dolorosa, provoca dor intensa no local afetado e se dispersa por todo o corpo, levando a vítima a um estado de hiperestesia, fazendo com que o doente fique extremamente sensível ao menor toque em todo o corpo. A ação neurotrópica da peçonha age sobre o bulbo (medula oblonga) região importantíssima do encéfalo que controla os movimentos respiratórios e cardíacos, além dos movimentos peristálticos, mas sua ação é específica sobre a região do bulbo controladora da respiração, o que faz com que a vítima morra por parada respiratória.

Encontros e Acidentes[editar | editar código-fonte]

Os contatos entre seres humanos e o Tityus serrulatus são muito frequentes, o detalhe é que esse escorpião por natureza nos ataca ao sentir ameaçado. Em casos de acidente recomenda-se não "sugar" o veneno do local acidentado, não fazer torniquete, incisões ou cutucar o local, para não agravar a situação. Procure um médico, e sempre que possível levar o escorpião junto. Recomenda-se também que ao encontrar o escorpião não tente pega-lo com a mão, pois ele pode picar você, chame um técnico do CCZ e só em ultimo caso capture-o você mesmo, usando luvas de couro, calçados grossos e fechados, calça e camisa de manga comprida, onde é bom usar algum objeto como uma pá de recolher lixo, e uma vassoura.

Notas e referências

  1. PEIXOTO, Aristeu Mendes, et al, Editora da Universidade de São Paulo, Enciclopédia Agrícola Brasileira vol. 3, São Paulo: 2000.
  2. LOURENÇO, Wilson R.; Cloudsley-Thompson, John L.. (1999). "Discovery of a Sexual Population of Tytius Serrulatus, one of the morphs within the complex Tytius stigmurus (Scorpiones, Buthidae)" (em inglês). The Journal of Arachnology (27): 154-158. Visitado em 2009-09-20.
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