Espécie introduzida

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Pardal-doméstico (Passer domesticus), introduzido na América e na Austrália a partir da Europa.

Uma espécie introduzida ou exótica é uma espécie de organismo que vive fora da sua área de distribuição nativa que tenha sido acidental ou intencionalmente para aí levada pela atividade humana, podendo ou não ser prejudicial para o ecossistema em que é introduzido. Algumas espécies danificam o ecossistema em que são introduzidas, enquanto outras podem afetar negativamente a agricultura e outros recursos naturais aproveitados pelo homem, ou afetar a saúde de animais e humanos. Uma espécie introduzida que produz alterações importantes na composição, estrutura e processos do ecossistema em que foi introduzida, pondo em risco a diversidade biológica nativa, é chamada de espécie invasora.[1] [2]

Algumas vezes as introduções intencionais são ilegais, sendo feitas apenas para visar o interesse privado, mas também podem ser legítimas, visando beneficiar a população. Algumas vezes a introdução das espécies no ecossistema pode ser imperceptível para a população, pois a espécie introduzida passa a ser vista como espécie nativa.[2]

No mundo atual a introdução dessas espécies tem sido muito facilitada, tendo como consequência a homogeneização das espécies por todo o planeta, sendo um dos motivos da perda da biodiversidade do planeta e de grande preocupação entre os biólogos.[1]

Exemplos[editar | editar código-fonte]

Casos acidentais[editar | editar código-fonte]

Caramujo-gigante-africano, Achatina fulica.

O mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei), natural do Sudeste Asiático, foi levado para o Brasil através do deslastramento de navios mercantes e hoje está presente na bacia do rio Paraná. A sua proliferação tem sido um grande problema para as usinas hidrelétricas, onde o acumulo de mexilhões pode afundar equipamentos flutuantes, prejudicar a operação de equipamentos submersos e obstruir tubulações.[1]

Casos intencionais ilegais[editar | editar código-fonte]

O caramujo-gigante-africano (Achatina fulica) do leste e nordeste da África foi levado para o Brasil na década de 1980 para ser comercializado a um preço menor que o escargot, mas por não ter sido bem aceite pela população os criadores se livraram deles soltando-os em qualquer lugar. Eles se adaptaram com muita facilidade em varias regiões e causam grandes prejuízos ao meio ambiente e à agricultura.

Casos intencionais legais[editar | editar código-fonte]

Perca-do-nilo (Lates niloticus).

A perca-do-nilo (Lates niotica) foi introduzida no Lago Vitória na África Oriental para reverter o drástico declínio da população de peixes autóctones provocado pela sobre-pesca, mas levou uma boa parte das espécies endêmicas à extinção.

Casos de espécies imperceptíveis[editar | editar código-fonte]

A mangueira (Mangifera indica), uma árvore do sul e sudeste asiático introduzida pelos portugueses no Brasil no século XVIII, é já vista por muitos como pertencente ao ecossistema.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Oliveira, Márcia Divina de (dezembro 2004). Introdução de Espécies: uma das maiores causas de perda de biodiversidade (pdf). Artigo de Divulgação na Mídia. Embrapa Pantanal. Página visitada em 2011-11-30.
  2. a b Langanke, Roberto. Espécies Exóticas. Conservação para Ensino Médio. Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Página visitada em 2011-11-30.